A imolação desta vez aconteceu numa praça no centro de Lhasa e as chamas foram apagadas em cerca de dois minutos, segundo a agência oficial de notícias da China "Xinhua", os dois monge que protestavam neste ato extremo foram transferidos para o hospital mais próximo, onde um deles morreu. A "Rádio Free Asia", da Alemanha, disse que os dois realizavam um protesto contra o governo chinês em frente ao templo Jokhang, local de peregrinação dos tibetanos e segundo as testemunhas citadas pela emissora, "o fogo foi apagado em 15 minutos pelas forças de segurança que isolaram a zona".
"Os protestos de monges criam uma imagem muito violenta, mas são uma força de luta, difícil de ser entendida por nós, ocidentais, acostumados com outras formas variadas de violência no dia a dia, mas não com a imolação de corpos na rua, até budistas e religiosos orientais criticam o excesso de radicalismo de monges tibetanos que se imolam, a justiicativa deles por esta espécie de suicídio é a falta absoluta de outra forma de lutar pela independência do Tibet diante do avanco do poderio da China neste país do Himalaia, que tem uma cultura diferente da nossa, tradicional e alternativa", comenta Padinha, ao editar esta matéria aqui no blog da ecologia e da cidadania, Folha Verde News, acrescentando: "Eu pessoalmente sou um ativista da Não-Violência e também fico chocado, triste, e a pergunta principal é: será que as autoridades chinesas não se tocam? Sou solidário à luta pela liberdade do Tibet e estas imolações são polêmicas e chocam todos os que amamos a vida".
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| A 39ª imolação de monges budistas pela liberdade do Tibet |
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| Estes atos chocam a todos menos autoridades chinesas... |
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| ...monges budistas causam polêmica hoje em todo o planeta pela sua forma de luta |
A China afirma que o Tibete é há séculos parte inseparável de seu território, enquanto os tibetanos dizem que durante muito tempo foram independentes, até que as tropas comunistas ocupassem a região, em 1951.
O site Hoje Macau informa que uma monja tibetana imolou-se pelo fogo, na província de Sichuan, onde nos últimos oito meses foram registadas várias imolações, e tentativas frustradas, de monges budistas, anunciou ontem a organização Free Tibet. A monja, de 20 anos, foi a primeira mulher a imolar-se pelo fogo. A imolação ocorreu na cidade de Aba, na província de Sichuan, onde fica localizado o mosteiro de Kirti onde têm sido desencadeados vários protestos. De acordo com a organização, antes de morrer, a monja apelou ao regresso do líder espiritual dos tibetanos exilado na Índia e à liberdade religiosa.
“A recente onda de tentativas de imolação de monges provocou o espanto e a repulsa do público, fazendo com que as pessoas gradualmente percam a fé”, disse Gyalton, vice-presidente da Associação Budista Provincial de Sichuan que no entanto é acusado de "ser influenciado" pelo governo chinês: “O budismo tibetano destaca a benevolência e o cuidado, e é um sistema completo de fé e valores sublimes como resultado de sua oposição à superstição cega”, disse o monge Gyalton, destacando que "o suicídio por qualquer razão vai contra a natureza humana e é um desvio dos preceitos do Budismo". Um jovem monge budista, que estava presente ao ato de imolação numa praça no centro de Lhasa disse, porém, à Rádio Free Ásia, que esta é uma forma de luta pelos direitos do seu povo e mais ainda, de renúncia ao lado material da vida, "dentro dos ideais e dos exemplos de Buda".
Fontes: EFE
Yahoo
Agência Xinhua
Reuters
Rádio Free Asia
hojemacau.com.mo
http://folhaverdenews.blogspot.com/



Já foram 35 os monges imolados, quanto mais o serão, até que os tibetanos reconquistem a sua liberdade perante à China, que se mantém impassível diante das imolações?...
ResponderExcluirCom certeza, não apenas os ativistas da Não-Violência, nem somente os que lutam pela cidadania estarão agora em breve na Rio+20 da ONU no Brasil (em especial na Cúpula dos Povos) questionando a inação do governo chinês diante desta imolação de monges budistas pela liberdade legítima do Tibet.
ResponderExcluirEsta forma de luta religiosa, polêmica e chocante, com sacrifício de vidas humanas, como fazem as guerras, pode ser chocante e polêmica para todos nós, mas do ponto de vista político e de cidadania, isso não invalida os direitos à liberdade do Tibet nem a legitimidade da luta deste povo do Himalaia, com uma cultura diversa da nossa.
ResponderExcluirDe toda forma, a equipe do nosso blog que luta pelos ideais da Não-Violência (o uso da inteligência e não da força), mesmo chocada com estas imolações, se solidariza com os monges budistas e o povo tibetano, orando para que a China se sensibilize e tome uma atitude de grandeza, concedendo liberdade política, cultural e espiritual ao Tibet. Cremos, que esta deva ser uma luta da Rio+20 da ONU e da Cúpula dos Povos agora em junho no Rio de janeiro.
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