Hidrelétricas em afluentes do Rio Amazonas podem ter impacto ambiental e vir a ser um foco de desastres, desequilíbrios e doenças em países da macrorregião, como Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador e Peru: é a notícia da BBC, em matéria de Alejandra Martins, que a gente publica aqui no blog da ecologia e da cidadania, já às vésperas da Rio+20, como um alerta, para que este problema entre como uma prioridade na pauta do encontro mundial da ONU sobre desenvolvimento sustentável: "A pesquisa foi realizada por cientistas norteamericanos com muitas informações de gravidade e este problema precisa ser agendado tanto pelas lideranças socioambientais da Cúpula dos Povos, como ser tema da reunião de autoridades dos países que participarão agora em junho no Rio de Janeiro desta conferência mundial, que pode vir a ser uma alternativa para se evitar uma tragédia ambiental em toda a região amazônica e por extensão, no hemisfério sul do planeta", comentou o ecologista Padinha, ao editar o blog Folha Verde News hoje.
Ele se refere a um estudo realizado nos Estados Unidos sugere que um grande número de represas planejadas por governos do Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador e Peru para serem instaladas nos afluentes do rio Amazonas podem ter um gigantesco impacto ecológico em toda a macrorregião, onde o equilíbrio ambiental pode vir a ser garantido com a utilização de fontes de energias mais sustentáveis como a Eólica e a Solar, há recursos superabundantes para isso em toda Amazônia. A pesquisa foi liderada por Matt Finer, do Centro para Legislação Ambiental Internacional, sediado em Washington, e avaliou o impacto conjunto de mais de 150 represas planejadas por estes governos.
"Os resultados do estudo são muito preocupantes, devido à ligação importante entre as montanhas andinas e as planícies amazônicas", disse Finer. "Parece que não existem planos estratégicos para as consequências que podem ocorrer quando se perturba uma conexão ecológica que existe há milhões de anos", disse o pesquisador. Finer e a equipe de pesquisadores do Centro para Legislação Ambiental Internacional analisaram represas planejadas para seis grandes afluentes do Amazonas: Madeira, Caquetá, Marañon, Napo, Putumayo e Ucayali. O pesquisador disse que até agora, por enquanto, o fluxo livre nestes seis rios praticamente não foi afetado. Mas,"com a construção de duas megarrepresas no rio Madeira, que já estão quase terminadas, o número de conexões não afetadas cairá para cinco. E com a variedade de represas planejadas para pelo menos quatro afluentes, poderia sobrar apenas uma ou duas vias que fluem livremente. Quais as implicações para o futuro? Ninguém pode mensurar a dimensão da tragédia".
O pesquisador informou ainda que levou em conta no estudo todas as represas hidrelétricas planejadas com capacidade de mais de 2MW. "Contamos 151 projetos".
"Cerca de 40% já estão em uma etapa avançada de planejamento, ou seja, já existem processos contratuais. O número representa um grande aumento, já que atualmente existem 48 represas com capacidade de mais de 2MW na Amazônia andina."
"É importante destacar que 53% das represas novas seriam de 100 MW ou mais e isto é um aumento de mais de seis vezes no número de represas grandes. Atualmente, por exemplo, só existe uma grande represa de mais de 1.000 MW na Amazônia andina, mas há projetos para outras 17 megahiderlétricas", afirmou Finer, considerando toda a soma destes projetos energéticos "uma loucura irresponsável". O pesquisador também disse para dimensionar o alcance do problema que será criado, que o rio Amazonas está "intimamente ligado às montanhas dos Andes por mais de 10 milhões de anos".
| O rio Amazonas ainda nos Andes é a fonte da riqueza natural da Amazônia |
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| Prejuízo gigantesco para os peixes e toda natureza amazônica.... |
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| ...os impactos ambientais e sociais das megahidrelétricas serão uma tragédia ambiental |
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| A dimensão do problema tem um alcance amazônico e até planetário, alertam cientistas |
"Nós responderíamos aos governos que, utilizando uma análise estratégica, eles poderiam identificar melhor e priorizar as represas de impacto baixo ou médio e eliminar a necessidade de construir represas de alto impacto", acrescentou Finer. O estudo recomenda um planejamento estratégico que avalie o impacto de megahidrelétricas que geram represas em escalas espaciais maiores, por exemplo, em toda a bacia de um rio afluente do Amazonas. A pesquisa também sugere criar um plano estratégico para garantir que o livre fluxo dos rios, desde os Andes até o Amazonas, seja preservado, porque a ameaça de destruição de toda a ecologia da Amazônia é um fato que a tecnologia ambiental de hoje já pode prever. Só projetos integrados entre os vários países amazônicos e com estrutura de desenvolvimento sustentável poderão evitar a tragédia ecológica e, por outro lado, positivo, avançar a criação do futuro ali e em todo o planeta.
Fontes: BBC
http://folhaverdenews.blogspot.com/



Enquanto estamos concentrados no Brasil em debate sobre Belo Monte e as megausinas termelétricas do nordeste do país, esta entrevista na BBC dimensiona um problema ainda maior em seu alcance megambiental, causando desequilíbrios, tragédias, doenças e falta de alimentos (peixes) para a população de cinco países e povos das florestas.
ResponderExcluirUrge que a coordenação de pautas e de ações da Cúpula dos Povos, que reunirá líderes socioambientais de dezenas de países, incluam esta questão amazônica como prioridade e alertem as autoridades governamentais da Conferência da ONU no Rio de Janeiro em junhoi agora, para se evitar uma drama amazômico e planetário.
ResponderExcluirNão há na grande mídia dos países da macrorregião amazônica matérias e informações sobre este problema de proporções gigantescas para a população de toda a Amazônia, em termos de alimentos, preservação da ecologia, equilíbrio e justiça ambiental, as megahidrelátricas nos afluentes do Rio Amazonas gerarão mais doenças no povo e maires dificuldades ambientais e destruição das florestas do que energia.
ResponderExcluirUma situação limite e dramática sobre a urgência de um desenvolvimento sustentável no Brasil e em todos os países, tema central da Conferência da ONU em junho no Rio: temos que ir à luta para que este tema saia da teoria ou da retórica dos discursos para um ecoplanejamento global de toda a Amazônia e das várias regiões estratégicas para a vida na Terra, comenta o ecologista Padinha, editor do nosso blog.
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