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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

80 índios massacrados por brasileiros na Venezuela é a notícia que chega via BBC

A Promotoria da Venezuela investiga um suposto massacre de índios Yanomâmi em uma aldeia situada na fronteira com o Brasil, a denúncia foi feita por ecologistas da Survival International num caso em que garimpeiros brasileiros são apontados como suspeitos da morte de até 80 de pessoas, conforme noticiário que chega ao blog Folha Verde News via a BBC do exterior e do site Uol no Brasil.  O suposto massacre, segundo testemunhas e sobreviventes, teria sido desencadeado pela tentativa dos garimpeiros de estuprar mulheres indígenas. Segundo testemunhas os Yanomâmi foram vítimas de garimpeiros que agem na região de fronteira com o Brasil, ao norte do Amazonas. A Promotoria Geral da Venezuela indicou uma comissão para investigar o suposto ataque, que teria sido cometido em julho, mas cujos detalhes só vieram à tona agora. De acordo com a ONG ambientalista Survival International, os índios, que teriam encontrado os corpos carbonizados das supostas vítimas do massacre, só conseguiram reportar a ação muito tempo após ela ter sido cometida, já que os Yanomâmi vivem em uma região isolada das matas e as testemunhas levaram dias para chegar a pé até o povoamento mais próximo.

Foto feita por ecologistas da Survival que pesquisam a vida e cultura Yanomâmi
 Luta para sobreviver e ajudar o futuro
Os Yanomâmi são uma das maiores tribos relativamente isoladas da América do Sul. Vivem em florestas tropicais e em montanhas no norte do Brasil e no sul da Venezuela. No Brasil, seu território tem o dobro do tamanho da Suíça. Na Venezuela, os índios ianomâmis vivem em uma região de 8,2 milhões de hectares no Alto Orinoco. Juntas, as duas regiões formam o maior território indígena florestal em todo o mundo. A denúncia sobre o suposto massacre ocorre no ano em que os indígenas celebram as duas décadas de criação do território Yanomâmi no Brasil. Em março deste ano, o líder da tribo Davi Kopenawa havia alertado a ONU, em Genebra, sobre os perigos trazidos pela mineração ilegal, colocando a vida de indígenas em risco, principalmente em tribos isoladas, e contribuindo para a destruição da floresta e a poluição de rios. "Testemunhas que conversaram com os três sobreviventes do ataque contaram que a comunidade irotatheri foi atacada e que ali vivem aproximadamente 80 pessoas. Esse é o número de mortos com o qual estamos trabalhando, mas esse dado ainda não foi confirmado", disse à BBC Luis Shatiwë, secretário-executivo da organização Yanomâmi Horonami.
A Venezuela conta com cerca de 15 mil índios Yanomami no Estado do Amazonas e outra parte no Estado de Bolívar. Os indígenas estão distribuídos ao longo de 200 comunidades, "que mantêm práticas tradicionais de caça, pesca, coleta, ritos fúnebres, mitos e cosmologia, eles têm uma visão avançada da natureza, nesta época em que o homem das cidades busca entender e vivenciar a ecologia, isso já é uma cultura milenar e prática destes povos nativos, que precisam ser respeitados e preservados, tanto quanto as selvas, a água e os recursos naturais da Amazônia, tesouro da América do Sul", comentou o ecologista Padinha, que edita nosso blog Folha Verde News, pedidndoaqui, hoje, providências contra o garimpo de ouro que polui o meio ambiente com mercúrio (metal pesado), agredindo também a saúde do povo das florestas, .

Fontes: BBC
             www.uol.com.br
             http://folhaverdenews.blogspot.com

4 comentários:

  1. Mais uma vez, mais uma informação de violência contra os índios e povos da floresta na dvisa entre a Venezuela e o Brasil na Amazônia, algo que choca em todo o planeta os que buscam também na cultura nativa milenar dos Yanomâmi um caminho para o futuro do homem na Terra.

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  2. Índios do futuro: é assim que nossa editor chama os ecoilogistas de hoje, urbanos, com tecnologia e ciência, mas com os sentimentos e a cultura de amor pela natureza, algo que falta ao homem comum da atualidade desumana.

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  3. Se os homens das cidades de todos os países querem realmente serem humanos, precisam estudar e respeitar a cultura alternativa e a vida dos índios e povos da floresta, para ali encontrar caminhos diferentes rumo à criação do futuro.

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  4. Em nome do movimento da Não-Violência, que dá base à luta de todos os dias de nosso blog de informação ecológica e de cidadania, nos solidarizamos aos Yanomâmi e pedimos às autoridades da ONU, do Brasil e da Venezuela providências para se contenha o massacre dos índios e das florestas na Amazônia.

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