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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

REPRESENTANTE DO BASQUETE DE FRANCA NO ALL- STAR GAME

Anderson Varejão pode ser o primeiro atleta brasileiro de basquete no All-Star Game nos States

Apesar da longa cabeleira encaracolada e do jeitão “outsider”, que já lhe valeu o apelido de “Wild Thing”(coisa selvagem), o brasileiro Anderson Varejão faz sucesso na NBA, ele que é capixaba (nasceu no Espírito Santo) mas se formou e se revelou para o basquetebol em Franca, foi tema de matéria do jornalista esportivo Fábio Sormani, no site de noticias IG:  Anderson Varejão pode se transformar no primeiro jogador brasileiro a participar do “All-Star Game”. Alguns sites norte-americanos têm destacado isso e o técnico do Cleveland Cavaliers, seu time na NBA, tem feito campanha para que ele seja convocado, pelo menos entre os reservas.
Segundo Byron Scott, treinador de Varejão, o pivô Dwight Howard, do Orlando Magic, será selecionado pelos torcedores (eles escolhem os dois quintetos titulares). “Isso é óbvio”, disse Scott sobre a presença de D12 no quinteto titular. Mas os olhos de Scott se enchem de brilho quando ele fala de Varejão, o pivô titular de seu time. “Ele tem sido de um valor inestimável”, disse o treinador, que tem ainda mais um ano de contrato com o Cleveland. “Depois (de Howard), eu não sei quem esteja jogando melhor nesta posição”.
Varejão tem médias de 9,9 pontos e 11,0 rebotes por partida. Seu grande adversário é o franco-americano Joakim Noah. O pivô do Chicago Bulls está em segundo lugar na votação dos torcedores para ser o segundo pivô, mas apresenta jogo e números inferiores ao de Varejão: 8,3 pontos e 9,1 rebotes. Por merecimento, Varejão deve ser convocado; por lobby, talvez o escolhido seja Noah.
"O que Sormani não disse em sua matéria, que chega ao Brasil em primeira mão, é que Anderson Varejão teve toda a sua formação ligada ao basquetebol de arte de Franca, sendo um cria de Hélio Rúbens Garcia e aqui teve um grande desenvolvimento que abriu caminho para ele nos States, agora quem sabe possa acontecer um pouco o inverso, a sua evolução na NBA dê um pouco de retorno em prestígio para o basquete francano, que anda tentando resgatar seus melhores dias atualmente", comentou por sua vez o editor do nosso blog, Antônio de Pádua, o ecologista e repórter Padinha que acompanhou o “Wild Thing” desde quando garoto, nos anos 90, quando chegou com dois outros irmãos seus em Franca e de repente, agora virou esse monstro".
Bom para a imagem do basquete e de todo o esporte do Brasil (e de Franca também, ainda a capital brasileira do basquetebol).


Anderson Varejão (Wild Thing)

Nascido em Colatina (ES) se revelou em Franca e hoje é um Neymar da vida no basquete da NBA, a sua cabeleira, o seu estilo também ajudam a sua boas fama

Fontes: IG
             http://folhaverdenews.blogspot.com

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

POLÊMICA SOBRE A CARNE USADA NOS MCDONALDS

McDonald's promete mudar a receita de carne após reportagem de Jamie Oliver

Chef britânico afirmou que hambúrgueres, pelo menos das unidades americanas da rede de fast food onde foi feita a pesquisa, contêm hidróxido de amônia, substância nociva: o McDonald´s, maior cadeia de fast-food do mundo, anunciou que vai alterar a fórmula de preparo da carne utilizada para fazer hambúrguer. Segundo a matriz da empresa nos Estados Unidos, a mudança já estava em processo, mas a notícia foi divulgada esta semana depois de uma polêmica envolvendo a rede. No ano passado, o chef britânico Jamie Oliver - famoso por ser ativista de comida saudável -, fez uma reportagem para seu programa de televisão afirmando que os hambúrgueres das unidades americanas do McDonald´s contêm hidróxido de amônia, uma substância nociva à saúde e que em determinadas circusntâncias pode procovar cânceres. Segundo a reportagem, a empresa junta restos de alimentos e faz uma mistura, apelidada de "lodo rosa" por Oliver. Depois, o produto vai para a centrífuga e receberia um composto que inclui hidróxido de amônia. O McDonald´s utilizaria esse método para engordar os hambúrgueres e aumentar o volume de carne. A polêmica incomodou o McDonald´s, que agora anunciou mudanças em sua linha de produção. Em nota, a assessoria do McDonald´s no Brasil diz que os hambúrgueres daqui são preparados de maneira diferente: "Na América Latina, a Arcos Dorados, empresa que opera a marca em toda a região, informa que o aditivo em questão não é e nunca foi utilizado como ingrediente em qualquer processo da cadeia produtiva da marca. A companhia acrescenta que os hambúrgueres são preparados com 100% de carne bovina e que toda a produção é validada pelas autoridades regulatórias locais". Porém, a polêmica está agitando as rede sociais, inclusive com fotos críticas de Sally Davies, que não estão publicando porque algumas das críticas e temas ainda são controversos.

Jamie Olivier que denunciou McDonald's é muito respeitado na Europa em termos de alimentação

Dentro deste contexto de limites e erros do fast food, cresce o consumo de produtos orgânicos e naturais
 Mais informações sobre os perigos desta substância que estaria embutida nos sanduiches

Nome: HIDRÓXIDO DE AMÔNIO (NH4OH)
Código interno de identificação do produto: AQUAMÔNIA/ÁGUA AMONIACAL (NH4OH).
IDENTIFICAÇÃO DE PERIGOS
Perigos mais importantes: Nocivo quando ingerido, inalado e absorvido pela pele. Extremamente irritante
para as mucosas, vias aéreas superiores, olhos e pele.
Efeitos do produto: Irritante da pele, mucosas e trato respiratório. Efeitos adversos à saúde humana: O gás de Amônia liberado pela solução aquosa tem efeito extremamente irritante para o sistema respiratório. Sua inalação pode causar sensação de ardor no nariz e garganta, dor de cabeça, náuseas, tosse, dificuldade respiratória por espasmo brônquico, dor e opressão torácica e edema pulmonar. Dependendo do tempo de exposição e da concentração do gás inalado, podem ocorrer severos efeitos adversos e advir a morte. Exposições a altas concentrações (a partir de 2.500 ppm) por um período de 30 minutos podem ser fatais. O contato do Hidróxido de Amônio pode causar severas queimaduras nos olhos e pele em virtude do seu efeito cáustico alcalino. Efeitos adversos ao Meio Ambiente: Pode contaminar cursos d’água, tornando-os impróprios para uso em qualquer finalidade. Pode queimar as plantas por desidratação.
Perigos físicos e químicos: O Hidróxido de Amônio é um produto alcalino que libera calor quando reage com
ácido. O produto também é incompatível com Ácidos, Oxidantes fortes, Peróxidos, Cloro e Bromo.


Fontes: IG
             http://folhaverdenews.blogspot.com

HÁ MAIS REFUGIADOS AMBIENTAIS QUE REFUGIADOS DE GUERRA

Eduardo Febbro (Carta Maior) de Paris: relatório da Organização Internacional de Migrações

Recebemos do jornalista ambiental Randáu Marques o link desta notícia, o relatório foi publicado com o apoio do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e de Relações Internacionais, informando sobre este novo fenômeno que afeta todos os continentes. E apresenta um quadro de cifras significativo: em 2008, 4,6 milhões de pessoas já tinham se deslocado dentro de seus países em razão de um conflito armado enquanto outras 20 milhões tiveram que fazer o mesmo devido a uma catástrofe natural.  Os deslocamentos populacionais ligados a desastres climáticos e ambientais superaram os provocados por conflitos armados. O que parecia uma ficção reservada a filmes de grande espetáculo se tornou uma realidade durante a primeira década do século XXI.  A informação divulgada agora em Genebra pela Organização Internacional de Migrações, OIM, juntamente com o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e de Relações Internacionais, IDDRI, mostra este novo fenômeno que afeta o planeta. O relatório, State of Environmental Migration 2010, apresenta um quadro de cifras significativo. Desde 2008, as cifras não pararam de aumentar: em 2009 houve 15 milhões de refugiados “ambientais” e em 2010 a cifra subiu para 38 milhões. Hoje, o deslocamento climático ou ambiental é a primeira causa das migrações humanas. Estas cifras podem ser contrastadas com o número de refugiados políticos que existe no mundo: 16 milhões de pessoas, 12 milhões sem contar os palestinos.

