Grupo Femen defende que Eurocopa fará aumentar a prostituição na Ucrânia e este movimento de cidadania feminista já programa vindas à Rio+20 agora e depois à Copa do Mundo no Brasil
Há uma semana do início da Eurocopa 2012, mais um protesto desta vez em Kiev e ao seu estilo (garotas seminuas ou fazendo topless) protestaram outra vez contra a competição, que segundo entende este movimento feminista de cidadania, fará aumentar a prostituição e a corrupção nos países sedes: Francisca Paiva reportou os acontecimentos para o site
Icicom e nós estamos postando inmformações e fotos, também de agências de notícias como a
Reuters, aqui no blog
Folha Verde News, para abrir espaço às denúncias do
Grupo Femen, que está se transformando numa espécie de
Greenpeace mas das lutas do feminismo e do direito das mulheres, com manifestações em várias países da UE. Este grupo ucraniano que luta por estas causas e usa basicamente o corpo das manifestantes como uma arma nos protestos, para mobilizar a mídia, as autoridades políticas e a população, está contra a realização do Euro 2012 na Ucrânia. Segundo o Femen, a competição futebolística vai aumentar a exploração da mulher pela sociedade de consumo machista e sem valores humanos. Em todas as apresentações da taça para o vencedor da Euro 2012, que acontecem em várias cidades dos países organizadores do Euro (Ucrânia e Polónia) o
Femen marca presença e intervém. As ativistas temem que o torneio leve a um aumento da prostituição, da exploração da mulher e da consolidação ucraniana como país do turismo sexual. Como tal, fazem protestos contra a realização da Eurocopa no seu país. Seminuas, as ativistas escrevem no corpo mensagens como
"Fuck Euro" ou levantam cartazes que dizem "
without prostitution" (sem prostituição). "Our God is woman, our mission is protest, our weapons are bare breasts" (o nosso Deus é mulher, a nossa missão é o protesto e a nossa arma é o peito despido) é o lema das manifestantes que em várias cidades acabaram detidas pela polícia e já estão respondendo a processos judiciais, onde buscam explicar que as suas manifestações usam estratégias da
Não-Violência (ou tentam valorizar mais a inteligência do que a força física) tendo um objetivo maior, denunciar que a competição entre seleções européias de futebol irá alimentar a já vigorosa indústria da prostituição no país. "Tem sido uma tendência, o uso do corpo em manifestações, em vários países, também no Brasil, mas essa é a marca em especial deste grupo
Femen de cidadania e de feminismo, a nós não cabe julgar se é ou não a melhor forma de protestar, mas de toda forma, vale a luta de cidadania e a metalinguagem, usar o corpo da mulher para denunciar abusos ou exploração das mulheres", comentou o ecologista Padinha, editor do nosso blog
Folha Verde News: "Acima de tabus ou preconceitos, de moralismo ou da maior ou menor liberalidade em cada país, estes protestos estão conseguindo destacar a luta contra a a indústria da prostituição na Ucrânia e na Polônia". Novas manifestações e emoções estão reservadas para a semana que vem, quando começarem os jogos da Eurocopa 2012, sediada na Ucrânia e na Polônia. O grupo
Femen avançará assim a luta das mulheres? Esta pergunta só poderá ser respondida após a competição oficial da Fifa e esperamos que a atuação da polícia substitua a violência por outra estratégia na repressão aos protestos, de toda forma, legítimos. O Grupo Femen está progamando fazr manifestações também no Brasil, durante a
Rio+20 da ONU ou da reunião paralela
Cúpula dos Povos dos movimentos socioambientais, como também, depois, em 2014, durante a disputa da
Copa do Mundo de futebol por aqui, nosso país, segundo elas, está também na rota do turismo sexual, da prostituição e do desrespeito aos direitos das mulheres.
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| As garotas usam a nudez e a sua fragilidade física como armas para protestar |
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| Algumas protestam mais vestidas mas divulgando os slogans da luta feminista |
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| Policiais precisam descobrir novas táticas de repressão aos protestos menos violentas |
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| Em processos na Justiça, líderes ucraniana do Femen defendem também a Não-Violência |
Fontes: Reuters
http://jpn.icicom.up.pt/
http://folhaverdenews.blogspot.com/
Parece contraditório fazer topless ou ficarem publicamente seminuas para protestarem contra a indústria da poluição das mulheres e a favor das causas feministas da cidadania, porém, este Grupo Femen de toda forma está conseguindo despertar a opinião pública. É válido? É moral?
ResponderExcluirNas ruas de Kiev ontem uma TV daquele país colocou um repórter a fazer estas perguntas para pessoas do povo que testemunhavam mais um protesto das garotas do Femen: grande parte das respostas colocavam que a forma de protestar delas é imoral ou amoral, mas a maioria comentava que o conteúdo das denúncias é válido ou legítimo.
ResponderExcluirNos protestos e exposições públicas do corpo que estão fazendo, nas prisões e processos que estão sofrendo, as garotas do grupo Femen oficializam o uso do topless e da semi nudez para escandalizarem e provocarem mudanças na realidade do turismo sexual, da prostituição e da exloração dos direitos das mulheres.
ResponderExcluirCom o mesmo radicalismo ou entrega à luta, mas com outra linguagem, assim como os Monges que se imolam no Tibet, as mulheres seminuas do grupo Femen citam táticas da Não-Violência para lutarem por seus ideais. Ambos podem nem conseguir mudar a realidade que denunciam mas estão mudando a forma de protestar na atualidade.
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