Conforme está em destaque no site
Envolverde hoje, em 24 de maio de 2011, um deputado federal do PV interrompeu a sessão na Câmara para ler a matéria intitulada
Zé Claudio e a Majestade, que havia sido escrita por Felipe Milanez. Nessa mesma manhã, o ambientalista entrevistado, José Claudio Ribeiro, foi brutalmente assassinado ao lado de sua esposa, Maria do Espírito Santo. Foi Felipe Milanez quem trouxe à tona, por meio de reportagens, a história de luta do casal para combater o extrativismo ilegal de madeira no sudeste do Pará e as ameaças de morte que sofriam pelos madeireiros da região. O caso teve grande repercussão internacional e, por conta disso, o jornalista foi indicado ao prêmio da ONU de Herói da Floresta. O gaúcho de 34 anos é, atualmente, um dos principais nomes do jornalismo brasileiro quando o assunto é Amazônia. Já foi editor das revistas
National Geographic e
Brasil Indígena, da Funai (Fundação Nacional do Índio), tem matérias publicadas na
Carta Capital,
Rolling Stones,
Trip,
Terra Magazine,
Vice, e dirigiu o documentário
Toxic Amazon, sobre a morte anunciada de José Claudio e Maria. Além de denunciar as atrocidades que ocorrem em terras longínquas dos grandes centros urbanos, seus relatos valorizam a cultura original de povos que muitas vezes são esquecidos pelo resto do país. Prova disso é que uma de suas reportagens foi protocolada e está sendo usada juridicamente em um processo que pede o reconhecimento de tribos indígenas da Amazônia.
"A gente está abrindo nosso webespaço aqui no
Folha Verde News para esta matéria do site
Envolverde, também parabenizar Felipe Milanez pelo seu trabalho e para estimular a luta pela busca da verdade, da não-violência e da valorização ainda que tardia da cultura nativa e da luta dos povos da floresta", comentou o ecologista Padinha, ao editar nesta segunda-feira o nosso blog de ecologia e de cidadania.
Felipe Milanez com 14 anos saiu de Porto Alegre e foi morar na capital paulista, onde vive até hoje. Depois de se formar em Direito na PUC-SP, fez mestrado em Ciências Políticas na Universidade de Toulouse, na França. Foi lá que conheceu obras de autores que lhe influenciaram pelo resto da vida, como os antropólogos Claude Lévi-Strauss, Pierre Clastres e o sociólogo Pierre Bourdieu. Durante a estadia no exterior, leu muito sobre o Brasil e teve contato com movimentos sociais ecologistas, que o instigaram a retornar e explorar o tema em sua terra natal. Cinco meses após voltar ao país, foi trabalhar como assessor do consultor jurídico do Ministério da Justiça, em Brasília. “Lá eu vi os processos da Funai e li histórias incríveis de contato com os índios Paracanã. Pensei na hora que queria ir para lá”, conta Felipe Milanez. Pouco tempo depois, foi chamado para montar o projeto da revista
Brasil Indígena, da Funai. Começou então a fazer expedições a áreas isoladas, onde viviam grupos de diversas etnias.
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| O jornalista-ecologista luta contra preconceitos e tabus contra os índi |
Uma dessas viagens foi a Raposa Serra do Sol, em Roraima, área de intensos conflitos de povos indígenas que lutam pela demarcação de terras, mas sofrem com a invasão de fazendeiros, grileiros e garimpeiros. Foram 20 dias convivendo com pessoas que eram ameaçadas de morte, em um lugar onde a violência chega muito mais rápido que as notícias dos jornais.O assassinato de Zé Cláudio e Maria no sudeste do Pará foi também noticiado aqui no nosso blog
Folha Verde News, que também vai à luta por estes ideais da ecologia, da não-violência, pela liberdade de informação e cultura da vida, dia a dia há 2 anos.
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| No site Envolverde você pode ler na íntegra o relato sobre a luta de Felipe Milanez |
Fontes:
envolverde.com.br
Fizemos questão de inserir parte da matéria do Envolverde e do portal Aprendiz aqui em nosso blog de ecologia e de cidadania pelo valor da luta de Felipe Milanez, algo que merece ser divulgado no país da natureza...ou da desnatureza, ultimamente.
ResponderExcluirA gente extravasa a concorrência ou a competição quando se trata de ressaltar os ideais da nossa luta comum, pela ecologia, pela cidadania, pela liberdade de informação, para mudar e avançar a realidade em busca da cultura da vida e da não-violência. Estas aliás são as diretrizes do nosso webespaço, há 2 anos atuando todos os dias.
ResponderExcluirEm relação ao índios e ao povos da floresta, temos dado destaque direto aqui no blog, mesmo porque há cerca de 25 anos estamos ligados à causa indígena e à luta pela preservação dos recursos naturais do país. Recentemente, na Rio+20 da ONU, contatamos o índio Guajajara do Maranhão sobre o desafio do seu povo, formado por 25 mil pessoas exiladas em sua própria terra.
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