Enchentes, desastres naturais e desequilíbrios climáticos e ambientais estão entre as causas
As destruições ambientais destacadas neste exaustivo trabalho não dizem respeito somente às que poderiam ser denominadas naturais e violentas, mas também os processos mais lentos, que acabam modificando a relação do ser humano com o lugar onde vive. Um exemplo de deslocamento climático involuntário é o que ocorreu no Nepal, com a desaparição dos glaciais do Himalaya. Os glaciais foram derretendo, a água transbordou os chamados rios glaciais e isso acarretou em poderosas inundações que obrigaram às populações ao deslocamento. Tsumamis, terremotos, inundações na Tailândia, China ou Filipinas, seca no Sudão, o acidente de Fukushima, tempestades na Europa, todos estes acidentes naturais violentos provocaram massivos deslocamentos. E o futuro não se anuncia melhor. O investigador do IDDRI e coordenador do relatório François Gemenne, prevê que “em 2011 as cifras sejam similares as de 2010”. A degradação paulatina do meio ambiente provocada pelo homem tem também uma influência determinante neste fluxo migratório. Um exemplo disso é o que ocorre no Brasil. O relatório da Organização Internacional de Migrações cita o exemplo do que ocorre no Norte do Brasil. No Amazonas, o desmatamento trouxe consigo a ocupação das terras, mas depois, uma vez que os solos arrasados chegaram ao limite de sua capacidade, as populações que se instalaram ali não obtém mais recursos e devem migrar. Os deslocamentos ambientais têm um caráter mais dramático que as migrações econômicas. Em primeiro lugar, em muitos casos, os países que se encontram com esses problemas não são diretamente responsáveis pelas mudanças climáticas que induzem ao deslocamento populacional. Em segundo, ao contrário do que ocorre com os migrantes econômicos que partem em busca de uma vida melhor, os já quase refugiados ambientais não entendem o que acontece com eles e esperam sempre poder regressar a suas terras, o que é praticamente impossível. Em ambos os contextos, um dos maiores desafios consiste em conseguir com que os países diretamente responsáveis pelas mudanças climáticas e, por conseguinte, da migração ambiental, alimentem um fundo para ajudar os países vítimas de variações climáticas. O dispositivo já foi evocado durante a Conferência das Nações Unidas sobre o clima, celebrada em Cancún (México), em 2010. O artigo 14-F se refere às migrações e deslocamentos conectados com as mudanças climáticas e abrange um pacote de medidas que deveriam ser financiada com um “Fundo Verde”. Entretanto, existe o artigo, mas o fundo está vazio. Os países ricos se comprometeram em contribuir com 100 bilhões de dólares por ano com tal fundo, mas só a partir de 2020. A um ritmo de quase 40 milhões de migrantes ambientais por ano, dentro de oito anos haverá 320 milhões de refugiados sem assistência internacional alguma. A arquitetura jurídica internacional existente não ampara esses refugiados. A convenção de Genebra sobre os refugiados, adotada em 1952, não contempla o esquema da migração ambiental, em especial porque esses refugiados se movem quase exclusivamente dentro das fronteiras de seus países. Em junho de 2011, o Alto Comissário das Nações Unidas para os refugiados Antonio Guterres, havia interferido a fim de que se adotassem “novas medidas para enfrentar os deslocamentos de populações gerados por mudanças climáticas e catástrofes naturais”. Todos os especialistas se preparam para um futuro climático acidentado. François Gemenne adianta que “é preciso refletir agora sobre um contexto de forte aquecimento, o que vai implicar em uma nova distribuição das populações na superfície do globo. Existem zonas que deixarão de ser habitáveis e seus habitantes deverão migrar”. Dois relatórios simultâneos sustentam a tese de que o amanhã será pior. Um, se trata de um estudo estatístico elaborado pelo Centro de Investigações de Epidemiologia do Desastre (CRED) da Universidade católica de Louvain (Bélgica) e que mostra como, desde 1970, os desastres vêm em constante aumento. O segundo trabalho é o relatório especial publicado em novembro passado pelo GIEC, o Grupo de Especialistas Intergovernamental sobre a Evolução do Clima. O GIEC prevê que os acidentes meteorológicos extremos aumentarão constantemente nos próximos anos. O relatório State of Environmental Migration analisou situações climáticas extremas, inclusive nos países ricos, neste caso a França. O trabalho se concentrou muito especialmente nas crises climáticas que estouraram em 2010 no Paquistão (Inundações), na Rússia (incêndios florestais), no Haiti e no Chile (terremotos) e na França (tempestades). O caso francês ilustra que nem sequer os países ricos estão ao resguardo dos deslocamentos de populações obrigados pelo clima. A tempestade Xinthia assolou a costa atlântica francesa entre 26 de fevereiro e primeiro de março de 2010. Seu passo deixou um saldo de 59 mortos e milhares de refugiados permanentes. Dada a exposição de várias zonas a possíveis tempestades futuras, o governo francês as decretou inabitáveis. Com isso, milhares de pessoas que viviam nestas zonas se viram obrigadas a deixar suas casas e suas terras para sempre. Neste contexto preciso e após analisar os erros cometidos pelos poderes públicos franceses na gestão desta crise, a OIM destaca a importância da preparação das políticas públicas para administrar as catástrofes climáticas maiores. É lícito citar o desastre, ao mesmo tempo climático e político, que provocou o Furacão Katrina, que golpeou Nova Orleans em 2005. 1.200.000 pessoas foram deslocadas e um terço dos habitantes nunca regressou a seus lares. (Tradução: Libório Junior)

Fontes:
www.outroladodanoticia.com.br
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domingo, 29 de janeiro de 2012

FRANCANA EMPATA COM JUVENTUS MAS MOSTRA BOLA NO 2º TEMPO


Abrindo a A3 do ano do Centenário a Nova Veterana mostra potencial para a temporada

A Francana empatou com o Juventus de São Paulo, sábado à noite, no Lanchão, na sua estréia no Campeonato Paulista da Série A-3, mostrando no segundo tempo potencial para melhorar sua performance ao longo da temporada: Jordan o goleirão, os dois zagueiros, Geovane Lage, Elivelton, Bruno, Jhuan e Rangel foram os destaques deste 1 a 1. Maurício, no primeiro tempo e o centroavantão da Francana Peter, no segundo, fizeram os gols. O próximo jogo do clube que faz 100 em 2012 e é uma das paixões da cidade e da região (nordeste paulista e sudoeste mineiro) será quarta-feira, fora de casa, contra a Inter de Limeira.  Há negociações para um patrocinador da equipe que neste Campeonato Paulista jogará em algumas das principais cidades do interior de SP, sendo portanto esta visibilidade um fator de marketing. O presidente Fahim Youssef espera aumentar a comercialização do Sócio Torcedor, ajudando o trabalho de manutenção da estrutura. Com alguns atletas do América de Minas, esta base e mais dois ou três jogadores que ainda vão entrar, o time poderá crescer na competição, esta é a expectativa também do técnico Wantuil Rodrigues: "Vamos agora em seguida jogar em Limeira e em Bebedouro, se a gente conseguir dois bons resultados poderemos embalar e motivar um possível patrocinador, o que ajudará muito o clube buscar alegria para Franca e região". Deus o ouça, a alegria no futebol ajuda até a qualidade de vida. (Padinha)

Outros resultados da abertura da 1ª rodada
Capivariano 3 x 2 Grêmio Osasco
Batatais 1 x 0 Taubaté
Itapirense 1 x 2 Flamengo

