Ontem à tarde uma equipe da EPTV Sul de Minas já estava a caminho da região em torno da Serra da Canastra, onde surgiram alguns focos de incêndio de grande proporção: jornalistas da redação da Folha de São Paulo chegou a contatar o repórter e ecologista Padinha, que lhes passou dados sobre a ocorrência, que pode se agravar e atingir de novo o Parque Nacional da nascente do Rio São Francisco (que sofreu um megaincêndio nesta época há um ano): “A mistura de seca com ventanias e em especial a ação criminosa de gente da região, isso pode levar a uma tragédia ambiental ali, outra vez”, falou por telefone o editor do blog de ecologia e de cidadania Folha Verde News. Há outros focos, por exemplo, em São Sebastião do Sapucaí. Segundo informou Arnaldo Silva, que faz parte da direção do Parque Nacional da Serra da Canastra, ali na macrorregião possivelmente fazendeiros (para rebrotar o capim) botaram fogo, esta região onde as chamas já começam fortes fica na Serra da Babilônia, de aproximadamente 120 mil hectares e que envolve seis municípios: o fogo está entre as cidades de São Roque de Minas e São João Batista do Glória. Outro incêndio irrompeu em Delfinópolis também. Estes focos de fogo ficam distantes da nascente do rio São Francisco mas já ameaçam a vida de espécies animais e vegetais nativas: uma combinação de horror, vento, seca e incêndio criminoso. O perigo é o fogo se espalhar e ficar incontrolável. Sem a ação do homem vento e seca são até sustentáveis, naturais da natureza desta época de estio entre o fim do inverno e o começo da primavera no Cerrado, onde as primeiras chuvas estão previstas apenas para meio de setembro.
A Serra de Babilônia fica no centro do parque nacional, o que aumenta o perigo de propagação do fogo. Em Delfinópolis, o início de incêndio foi em propriedade particular. Segundo o Corpo de Bombeiros, o fogo queimou áreas próximas a pousadas e chalés, foram feitos aceiros para evitar um avanço das chamas do incêndio que neste ponto já atingiu cerca de 480 hectares. Equipes da Polícia Federal e do ICMBio (Instituto Chico Mendes, responsável pela Serra da Canastra) já estão investigando eventuais responsáveis pelos primeiros focos de incêndio nesta seca no sudoeste mineiro. Na Serra da Babilônis, dois aviôes, além de um helicóptero especializado para este serviço, tentam controlar os focos de incêndio. Não chega a 50 o número de pessoas lutando cointra as chamas, o pessoal do ICMBio, bombeiros de cidades vizinhas e voluntários. O Corpo de Bombeiros irá sobrevooar a Serra da Canastra, em São Roque de Minas, no Centro-Oeste do estado, O objetivo é avaliar o alcance do incêndio que aparentemente já devastou 1.500 hectares da Serra da Babilônia e também para identificar os locais onde existem outros focos de incêndio na macrorregião da Canastra.
De acordo com a analista ambiental do Parque Nacional da Serra da Canastra, Paola Vieira Ribeiro, o incêndio na região não estaria controlado e os satélites indicaram novos focos na região. Será feito hoje novo sobrevoo para ver como está a situação: "Tive a informação que um dos incêndios já está controlado, mas existem três focos marcando no satélite. Só após o sobrevoo será possível avaliar a real situação da área", lembrou a analista Paola Vieira Ribeiro.
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| Com a seca e os ventos os focos pequenos se alstram na região da Canastra |
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| Na Serra da Baibilônia ontem à noite o volume das chamas assustavam |
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| As cercanias da nascente do Rio São Francisco ainda estão livres do incêndio |
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| Mas têm sido detectados por sobrevôos e satélite mais focos de incêndio sendo formados no sudoeste mineiro |
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| Foto do ICMBio mostra brigadistas atuando na Serra de Babilônia já dentro do Parque da Canastra |
Fontes: EPTV Sul de Minas
Instituto Chico Mendes (ICMBio)
http://folhaverdenews.blogspot.com
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Esta matéria está entrecortada, com informações vindas de variadas fontes, de toda forma, o que vale é registrar a ocorrência como um alerta de que podem acontecer (de novo) um incêndio de grande dimensão em torno e já dentro da Serra da Canastra.
ResponderExcluirNo ano passado, a situação chegou a ser uma tragédia ambiental, o ICMBio e as prefeituras da macrorregião da Canastra estão um pouco melhor aparelhados para prevenir e combater os focos de incêndio, porém, a queima para rebrotar o capim é uma prática que precisa acabar e se constitui crime ambiental.
ResponderExcluirNossa equipe do blog está a caminho da macrooregião da Canastra para pegar mais dados e informações sobre esta nova ameaça à natureza do Cerrado, última natureza em torno da nascente do São Francisco, fronteira da ecologia do interior do país.
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