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sábado, 17 de novembro de 2012

BRASIL AVANÇARÁ NA EUROPA VIA A ESPANHA?

Espanha quer aliança com o nosso país e com toda América Latina para enfrentar a crise


Liana Aguiar está na Espanha e fez para a BBC matéria que relata como o rei espanhol Juan Carlos abriu hoje a XXII Cúpula Ibero-Americana, em Cádiz, propondo alianças entre Espanha, Portugal com o Brasil e países da América Latina, claro, para aproveitar a atual bonança econômica das antigas colônias. Segundo ele, estimulando uma reaproximação emocional os dois lados do oceano devem falar com "uma só voz". "Nossos olhos estão em vocês, temos experiência que se pode dividir", disse aos chefes de Estado e de Governo da América Latina presentes à inauguração da cúpula, entre eles, a Presidente Dilma Rousseff. Para o rei, atualmente o continente latino-americano tem mais coesão social, mas ainda precisa lutar contra as desigualdades, "podemos ajudar neste avanço".
Em meio à crise atual, Espanha e Portugal abriram ontem a Cúpula de Cádiz de olho numa intercolaboração com a América Latina, no momento, o desemprego na Espanha sobe novamente e chega a 2,7%, o que dimensiona as difuldades da economia espanhola agora. "A Espanha tem sido terra de acolhida da América Latina", afirmou o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy. Segundo ele, contar com "mais América Latina na Europa e na Espanha é uma receita imbatível para ambos afrontarem os atuais desafios". O que ficou claro na abertura do encontro é o desejo de "uma relação renovada" entre América Latina, Espanha e Portugal.
Cádiz pode ser a porta da Europa para os produtos do Brasil? 

Esta é a questão que fez Dilma Rousseff participar da cúpula iberoamericana
No primeiro dia, a presidente Dilma Roussef teve duas reuniões bilaterais com República Dominicana e Haiti. Acompanham a presidente brasileira os ministros Antonio Patriota, das Relações Exteriores, Aloizio Mercadante, da Educação, Helena Chagas, da Comunicação Social, e Marco Aurélio Garcia, o assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais.
Hoje, a presidente Dilma deverá se posicionar sobre a crise na Europa ibérica, na sessão plenária em que os chefes de Estado e de governo assinarão a Declaração de Cádiz. O documento destacará o desenvolvimento de infraestruturas, a promoção de micro, pequenas e médias empresas e políticas de crescimento econômico e emprego.
A Cúpula Ibero-americana nasceu em 1991, no México. Ela é sediada pela Espanha pela terceira vez. Não participam do evento os presidentes do Uruguai e Argentina, que alegaram problemas de saúde, e os de Venezuela, Cuba e Nicarágua. O presidente de Guatemala Otto Pérez Molina cancelou a viagem por causa do recente terremoto no país. O Paraguai, que está suspenso do Mercosul, não teve representação no encontro deste ano. Cádiz foi escolhida para sediar o encontro em comemoração ao bicentenário da primeira constituição liberal espanhola. Mariano Rajoy extrapolou, disse em seu discurso que Cádiz é uma cidade europeia e americana ao mesmo tempo. "Em cada canto desta cidade se respira América. Temos a cultura de liberdade compartilhada nas duas margens do oceano"...A província de Cádiz tem atualmente uma taxa de desemprego de 36%, uma das piores da Espanha e superior à media nacional, de 25%. "Este tipo de problema mostra claramente a realidade espanhola, portuguesa, européia hoje em dia, o Brasil e outros países da América Latina precisam aproveitar as propostas de Cádiz e as circunstâncias do momento para avançarem uma penetração no mercado da Europa, o que poderia vir a ser realmente, isso sim, um avanço para nós", comentou por aqui na redação do blog Folha Verde News o ecologista Padinha ao editar estas informações´, recebidas via a BBC.

Fontes: BBC
             http://folhaverdenews.blogspot.com

4 comentários:

  1. Não foram poucos os incidentes diplomáticos ao longo de muitas décadas, vários turistas vindos do Brasil, brasileiros, brasileiras e em geral latinoamericanos vinham sendo mal recebidos na Espanha: o conteúdo deste encontro de Cádiz indica que o contexto desta situação mudou.

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  2. Por necessidade dos espanhóis, portugueses, europeus, o interesse em cima do Brasil e de outros países da América Latina aumentou muito ultimamente: este potenciais novos parceiros precisam saber se posicionar nesta nova realidade, de forma que um novo fluxo de colaboração desta vez beneficie não só os países da Europa.

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  3. Independentemente da história econômica e das relações geopolíticas entre o Brasil e a Espanha, o povo brasileiro e o espanhol tem um relacionamento muito positivo e de muita emoção, o que pode facilitar as coisas nas novas circunstâncias de agora, em que os todopoderosos europeus precisam da América Latina.

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  4. A Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, voltou a criticar os planos de austeridade dos países europeus durante discurso neste sábado na 22ª Cúpula Ibero-americana, em Cádiz, na Espanha, e defendeu o modelo brasileiro de combate à crise econômica, informa a BBC. Dilma reconheceu os sacrifícios e a "capacidade de superação" que Portugal e Espanha têm feito para sair da crise, mas declarou que "as políticas exclusivas, que só enfatizam a austeridade, vêm mostrando seus limites".
    "Sem crescimento, será muito difícil o caminho da consolidação fiscal", disse ela durante a sessão plenária com a participação de todos os chefes de Estado presentes na cúpula, no Palácio de Congressos de Cádiz, terminando neste sábado. Esse também foi o posicionamento manifestado anteriormente por Dilma em recentes encontros internacionais, como a Assembleia Geral da ONU e a reunião anual de cúpula do G20, o grupo das principais economias do planeta.

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