O técnico Wantuil Rodrigues com alguns dos atletas da Nova Veterana antes do jogo

Uma das melhores formações da história do clube quando subiu para a Primeira Divisão da FPF
Fontes: www.gazetaesportiva.net
             http://folhaverdenews.blogspot.com

sábado, 28 de janeiro de 2012

UM ACONTECIMENTO DA NATUREZA NO MEIO DA CIDADE

Nascem filhotes de Rolinha em vasos numa sacada de prédio em condomínio de Franca

Élide do Couto Rosa Rodrigues Silva, seus familiares e vizinhos todos estão encantados com um ninho de Rolinhas que se desenvolveu naturalmente na sacada do apartamento desta ex-professora de Geografia e ex-diretora de escola estadual no Estreito, na divisa entre Minas e São Paulo. Ela mora com o filho mais novo e duas netas neste apartamento no 1º andar no condomínio Ecoville, em Franca (SP). O condomínio fica ao lado de uma pequena mata nativa da AABB, felizmente tombada e livre de destruição (por enquanto) às margens do córrego Espraiado relativamente limpo nesta região quase fronteiriça da cidade, ali, o pequeno pomar é frequentado diariamente também por Bentivis, Sabiás, Pica-Paus, Rolinhas, Pombas do Bando, Maritacas e outras espécies de passarinhos, na matinha nativa há Tucanos, Micos, Mutuns e recentemente têm sido ouvidas e vistas Saracuras. Moradores e funcionários do condomínio tentam ajudar na preservação dos pássaros. Mas agora o que aconteceu é o melhor sinal da convivência entre natureza e ser humano, bem ali na divisa entre espaço urbano e rural, um ninho de Rolinhas em plantas na sacada de um apartamento. A professora Élide inicialmente pensou que se tratassem de Codornas, mas agora ela está quase convencida totalmente que se trata de uma família de Rolinhas, pelas características visuais da mãe e dos filhotes: "É algo que dá muita alegria prá gente, todos enfrentamos problemas na vida, a natureza, esses passarinhos são um bom sinal".
Aparentemente, o ninho destes passarinhos pode estar classificado como sendo de Columbina cyanopis / Rolinha-do-planalto; Pombinha-olho-azul; Rolinha-brasileira, Rolinha do Brasil Central, principalmente, desta última espécie (Rolinha brasileira, com ocorrência desde o Brasil Central) e conforme reportagem de Angela Joenck no site Terra, estes passarinhos estão na lista dos ameaçados de extinção no país da natureza, cada vez mais desequilibrado em seu meio ambiente natural.
O Brasil possui atualmente 627 espécies ameaçadas de extinção, de acordo com pesquisa do Ministério do Meio Ambiente realizada ainda em 2008. O levantamento anterior, feito em 1989, mostrava uma lista de 218 animais, mas não incluía peixes e outras espécies aquáticas. Todas estão descritas no Livro Vermelho, publicado pelo Ministério. Mesmo se separarmos as espécies na pior categoria - "criticamente ameaçadas" -, a quantidade ainda é enorme, compreendendo mamíferos, répteis, anfíbios, aves, peixes e invertebrados. O processo de extinção está relacionado ao desaparecimento de espécies ou grupos de espécies em um determinado ambiente ou ecossistema. Semelhante ao surgimento de novas espécies, a extinção é um evento previsível, espécies surgem por meio de especiação (longo isolamento geográfico, seguido de diferenciação genética) e desaparecem devido a eventos de extinção (catástrofes naturais, competidores mais eficientes). Mas o surgimento e a extinção de espécies são eventos extremamente lentos, e que levam milhares ou até mesmo milhões de anos para ocorrer, a exemplo do que aconteceu com os Dinossauros. Porém, o homem e a atual forma de vida vem acelerando muito a taxa de extinção de espécies, a ponto de ter se tornado o principal agente deste processo. "Os animais em risco estão muitas vezes sufocados pelo desmatamento provocado pela pecuária, pela abertura de terras, pela poluição e a expansão urbana", diz a bióloga Ellen Augusta de Freitas. Uma em cada 11 espécies de mamíferos existentes no mundo é encontrada no Brasil (522 espécies), juntamente com uma em cada seis espécies de aves (1.622), uma em cada quinze espécies de répteis (468), e uma em cada oito espécies de anfíbios (516). Muitas dessas são exclusivas para o Brasil, com 68 espécies endêmicas de mamíferos, 191 espécies endêmicas de aves, 172 espécies endêmicas de répteis e 294 espécies endêmicas de anfíbios.Para Ellen, a extinção de pequenos animais que normalmente são esquecidos, como rãs e sapos, afeta de forma drástica a vida de todos. "Eles são de imensa importância para todo o ecossistema, mas geralmente a população associa animais em extinção com espécies emblemáticas, como a onça e a baleia. Mas estes animais estão em risco devido a poluição e extinção de muitos banhados. O fim de áreas úmidas traz prejuízo ao clima, à qualidade da água e a toda uma gama de  espécies"...

Os filhotes de Rolinha estão num ninho em vaso de planta típica de regiões úmidas

Um acontecimento feliz para a Professora Élide, seus familiares e vizinhos, para a natureza da cidade

Um sinal de vida em meio a uma crescente no desequilíbrio do meio ambientente natural em todo o país
"Ainda bem que no limite da região urbana de Franca, resistem o brejo do Espraiado, a pequena mata nativa da AABB e estes pássaros todos, como agora é o caso deste ninho junto à janela da professora Élide, uma pessoa com consciência ecológica, premiada com este acontecimento de muita beleza", comentou  por sua vez o ecologista Padinha, editor deste blog Folha Verde News.
A lista completa de animais em extinção divulgada pelo Ministério do Meio ambiente pode ser acessada no link:

http://www.mma.gov.br/sitio/index.php?ido=conteudo.monta&idEstrutura=179&idConteudo
=8122&idMenu=8631.


Fontes: http://folhaverdenews.blogspot.com
             www.terra.com.br

TAMBÉM POR CAUSA DE BELO MONTE VALE É A PIOR EMPRESA DO MUNDO

A pior empresa do mundo em votação popular

Após 21 dias de acirrada disputa, a mineradora brasileira Vale (que participa do consórcio de Belo Monte também) foi ontem escolhida como a pior corporação do mundo no Public Eye Awards, conhecido como o “Nobel” da vergonha corporativa mundial. Criado em 2000, o Public Eye é concedido anualmente à empresa escolhida por voto popular em função de problemas ambientais, sociais e trabalhistas, durante o Fórum Econômico Mundial, na cidade suíça de Davos.

