Pistorius faz história e avança às semifinais
Sul-africano é o primeiro atleta
amputado a competir no atletismo nos Jogos Olímpicos, ele se classifica e mostra mais uma vez que esporte não é só talento e beleza mas também garra, inteligência e superação, conforme comenta o editor de nosso blog, a partir de informações da agência France Press, também da Band, cobrindo os jogos Olímpicos de Londres, em parceria com a Lancepress: "Mesmo poupando a má performance de Céasar Cielo, temos que criticar Fabiana Murer com medo da força do vento, as Meninas do Brasil no basquete e no futebol feminino amarelando na hora H, assim como as belas do vôlei de praia, Talita e Maria Elisa, a musa russa do tênis Maria Sharapova perdendo feio para a norteamericana Serena Willians, são vários os exemplos de fracassos e de debilidade nesta Olimpíada de 2011, mas o caso de Oscar Pistorius, da África do Sul, revela por outro lado a energia mais pura e mais forte do ser humano, alçando o esporte ao nível da ecologia da vida", diz ainda Padinha, ao fechar esta edição de sábado do blog Folha Verde News. Ele lembra "que as paratletas ou os atletas mutilados como Pistorius resgatam a historia de soldados amputados na 2ª Guerra e de todos os fracos e oprimidos que lutam para superar seus limites e assim, engrandecem sua luta no esporte e na vida".
Neste sentido, o sul-africano Oscar Pistorius fez história neste sábado no Estádio
Olímpico de Londres. Ao correr a primeira bateria da eliminatória dos 400m
rasos, ele se tornou o primeiro atleta amputado da história a competir no
atletismo nos Jogos Olímpicos. Sem a parte inferior das duas pernas, ele corre
com o auxílio de próteses de fibra de carbono e competindo com atletas normais!... Pistorius não só competiu
como avançou para as semifinais ao ficar em segundo lugar em sua bateria, com
45s44, atrás apenas do dominicano Luguelin Santos, com 45s04. Maksim Dyldin, da
Rússia, com 45s52, também avançou, uma vez que os três primeiros se classificam
automaticamente para a próxima fase.
Depois de uma longa batalha
envolvendo o COI e a Corte Arbitral do Esporte, Pistorius conseguiu uma autorização
para competir em Pequim-2008, depois do COI argumentar que as fibras de carbono
conferiam a ele vantagem sobre os demais competidores. Na ocasião, porém, ele
não conseguiu o índice para se classificar. Para Londres, Pistorius
conseguiu o índice olímpico em julho de 2011. No ano passado, o sul-africano foi
prata no Mundial de Daegu com o revezamento sul-africano no 4x400m, prova que
ele também vai disputar nesta Olimpíada. Nem amputados nem normais, o Brasil não tem nenhum representante na prova dos 400m, o que não deixa de ser mais um sinal de fraqueza dos esportes brasileiros na atualidade.
Fontes: AFP
Band
Lancepress
folhaverdenews.blogspot.com
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| Oscar Pistorius mostrou a energia mais autêntica do esporte |
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| Ye Shiwen também superou limites para se consagrar em Londres |
Fontes: AFP
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Lancepress
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Oscar Pistorius vence os limites do seu físico, superando atletas normais nos 400m mesmo com próteses nos pés, Ye Shiwen derrota as limitações da sua pouca idade e da realidade da China: são exemplos assim de superação que revelam a verdadeira face ecológica do esporte.
ResponderExcluirNo Brasil, com algumas péssimas performances e fracassos inesperados de ídolos esportivos agora em Londres, vale lembrar grandes atletas que também superaram limites, como Sócrates (antiatleta) ou o genial Garrincha (pernas tortas), entre muitos outros, que tiveram inspiração e cabeça, mesmo sem a condição física ideal.
ResponderExcluirEm nome de todos os mutilados, de todos os amputados, também de todos os deficientes físicos, de todos os fracos e oprimidos, Oscar Pistorius derruba um tabu e os mitos, supera os limites do físico e proclama a grandeza do esporte para os que tem alma de vencedor.
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