Assange agradece Equador e Brasil no discurso
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| O discurso de 10 minutos foi uma grande performance pela liberdade de informação na Internet também |
O Equador concedeu asilo ao australiano essa semana, criando um verdadeiro imbróglio diplomático entre Quito e Londres. Procurado pela justiça britânica, Assange pode ser preso a qualquer momento, mas como a embaixada é considerada território equatoriano, ele não pode ser detido. O Reino Unido chegou a cogitar uma invasão do local, baseado em uma lei local da década de 80, que possibilitaria a retirada da proteção diplomática do prédio. Além de pedir mais liberdade para a imprensa, o breve discurso também foi marcado por críticas aos Estados Unidos. Segundo ele, Washington deve “parar com a caça às bruxas contra WikiLeaks”. O pronunciamento foi feito na janela da representação diplomática de Quito, a poucos metros dos policiais britânicos que esperam para poder capturar o australiano. Julian Assange se refugiou no dia 19 de junho na embaixada do Equador em Londres para evitar a extradição para a Suécia, onde é procurado por quatro delitos de agressão sexual, crimes que nega ter cometido e pelos quais não foi acusado formalmente. O australiano se considera vítima de uma perseguição política depois de ter divulgado, via seu site WikiLeaks, milhares de documentos secretos dos Estados Unidos, país para onde teme ser extraditado e condenado à morte por espionagem.
Unasul decide apoiar Equador e Assange
Os chanceleres de Argentina, Equador e Peru se reuniram com o
secretário-geral da Unasul, Alí Rodriguez, Os chanceleres da Argentina, Peru e
Equador e o secretário-geral da Unasul, Alí Rodriguez , em reunião da entidade realizada hoje, em Guayaquil. A decisão foi de total amparo ao país andino diante da "ameaça de violação do
local e sua missão diplomática".
A declaração também reforçou o direito soberano do Estado de conceder o asilo e o princípio fundamental da inviolabilidade dos locais de missões diplomáticas.O advogado de Julian Assange, do Wikileaks e com problemas judiciais na Inglaterra e na Suécia, declarou que ele está disposto a responder pelas acusações, porém com garantias de que não seja extraditado se deixar a embaixada do Equador em Londres. O ativista está no local há cerca de dois meses e virou uma polêmica de Direito Internacional.
A declaração também reforçou o direito soberano do Estado de conceder o asilo e o princípio fundamental da inviolabilidade dos locais de missões diplomáticas.O advogado de Julian Assange, do Wikileaks e com problemas judiciais na Inglaterra e na Suécia, declarou que ele está disposto a responder pelas acusações, porém com garantias de que não seja extraditado se deixar a embaixada do Equador em Londres. O ativista está no local há cerca de dois meses e virou uma polêmica de Direito Internacional.
Fontes: RFI
Reuters
jbonline
folhaverdenews.blogspot.com

Há 3 semanas atrás nosso blog de cidadania e de ecologia já havia publicado um post resumindo a situação de Julian Assange, a luta do Wikileaks e o momento político deste atrito com os Estados Unidos, que coloca o Direito Internacional nas manchetes de todo o planeta.
ResponderExcluirAlém dos princípios éticos e do Direito Internacional, bem como das garantias de proteção a todo ser humano, consagradas na legislação atual de todos os países, a luta de Julian Assange e do site Wikileaks destaca a importância da liberdade de informação na Internet, a principal força desta mídia.
ResponderExcluirNós que temos nos solidarizado com ele e com todas as vítimas de perseguição política ou de censura, mais uma vez abrimos espaço para esta luta, na esperança de que se encontre uma solução legal e ética, a bem da liberdade de expressão e do avanço das comunicações.
ResponderExcluirConforme últimas infornações da BBC, este jornalista para ir para o Equador (que lhe concedeu asilo político) tem que ter um salvo-conduto das autoridades inglesas para sair da embaixada equatoriana (onde está há 3 meses) e viajar para Guaiaquil. E mais (como está no blog Folha Verde News) governo inglês pode usar lei de 25 anos atrás e invadir a embaixada do Equador, prender Assange e extraditá-lo para a Suécia e depois para os Estados Unidos, jogando por terra o direito internacional e a liberdade de expressão.
ResponderExcluirJulian Assange reafirma à BBC que as acusações de crime sexual na Suécia são apenas mais um pretexto para impedii-lo de divulgar certas informações sobre os Estados Unidos.
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