Camponeses interditaram ampliação dos trilhos, cientistas, ecologistas, indígenas, religiosos, MP criticam a megausina no Xingu com todas as suas sequeleas ambientais e sociais, enfim, neste ano, em grande parte de suas ações no Brasil a Vale teve uma péssima performance socioambiental (também do ponto de vista humanitário) e devido a isso concorreu com as empresas Barclays, Freeport, Samsung, Syngenta e Tepco como as piores em todo o planeta. Nos últimos dias da votação, a Vale e a japonesa Tepco, responsável pelo desastre nuclear de Fukushima, se revesaram no primeiro lugar da disputa, "vencida" com 25.041 votos pela mineradora brasileira. De acordo com as entidades de cidadania que indicaram a Vale para o Public Eye Award 2012 — a Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale (International Network of People Affected by Vale), representada pela organização brasileira Rede Justiça nos Trilhos, e as ONGs Amazon Watch e International Rivers, parceiras do Movimento Xingu Vivo para Sempre, que luta contra a usina de Belo Monte —, o fato de a Vale ser uma multinacional presente em 38 países e com impactos espalhados pelo mundo, ampliou o número de votantes. Já para os organizadores do prêmio, Greenpeace Suíça e Declaração de Berna, a entrada da empresa, em meados de 2010, no Consórcio Norte Energia SA, empreendimento responsável pela construção de Belo Monte, foi um fator determinante para a sua inclusão na lista das seis finalistas do Public Eye deste ano.
A "vitória" da Vale foi comemorada no Brasil por dezenas de organizações que atuam em regiões afetadas pelos negócios desta megaempresa.  “Para as milhares de pessoas, no Brasil e no mundo, que sofrem com os desmandos desta multinacional, que foram desalojadas, perderam casas e terras, que tiveram amigos e parentes mortos nos trilhos da ferrovia Carajás, que sofreram perseguição política, que foram ameaçadas por capangas e pistoleiros, que ficaram doentes, tiveram filhos e filhas exploradas, foram demitidas, sofrem com péssimas condições de trabalho e remuneração, e tantos outros impactos, como os que começam a acontecer também na Amazônia, por causa da hidrelétrica de Belo Monte, conceder à Vale o titulo de pior corporação do mundo é muito mais que vencer um prêmio. É a chance de expor aos olhos do planeta seus sofrimentos, e trazer centenas de novos agentes e forças para a luta pelos seus direitos e contra os desmandos cometidos pela empresa”, afirmou a nota oficial das entidades que encabeçaram a campanha contra a mineradora. Em um hotsite (http://xinguvivo.org.br/votevale/) criado para divulgar a candidatura da Vale, forma listados os principais problemas de empreendimentos da empresa no Brasil e no exterior. "Esta votação nacional e internacional poderá fazer com que se mudem projetos errôneos, como das megausinas hidrelétricas no Xingu e outras loucuras, para que o Brasil retorne ao bom senso e assuma uma gestão de desenvolvimento sustentável para avançar a sua realidade energética, econômica, ambiental, social, a bem de uma melhor qualidade de vida da maioria da população, que tem sido prejudicada a favor apenas de alguns interesses e negócios que não são os da Nação", comentou por sua vez o editor Padinha, aqui do blog Folha Verde News ao receber e postar esta informação aqui no blog da ecologia.





Visão crítica de ecologistas pede que Brasil invista em energias limpas como a Eólica e a Solar

Não são apenas cientistas, ecologista e líderes de cidadania, a população já rejeita megausinas

Fontes: Brasil de Fato

             www.greenpeace.org
             www.vermelho.com.br
             http://folhaverdenews.blogspot.com

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

ACTA É O NOVO ATAQUE DA CENSURA À LIBERDADE NA INTERNET

Avaaz faz novo movimento por 500 mil assinaturas em defesa da livre expressão na web


Você pode ter todas as informações e também assinar a petição, acessando o site avaaz.org (the world in action) e assim, ajudar ao movimento internacional de cidadania que está indo à luta, mais uma vez, pela liberdade de informação na Internet.Nós do blog da ecologia Folha Verde News estamos apoiando a iniciativa de grande valor para todos os internautas, os que trabalham e todos que usam as webferramentas.

405,904405,904 assinaram a petição. Ajude-nos a chegar a 500,000, faltam poucas assinaturas, faça você a diferença. Na semana passada, 3 milhões de nós contra-atacaram a investida dos Estados Unidos sobre nossa Internet. Mas há uma ameaça ainda maior do que a legislação Sopa, que juntos derrotamos, por enquanto. E o movimento global pela liberdade online está completamente decidido a acabar com essa ameaça de uma vez por todas. Participe e divulge em sua rede social.
ACTA - um acordo global - pode permitir que as corporações censurem a Internet. Negociado secretamente por um pequeno número de países ricos e por poderes corporativos, esse acordo configuraria um novo órgão sombrio para a regulamentação comercial internacional que daria poder para interesses privados policiarem tudo que fazemos online e iria impor enormes penalidades - inclusive sentença à prisão - a pessoas que eles julgarem estar afetando seus negócios. Nesse exato momento, a Europa está decidindo se ratificará ou não o ACTA (sem este acordo global,  a censura oficializada à liberdade na Internet vai desmoronar. Nós sabemos que a Europa se opôs ao ACTA anteriormente, mas alguns membros do Parlamento Europeu estão hesitando - vamos dar o empurrão que eles precisam para rejeitar o tratado. Assine a petição à direita - será realizada uma entrega espetacular em Bruxelas assim que alcançarmos 500.000 assinaturas, mobilizando a mídia e as consciências para que possamos garantir a liberdade de expressão, na web, no dia a dia de nossa vida.

...No Brasil na época da Ditadura (1964 a 1986) a Nação sofreu com os limites da livre expressão, muitos sabem o que é


A Unesco faz constantes levantamentos como este sobre a livre expressão na Internet


Fontes: www.avaaz.org
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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

HOJE EM SUA CIDADE O INTERNACIONAL DIEGO FIGUEIREDO

Com uma agenda intensa de shows no exterior Diego Figueiredo se apresenta hoje em Franca

Apesar de palmeirense, no dia a dia o músido Diego Figueiredo vive a canção corinthiana "Não para, não para, não para"...: chegando ontem dos Estados Unidos, apresenta-se hoje em sua cidade natal (às 20h na Concha Acústica), depois vai para o Rio de Janeiro (Ilha de Caras em Angra dos Reis), em seguida para a Alemanha (Reichenberg, Guitar Masters), ainda talvez antes em São Paulo num compromisso em TV, enfim, realmente ele não para e sempre está mostrando a sua criatividade como instrumentista (violão, guitarra), também como compositor e cantor. Além de duas premiaçãoes no supervalorizado Festival de Montreux na Suiça, recentemente no Brasil, em Canela no Rio Grande do Sul, foi homenageado na Festa Nacional da Música, por suas performances musicais e também por sua luta pela categoria, pelos direitos autorais, tendo conseguido um avanço neste sentido junto ao presidente da Câmara Federal em Brasília, Marco Maia. Juntamente com Cirylle Aymée, com quem lançou o CD Smile, fez vários shows em vários países, como Itália e Portugal, Estados Unidos, recentemente se apresentou com Fafá de Belém no Pará, também neste ano, em Salvador na Bahia, onde mostrou também algumas músicas de outro CD seu, Vale dos Lobos, lançado no La Paz Festijazz na Bolívia. Logo que chegou dos States, falou com o editor do blog Folha Verde News, feliz com a premiação de Carlinhos Brown que, juntamente com Sérgio Mendes e outros brasileiros, teve música indicada como Melhor Canção para o Oscar de 2012: "Um avanço para a MPB, para a cultura toda do Brasil", disse. Já em Franca, hoje está ensaiando com os músicos, passando o som e estará no começo da noite se apresentando gratuitamente na praça central da cidade (Concha Acústica), evento que tem um patrocínio especial, para assim fazer um contato direto e ao vivo com seus conterrâneos, Diego Figueiredo que é mais conhecido fora do que aqui dentro do Brasil. Mas faz parte da sua trajetória de avanço, que não para, continua, junto com avançando o som instrumental, a MPB e outros momentos de beleza da música, que são a sua luta e a sua alegria de viver. (Padinha)
Aqui em arte tipo caricatura do seu conterrâneo Aguinaldo Lazarini

Uma maratona de shows por variados lugares do país e do exterior

Diego elogia Carlinhos Brow (canção do Oscar)

E aqui no ambiente abaixo de zero nos States onde levou o calor da música brasileira
Fontes: www.terra.com.br
             http://folhaverdenews.blogspot.com
















17/03/12   Alemanha   Reichenberg   Guitar Masters

  28/01/12   Brasil         Angra dos Reis, RJ        Ilha de Caras

  26/01/12   Brasil         Franca, SP          Concha Acústica

  19/01/12   EUA        Portland, OR            Jazz Festival

  17/01/12   EUA        San Francisco, CA            Mill Valey

  16/01/12   EUA        San Francisco, CA            Mill Valey

  15/01/12   EUA         San Francisco, CA          Chamber Series

  14/01/12   EUA         Aspen, CO             Jazz Festival

  13/01/12   EUA         Aspen, CO              Jazz Festival

  11/01/12   EUA         Cleveland, OH        Nigthtown

  10/01/12   EUA         New York , NY      Rockwood Music Hall

  09/01/12   EUA         New York, NY        Birdland

  08/01/12   EUA         New York, NY        APAP

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

APENAS DE 10% DOS RECURSOS DO FUNDO AMAZÔNIA SÃO USADOS

Um grande projeto Fundo Amazônia na prática frustra  a expectativa de doadores e da Nação

Em seu site nacional o Greenpeace denuncia o problema e fala em burocracia, Jeferson Ribeiro, da agência Reuters, relata que um dos principais protagonistas no debate global na área ambiental, o Brasil tem frustrado a expectativa dos doadores do Fundo Amazônia, criado há mais de 3 anos para financiar iniciativas de proteção florestal no país com recursos provenientes de países mais desenvolvidos. O Fundo Amazônia, gerido pelo Banco do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), já recebeu cerca de 830 milhões de reais em doações, mas desembolsou apenas cerca de 70 milhões até agora para financiar 23 projetos aprovados e contratados. Foram contratados, nesse mesmo período, 260 milhões de reais. Menos de 10% dos recursos foram utilizados e " isso não significa que os problemas da Amazônia diminuiram ou foram solucionados", como comenta o editor do blog de ecologia Folha Verde News, Padinha: "Está havendo mesmo má gestão, a criação do futuro ali está indo a passos de tartaruga e a destruição voando a jato".
Esse desempenho fraco tem como consequência direta o enfraquecimento do discurso brasileiro nos fóruns multilaterais, já que o Brasil sempre defendeu que a preservação das riquezas naturais nos países em desenvolvimento deve ser financiada pelas nações ricas. Além disso, o principal doador do Fundo, a Noruega, já se sente desconfortável com a situação. Uma fonte do governo norueguês disse à Reuters que já há questionamentos na imprensa daquele país e na sociedade sobre a aplicabilidade dos recursos doados ao Brasil. A Noruega se comprometeu a doar 1 bilhão de dólares para o Fundo Amazônia e até agora já assinou contratos com o BNDES no valor de 418 milhões de dólares. Esses recursos estão disponíveis para o Fundo Amazônia e ficam depositados no Banco Central da Noruega. O BNDES apenas disse, por meio da assessoria, que desconhece essa avaliação negativa...Qualquer projeto com foco na preservação ambiental pode captar junto ao BNDES, mas a burocracia imposta pelo banco nos últimos três anos tem tornado a aplicação desse dinheiro uma "epopéia", como descreveu o diretor do Museu da Amazônia, Ênio Candotti, dando razão aos argumentos dos ecologistas do Greenpeace.
Para exemplificar a situação, o projeto de implantação do Museu da Amazônia foi aprovado pelo BNDES e já recebeu 2,4 milhões do Fundo depois de uma longa espera que durou um ano e meio aproximadamente. O problema na legalização da área que é usada para concretizar o projeto, importante para educação ambiental, atrasou ainda mais o acesso aos recursos. Realidade bem Brasil  na Amazônia também comentam alguns jornais noruegueses...


O Fundo Amazônia tem recursos para ajudar um desenvolvimento sustentável na região

Mas má gestão e burocracia não alcançam o rítmo da destruição da ecologia amazônica

Ecologistas do Brasil e do exterior, agora da Noruega, alertam sobre a contradição e o problema

Fontes: http://br.reuters.com
             www.greenpeace.org.br
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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

MÚSICO BRASILEIRO PODE GANHAR OSCAR DE MELHOR CANÇÃO

Carlinhos Brown comemora indicação ao Oscar de Melhor Canção: "Bom para nosso país"

A agência de notícias EFE acaba de anunciar que o cantor Carlinhos Brown não escondeu seu orgulho da música brasileira ao saber hoje há pouco de sua indicação ao Oscar pela canção "Real in Rio", do filme de animação "Rio": "Meu viva vai para a Música Popular Brasileira e sua força arrebatadora!", escreveu o cantor no Twitter após saber da indicação da música que compôs em colaboração com Sergio Mendes e Siedah Garrett. "Real in Rio" compete na categoria Melhor Canção com "Man or Muppet", de Bret McKenzie, do filme "Os Muppets". A Academia de Hollywood entregará os prêmios da 84ª edição dos prêmios Oscar no próximo dia 26 de fevereiro em Los Angeles.
Carlinhos Brown recebera em 2005 um prêmio Goya, concedido pela Academia de Cinema da Espanha.
Antônio Carlos Santos Freitas, baiano que chega em 2012 aos 50 anos, é casado com Helena Buarque, a filha de Chico Buraque e já tem três filhos. Ele começou no camdonblé de Salvador na Bahia, onde hoje mantém um trabalho social de formação de novos percussionistas na região pobre da cidade onde nasceu.  Seu apelido foi em homenagem a James Brown (música negra dos anos 70), Carlinhos começou a se destacar mais na década de 90 com o trabalho Timbaladas. Em 2002, outro grande momento, Tribalistas, com Marisa Monte e Arnaldo Antunes. Agora, o terceiro degrau para uma consagração nacional e internacional definitiva poderá ser este possível prêmio de Melhor Canção para o cinema, o Oscar poderá mais uma vez divulgar e fortalecer a MPB com toda a sua variedade de rítmos em todo o planeta. (Padinha)




Muitos que o vaiaram e até o apredejaram numa das edições do Rock In Rio terão que reconhecer seu talento

Fontes: EFE
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FALTA DE LIBERDADE NO ESPORTE DO BRASIL VIRA POLÊMICA

Só Bruninho do Cimed deu apoio a William Arjona: no vôlei, no futebol vigora a lei do silêncio

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, a advertência recebida pelo Sada/Cruzeiro por parte da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) - que aconteceu após o levantador William Arjona ter feito críticas à arbitragem da Superliga pelo Twitter - causou polêmica no mundo do vôlei num primeiro instante e depois em nos bastidores de todos os esportes. Após reclamar dos juízes por causa da derrota para o Vivo/Minas por 3 sets a 2, no dia 14 de janeiro, William foi orientado por seu clube a não se pronunciar mais sobre o assunto, e disse que vai "se calar" para não prejudicar o time. Na rede social, o jogador recebeu forte apoio de internautas, que reclamaram de restrição à liberdade de expressão. O levantador Bruninho, do Cimed, escreveu que a Confederação deveria ouvir o que os atletas têm a dizer. Já o superintendente da CBV, Renato D'Ávila, declarou que simplesmente cumpre o que está no regulamento da Superliga - onde consta que é proibido fazer declarações públicas que possam denigrir árbitros, o torneio ou a entidade. Em caso de reincidência, a punição é multa de R$ 1 mil.

Sócrates foi um dos poucos atletas que lutaram pela liberdade dentro e fora do esporte
Este tipo de situação tem também, implícita e veladamente, aontecido em várias modalidades esportivas brasileiras, em especial no futebol, onde também as arbitragens são sempre muito criticadas por torcedores, às vezes pela mídia, apenas em off por atletas, técnicos e diretores de clube, parecendo estar se consolidando uma espécie de lei do silêncio. O ex-jogador Sócrates Brasileiro Vieira de Sousa, recentemente falecido, sempre lutou pela liberdade dos jogadores opinarem e também participarem da gestão dos clubes, iosso fazia parte da histórica Democracia Corinthiana, que implantou nos anos 80, junto com Casagrande, Vladimir, Zenon, Biro Biro, Juninho e outros companheiros, mais tarde após a posentadoria, o Doutor chegou a lançar uma anticandidatura à presidência da CBF.  Ele acreditava que somente os próprios jogadores, com o fortalecimento do Sindicato dos Atletas também, e participando da gestão dos clubes e federações, poderiam mudar esta realidade. Nos anos 60, época de Pelé e Garrincha, houve um outro craque e também médico por sinal, Afonsinho, do Botafogo do Rio, que pregava a mesma postura e tanto que foi alijado da Seleção Brasileira, apesar de todo o talento para jogar bola. Agora, com este incidente, este assunto volta à baila e é muito comentado nos bastidores dos clubes, também pelos twitteiros, no Facebook, muito mais ainda na chamada "boca pequena" ou em off, ninguém quer se tornar vítima de perseguição dos árbitros e das autoridades esportivas do Brasil ou se prejudicar profissionalemente: "Todos sabem que realmente precisa acabar a lei do silêncio, vigorar a liberdade e a cidadani também no esporte", comentou por sua vez o editor do blog Folha Verde News, brincando com o jargão criado pelo treinador de futebol Tite, Adenor Leonardo Bacci ("Fala muito!", referindo-se à Felipão, o também técnico Luís Felipe Scolari): "Os árbitros erram muito e os atletas falam muito pouco"...


Fontes: www.terra.com.br
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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

VIOLÊNCIA NO BAIRRO DE PINHEIRINHO EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

Fim do massacre do Pinheirinho é uma questão urgente de justiça e de cidadania

Daniella Cambaúva e Murilo Machado fizeram para o site judicial Última Instância uma reportagem sobre a  operação da polícia no bairro do Pinheirinho, em São José dos Campos, que teve início às 6h do domingo  sem qualquer aviso ou notificação. Logo após a chegada duma tropa de cerca de 2 mil homens da Polícia Militar, manifestantes tentaram erguer barricadas e proteger o local, sem sucesso. Com a escalada da violência, os moradores agora pedem o fim do “Massacre de Pinheirinho”, um bairro popular que estava começando a ganhar vida destruido para defender a massa falida da empresa Selecta, do empresário Naji Nahas, este sim, um caso de polícia...Sete pessoas morreram na operação.

A operação policial não respeitou ordem judicial e usou de violência

Crianças, mulheres e moradores do Pinheirinho desrespeitados no direito de cidadania

OAB condena ação policial no Pinheirinho: "Foi desobediência à ordem judicial"

De acordo com a reportagem do Última Instância, os acessos estavam bloqueados para os carros e a entrada na ocupação era permitida apenas para policiais. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e região, sete pessoas morreram – seis civis e um policial militar – e um policial estaria internado em estado grave, mas esse número não foi confirmado oficialmente. A Polícia Militar informou apenas que um jovem foi gravemente ferido com um tiro e levado ao Hospital Municipal de São José dos Campos, onde foi operado. Em entrevista coletiva, o capitão Antero negou que o disparo tenha partido de policiais militares. Segundo ele, a PM está usando apenas gás lacrimogêneo e bala de borracha na operação, mas há controvérsias. De acordo com informações divulgadas pela polícia, 30% do local já foi desocupado.
Segurando bandeiras, panfletos e cartazes, cerca de 35 pessoas bloquearam a pista da Rodovia Dutra sentido Rio de Janeiro na altura do quilômetro 146, em São José dos Campos (97 quilômetros de São Paulo), por volta das 13h de domingo. Com gritos de “São José dos Campos virou Eldorado de Carajás”, os manifestantes pediam o fim “imediato” da intervenção da Polícia Militar na Ocupação do Pinheirinho. Participaram do protesto membros do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e região, da central sindical Conlutas (Coordenação Nacional de Lutas), do PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado) e do PSOL (Partido Socialismo e Liberdade). A manifestação terminou às 15h de otem mas ainda hoje houve novos desocupamentos e novas ocorrências. Um dos diretores do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e região José Carlos de Lima que estava liderando o protesto na via Dutra disse em entrevista ao Última Instância que a operação da Polícia Militar no Pinheirinho é um episódio de extrema violência que já era esperado, e que ao longo da semana o sindicato entregou panfletos contra a desocupação do local. “Só solidariedade com os moradores, não basta. É preciso que os políticos que têm caneta façam alguma coisa. A política está entrando nas casas e atirando em quem não quer sair de casa”, afirmou Lima.
Os manifestantes hoje pediam uma buzinada para apoiar o “fim do massacre no Pinheirinho” e tentavam entregar panfletos para os carros e caminhões que passavam. Alguns motoristas buzinaram em retorno e aceitavam o papel. Outros xingavam. Depois de dez minutos do início da manifestação, a Polícia Rodoviária Federal chegou ao local e negociou pacificamente a abertura de uma das três faixas. Vinte minutos mais tarde, um helicóptero da Polícia Militar sobrevoou o local, mas foi embora após observar o protesto por poucos minutos. Na comunidade vivem 1.600 famílias, seis mil pessoas, desde 2004. O terreno em disputa possui mais de um milhão de metros quadrados pertence à massa falida da empresa Selecta, do empresário oo especulador Naji Nahas. 


Fontes: http://ultimainstancia.vol.com.br
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domingo, 22 de janeiro de 2012

FRANCANA PERDE JOGO-TREINO MAS ENTRA MAIS FORTE EM 2012

A Nova Veterana fazendo 100 anos entra no Campeonato Paulista da Série A-3 reforçada


Ontem a Francana fez replay de amistoso contra o Araxá e Geovane Lage de novo se destacou
Na pré-temporada, foram 2 vitórias, 2 derrotas e 2 empates, o Araxá bateu a Francana no sábado no estádio municipal José Lancha Filho (Lanchao) por 2 X 1 no último jogo-treino antes da estréia na Série A-3 desta temporada mas a derrota foi considerada até positiva pelo presidente do clube, Fahim Issa Youssef: "Jogo é jogo, treino é treino, sábado que vem, valendo pelo Campeonato Paulista, aí sim vai rolar de verdade, a derrota em jogo-treino serve prá deixar o grupo mais atento". Fahim que lançou nestes dias a campanha do Sócio-Torcedor (cada cota de 250 reais vale 18 ingressos para os jogos oficiais além de camisa comemorativa dos 100 Anos) e está tentando fechar patrocinador, bem como co-patrocínios e apoios, para manter a equipe e conseguir boa performance agora em 2012, quando a Francana celebra seu Centenário: "Ainda sem fechar com nenhuma empresa, tivemos que aumentar o preço dos ingressos, mas se Deus quiser conseguiremos patrocinador em breve". Ele não quís revelar os nomes das eventuais empresas patrocinadoras e talvez, sábado que vem, dia 28 às 19h no Lanchão a Nova Veterana estréie na A-3 ainda sem nenhuma logomarca comercial na camisa mas a equipe (que representa um marketing muito popular e relativamente econômico) a equipe de toda forma está bastante reforçada, sairam Patrick e Rafael Estevan (de volta ao América Mineiro) mas vieram quatro outros jovens atletas do clube parceiro de BH, inclusive Jailson e Hindian, que foram campeões brasileiros Sub20, recentemente no sul do país. No amistoso do sábado, o técnico Wantuil Rodrigues, que agora tem mais opções para escalar a equipe, também com a volta de Felipe Diniz (que não acertou com o Inter de Porto Alegre) usou os seguintes jogadores: Jordan (depois, Anderson); Jaílson (Fernando Moreira), Wanderson, Gregory e Max Miller (Elivélton),Geovane Lage (Washington), Bruno Amaral, Rangel (Diego Bife),  Juan, Carlos Júnior Faísca (Victor Mendoza) e Peter (Pavão). Alguns dos destaques diante do Araxá foram Geovane Lage, Juan, Rangel e Carlos Jr., mas a definição dos titulares para a temporada da Nova Veterana  - que tem uma história centenária no interior do país do futebol - ainda serão escolhidos por Wantuil Rodrigues nos últimos trenamentos nesta semana. Com 100 anos de luta de conquistas e lutas, a Francana entra em 2012 em busca de criar o seu futuro. (Padinha)

Fontes: www.futebolinterior.com.br
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ORGÂNICOS, ECOLOGISTAS E MÉDICOS ALERTAM SOBRE AGROTÓXICOS

Revista nacional planta defesa dos agrotóxicos que ciência vê como veneno nos alimentos

Entre as matérias mais polêmicas da semana está o post a seguir, que nos foi encaminhado por e-mail pelo jornalista ambiental de São Paulo, Randáu Marques, postagem que desde sexta-feira vem também sendo discutida nas redes sociais, médicos, nutricionistas, bromatologistas, ecologistas e agricultores que produzem alimentos orgânicos vêm alertando constantamente sobre os riscos destes venenos contaminarem os lencóis freáticos, o meio ambiente, e se transmitirem aos consumidores na hora de comer, eles estão propondo alimentos cada vez mais naturais e limpos, além de uma agricultura orgânica, ecológica, resolvendo o problema na raiz. Porém, para a surpresa de muitos, uma revista da grande mídia nacional abriu espaço para uma defesa meio que absurda ou sem fundamento científico dos agrotóxicos na agricultura, gerando suspeita de manipulação de informações ou da submissão deste veículo de comunicação a interesses do setor. Este é o tom do artigo da engenheira especializada Flávia Londres que reproduzimos a seguir para sua informação e para alimentar este debate saúdável. (Padinha)

A contaminação do meio ambiente e dos alimentos é risco real do uso de agrotóxicos

Entidades socioambientais lutam contra agrotóxicos e por alimentos orgânicos



Os benefícios dos agrotóxicos no fantástico mundo da Veja, escreve Flávia Londres

"A revista Veja publicou uma matéria buscando "esclarecer" os brasileiros sobre os alegados "mitos" que vêm sendo difundidos sobre os agrotóxicos desde a divulgação pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), dos dados Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos referentes ao ano 2010. A revista se propõe a tranquilizar a população, certamente alarmada pelo conhecimento dos níveis de contaminação da comida que põe à mesa. Os entrevistados na matéria são conhecidos defensores dos venenos agrícolas, alguns dos quais com atuação direta junto a indústrias do ramo – como é o caso do Prof. José Otávio Menten, que já foi diretor executivo da ANDEF (Associação Nacional de Defesa Vegetal), que reúne as empresas fabricantes de veneno. A revista afirma que chamar os venenos da agricultura de "agrotóxicos" seria uma imprecisão ultrapassada e injustamente pejorativa, alertando os leitores que “o certo” seria adotar o termo "defensivos agrícolas". Não menciona que a própria legislação sobre a matéria refere-se aos produtos como agrotóxicos mesmo. A Veja passa então para a relativização dos resultados apresentados pelo relatório do Programa de Análise, elaborado pela Anvisa, fundamentalmente minimizando a gravidade da presença de resíduos de agrotóxicos acima dos limites permitidos. Para isso, cita especialistas alegando que os limites seriam "altíssimos", e que, portanto, quando "um pouco ultrapassados", não representariam qualquer risco para a saúde dos consumidores. A verdade é que a ciência que embasa a determinação desses limites é imprecisa e fortemente criticada. Evidência disso é o fato de os limites comumente variarem ao longo do tempo – à medida que novas descobertas sobre riscos relacionados aos produtos são divulgadas, os limites tendem a ser diminuídos. Os limites "aceitáveis" no Brasil são em geral superiores àqueles permitidos na Europa – isso pra não dizer que aqui ainda se usa produtos já proibidos em quase todo o mundo. A revista também relativiza os riscos de longo prazo para a saúde dos consumidores, bem como os riscos para os trabalhadores expostos aos agrotóxicos nas lavouras. Mesmo diante de tantas provas, a Veja alega que, não haveria comprovações científicas nesse sentido. A reportagem termina tentando colocar em cheque as reais vantagens do consumo de alimentos orgânicos, a eficácia dos sistemas de certificação e mencionando supostos "riscos" do consumo de orgânicos. A revista alega que esses alimentos "podem ser contaminadas por fungos ou por bactérias como a salmonela e a Escherichia coli." Só não esclarece que, ao contrário dos resíduos de agrotóxicos, esses patógenos – que também ocorrem nos alimentos produzidos com agrotóxicos – podem ser eliminados com a velha e boa lavagem ou com o simples cozimento. Da revista Veja, sabemos, não se poderia esperar nada diferente. Trata-se do principal veículo de comunicação da direita conservadora e dos grandes conglomerados multinacionais no País. Mas podemos destacar que a publicação desse suposto "guia de esclarecimento" revela que o alerta sobre os impactos do modelo da agricultura industrial está se alastrando e informações mais independentes estão alcançando mais setores da população – ao ponto de merecerem esta tentativa de desmentido pela Veja e pela indústria". (Flávia Londres)

Fontes:  Radioagência NP
              Veja
              www.vermelho.com.br
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sábado, 21 de janeiro de 2012

PESQUISADORAS DA USP CONSEGUEM BIODIESEL COM CIANOBACTÉRIAS

Pesquisa feita pela USP em Piracicaba busca produção em larga escala de novo combustível


A pesquisadora Caroline Pamplona observa cianobactérias

Frascos com cultivo de cianobactérias: micro-organismos fotossintetizantes usados para produzir óleo
Inaê Miranda, da Agência Anhanguera, nos envia material sobre uma pesquisa realizada no Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da Universidade de São Paulo (USP), em Piracicaba, que estuda a utilização de cianobactérias como matéria-prima alternativa para a produção de biodiesel. O objetivo do projeto é extrair o lipídeo acumulado nas células desse tipo de bactéria para transformá-lo em óleo diesel com propriedade comercial. Duas das linhagens avaliadas até o momento apresentaram resultados promissores, segundo os especialistas. O estudo continua em andamento e o desafio será produzir a biomassa em larga escala. A proposta de utilização de cianobactérias para produção de biodiesel teve início nos anos 70 com a crise do petróleo, mas após a superação dessa crise a ideia foi abandonada e ressurgiu novamente nos últimos anos com grandes possibilidades de se tornar uma realidade comercial. Pós-doutoranda na área de processos industriais de engenharia química da Escola de Engenharia de Lorena (EEL) da USP, Caroline Pamplona Silva estuda as cianobactérias há vários anos, mas desde o segundo semestre de 2010 desenvolve no Cena, em Piracicaba — sob a supervisão das professoras Marli de Fátima Fiore, do Cena, e Heizir Ferreira de Castro, da EEL — um estudo abordando especificamente a produção de biodiesel a partir desses organismos. A pesquisadora Caroline explica que as cianobactérias são bactérias fotossintetizantes — ou seja, que utilizam a energia luminosa no processo de síntese de compostos orgânicos —, assim como as algas e plantas. No processo da fotossíntese, elas assimilam o gás carbônico disponível na atmosfera e esses metabólitos orgânicos — resultantes desse metabolismo — podem ser utilizados na produção de biocombustíveis. “O lipídeo (gordura) acumulado nas células das cianobactérias é extraído e utilizado para a produção do biodiesel”, esclarece. Para chegar ao cianodiesel, a pesquisadora explica que, inicialmente, são produzidas as biomassas de cianobactérias em condições controladas. “As células são concentradas por centrifugação ou filtragem, o lipídeo é extraído com solventes orgânicos, e em seguida o biodiesel é obtido pelo processo de transesterificação”. Ela reforça que a pesquisa desenvolvida no Cena e na EEL busca alcançar as mesmas propriedades químicas encontradas no biodiesel feito a partir de outras matérias primas tradicionais com boa aceitação no mercado.
Uma das principais etapas da pesquisa, a conversão do óleo extraído de algumas linhagens de cianobactérias, já foi realizada com sucesso, mas a produção aconteceu em pequena escala. Um dos grandes desafios dos pesquisadores agora é encontrar uma maneira de ampliar a produção do cianodiesel. “As cianobactérias têm o potencial para a produção em larga escala, mas o laboratório do Cena não tem estrutura para isso. Nesta etapa, será necessária a ajuda dos engenheiros”, ressalta Caroline, que integra um grupo de pesquisadores da área de biologia e microbiologia. Pertencentes ao domínio das bactérias, as cianobactérias são encontradas em todos os tipos de ecossistemas bem iluminados, inclusive em ambientes extremos, como areia e rochas desérticas, águas termais e lagos do Ártico e Antártica. Podem ser encontrados em vida livre no ambiente, como nas florações planctônicas ou turfas, ou ainda em associação com outros organismos como plantas, fungos, algas e bactérias, formando liquens e mantos microbianos. Podem também ser encontradas em solos e ambientes aerofíticos, como troncos e folhas de árvores e rochas. Segundo as pesquisadoras, além da produção primária de matéria orgânica e da fixação biológica de nitrogênio por algumas espécies, o uso de cianobactérias na produção de alimentos com valores nutricionais elevados e produtos farmacológicos apresentam um potencial promissor para o futuro. “Porém, algumas linhagens de cianobactérias são também capazes de produzir toxinas que constituem um perigo em potencial para a saúde dos animais e humanos. Desta forma, para o estudo do biodiesel, são selecionadas apenas linhagens não produtoras de toxinas”, lembra Caroline Pamplona Silva, do Cena.
Uma das maiores vantagens apresentadas pela produção de biodiesel a partir das cianobactérias está relacionada à quantidade de óleo bruto que pode ser extraído em escala industrial. De acordo com a pesquisadora, a literatura indica que enquanto o milho produz 168 litros de óleo por hectare plantado, para ser transformado em diesel, microorganismos fotossintetizantes podem produzir algo em torno de 140 mil litros por hectare. “A diferença pode ser discrepante e apresenta vantagens em comparação com as culturas agrícolas, uma vez que não há necessidade de área cultivável e a colheita é contínua”, afirma Caroline. Ela acrescenta que a necessidade nutricional das células é simples, o período de produção de biomassa é curto e a concentração de óleo pode chegar a 50% da biomassa. “Portanto, produzir biodiesel a partir de cianobactérias pode ser vantajoso”, explica. “Outro importante benefício é a utilização de águas residuais e marinhas no cultivo das bactérias”.
Detentor da tecnologia que vem sendo aprimorada, o Laboratório de Biologia Celular e Molecular do Cena possui uma coleção de culturas com mais de 500 linhagens, procedentes dos mais diversos biomas, tais como Manguezais, Caatinga, Mata Atlântica, Amazônia e Pantanal. “O clima do Brasil favorece o cultivo de cianobactérias, além disso, o País apresenta uma grande diversidade desses organismos potenciais para utilização como matéria prima na síntese do biodiesel”, completa Caroline.
A professora Marli de Fátima Fiore é responsável por essa coleção de culturas do Cena, também é especialista em cianobactérias e atua em parceria com a professora Heizir Ferreira de Castro, da Escola de Engenharia de Lorena, responsável pela conversão do óleo em biodiesel. Três mulheres profissionais que de repente podem estar antecipando o combustível do futuro.


Fontes: Agência Anhanguera
              www.ambiente brasil.com.br
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

PROTESTO INTERROMPE POR UMA HORA BARRAMENTO DO XINGU

Movimento ecológico, científico, MP e cidadania contra megausina hidrelétrica na Amazônia

Organizações sociais de Altamira e ativistas do movimento ecológico e de cidadania realizaram ontem uma ação direta no rio Xingu em protesto contra a construção da primeira ensecadeira no rio, o barramento provisório que poderá permitir a construção do paredão da barragem de Belo Monte. Foi a primeira de outras manifestações, disse um dos líderes locais do Movimento Xingu Vivo para Sempre, noticiando assim o início das intervenções no rio: em todo o Brasil e também no exterior há posições contrárias à megausina e o Ministério Publico Federal já enviou também agora um novoquestionamento oficial ao Ibama, à Funai, à Agência Nacional de Água e à Norte Energia após receber denúncia dos índios Arara, cuja aldeia fica abaixo do local da ensecadeira, de que as águas que usam para beber, cozinhar e banhar estavam enlameadas e impróprias para o consumo, podendo vir também a prejudicar a pesca e a alimentação dos índios. Pela manhã, pescadores, ribeirinhos, moradores dos bairros que serão alagados, freiras, estudantes, indigenistas, ecologistas e trabalhadores se dirigiram em três barcos à comunidade do Arroz Cru, que fica a poucos quilômetros do local onde a Norte Energia iniciou a construção da ensecadeira, para preparar uma série de atos e intervenções no sentido de mobilizar a cidadania brasileira e tentar impedir a concretização de Belo Monte. Ontem, poir exemplo, os manifestantes chegaram cedo e de surpresa ao local da obra, no Sítio Pimental, com uma faixa de 40 metros de comprimento com os dizeres: “Belo Monte: aqui tem crime do governo federal”, e interromperam os serviços que estavam sendo realizados pelos trabalhadores da obra.
Uma comissão do ato conversou com todos os operários que estavam no local, para garantir a segurança e o caráter pacífico da manifestação. Em seguida, caminhões e tratores foram pintados com tinta vermelha, simbolizando o sangue do Xingu e de suas populações. “CCBM [Consórcio Construtor Belo Monte] assassino” e “isso foi só um recado”, diziam alguns dos grafites que decoravam os veículos. Enquanto estudantes salpicavam os tratores com sangue simbólico, os operários da obra bateram em retirada. Durante o ato, os trabalhadores e encarregados filmaram os manifestantes e afirmaram que teriam sido orientados a não reagir. Posteriormente, os manifestantes atravessaram os 430 metros do rio de uma margem à outra, na ilha do Pimental, onde a Norte Energia iniciou o desmatamento de 15 mil hectares (o equivalente a 15 mil campos de futebol) autorizados pelo Ibama, para verificar a extensão do estrago ambiental. “Hoje fizemos uma manifestação simbólica, paramos as obras da primeira intervenção no Xingu por uma hora, mas nossa revolta não tem tamanho. A água já está poluída, as árvores estão tombando, e tudo isso acontece enquanto mais de 13 ações correm na Justiça por crimes envolvendo Belo Monte. Mas queremos deixar claro que, apesar do massacre moral que estão querendo nos impor, estamos prontos para uma guerra, pelo nosso rio, pela nossa gente, pela nossa vida”, afirmou Antonia Melo, coordenadora do Movimento Xingu Vivo para Sempre. Foi também citado o movimento Gota D'água, artistas e ecologistas foram a Brasília entregar a petição que reuniu, em um mês, mais de um milhão de assinaturas contra a construção da hidrelétrica Belo Monte, no rio Xingu. Na companhia de representantes do Movimento Xingu Vivo para Sempre e da ONG Humanos Direitos, participaram de audiência com Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência da República, Edison Lobão, ministro de Minas e Energia e Izabela Teixeira, ministra do Meio Ambiente. Apesar de terem sido recebidos, o governo não deu sinais de que pretende interromper o andamento da megausina,  mas argumentou Antonia Melo, "com certeza, o Governo já sentiu que variados setores da sociedade brasileira querem parar Belo Monte, esse é o significado deste lote de 1 milhão de assinaturas, que tem uma força moral muito grande". Já houve também argumentos claros contra a construção desta e de outras megausinas hidrelétricas na Amazônia por cientistas das agências SBPC e ABC, além de ponderações também contrárias à obra por parte da Justiça e do Ministério Público. "Há um custo altíssimo com uma produção muito pequena, a partir disto um questionamento: é viável da forma que está? O risco que Belo Monte corre que é de produzir 11 mil megawats no momento em que tiver na sua maior capacidade de água, numa cheia, e talvez não gere nada na sua maior vazante”, chegou a afirmar, no Diário do Pará, o procurador Ubiratan Cazetta, do Ministério Público Federal. Ou seja, além de desastrosa para a ecologia, Belo Monte é inviável economicamente, isso, no ano da Rio+20 (a conferência mundial da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável em junho no Rio de Janeiro), isso tudo poderá fazer com que haja bom senso e o Governo reveja a construção desta megausina no Xingu? ...Os próximos fatos darão a resposta.


Além da ação local ontem no Xingu cenetenas de manifestações em todo o Brasil...

...pedindo para Governo parar com Belo Monte, buscar bom senso e energias Eólica e Solar

Só o movimento Gota D'Água entregou 1 milhão de assinaturas a autoridades governamentais


Fontes: EcoDebate
             http://folhaverdenews.blogspot.com

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