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sábado, 31 de dezembro de 2011

ANTIECOLÓGICA, INVIÁVEL ECONOMICAMENTE E DEIXA SEQUELAS

Pesquisa confirma danos causados pela exploração de urânio na Bahia: mais um ângulo negativo da energia nuclear no Brasil

Nosso blog Folha Verde News reproduz aqui na íntegra a reportagem de Zoraide Vilasboas sobre a série de apresentações do “Relatório da Missão Caetité: Violações de Direitos Humanos no Ciclo do Nuclear”, que expõe os danos causados pela exploração de urânio na Bahia (para as usinas nucleares brasileiras de Angra dos Reis, Rio): começou em Salvador, prosseguiu em Caetité, município situado a 750 Km da capital baiana, e culminou em Vitória da Conquista, onde novo estudo também evidenciou a gravidade dos prejuízos denunciados pela Plataforma Dhesca Brasil (Direitos Humanos Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais), autora da Missão Caetité. O relatório foi apresentado em Salvador, no Instituto de Geociências da Universidade Federal da Bahia, pela socióloga da PUC-SP, Marijane Lisboa, relatora do Direito Humano ao Meio Ambiente da Plataforma Dhesca, como atividade do projeto “Geografando nas Sextas: o Campo Baiano em Debate”. Pesquisadores, estudantes, docentes e ecologistas debateram os prejuízos causados à saúde de trabalhadores, da população, ao meio ambiente e à economia local pela Indústrias Nucleares do Brasil (INB) que, desde 2000, produz em Caetité o concentrado de urânio, principal matéria prima do fabrico do combustível para as usinas atômicas de Angra 1 e 2 (RJ).

Uma das manifestações antinucleares feitas por ecologistas na Bahia agora

O sistema de energia nuclear brasileiro em Angra está defasado da tecnologia atual

A opção por energias limpas como a Eólica e a Solar são o caminho para o futuro
Durante o evento, o setor nuclear brasileiro foi criticado, principalmente pelo desrespeito a direitos fundamentais, que caracteriza a atuação da empresa na Bahia, onde prevalece a desinformação da população sobre os riscos à saúde, associados à contaminação radioativa. Na controvérsia sobre a política nuclear, a maioria dos presentes se posicionou contra a exploração da tecnologia nuclear para fins de produção de energia elétrica e pelo fim do Programa Nuclear Brasileiro. O relatório Dhesca sustenta que todos os programas nucleares, apesar de declarados pacíficos, são biombos para programa nuclear militar e, como nos demais países, o programa do Brasil nasceu na caserna. Portanto, “considerando todos os riscos envolvidos, desde a mineração e o processamento de urânio na Bahia, até a insegurança das usinas, o governo deve abrir um amplo debate com a sociedade para decidir se deve insistir com o Programa Nuclear Brasileiro”, disse Marijane. Em Caetité, a apresentação do relatório finalizou as atividades promovidas por entidades e movimentos sociais, com o fim de chamar a atenção da sociedade para os principais problemas sócio ambientais que vem afetando a região. Em ato público, populares, trabalhadores e estudantes marcharam do Cemitério à praça da Catedral, onde mais uma vez, houve críticas ao descaso da empresa e à falta de transparência da empresa. O presidente do Sindicato de Mineradores (Sindmine) José Santana declarou: “se não abrirmos os olhos para a INB, ela fechará os nossos. Não para dormir. Mas, para o sono eterno”. Em debate, na Rádio Educadora, Marijane ressaltou a importância do trabalho da Plataforma, que atua com apoio da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão e cumpre importante papel no monitoramento, mediação e promoção de Direitos Humanos no Brasil.
Um alerta contra os perigos e limites da energia nuclear
O relatório da Missão Caetité foi divulgado durante o Seminário Regional em Saúde do Trabalhador, promovido pelo Centro de Referência em Saúde do Trabalhador de Vitória da Conquista, onde a antropóloga Cláudia d’Arede apresentou o resultado parcial da investigação sobre “Percepções de risco relacionadas á exploração do urânio em Caetité e Lagoa Real”. O estudo demonstrou a falta de confiança de comunitários e trabalhadores nas informações prestadas pela INB sobre o risco de contaminação da mineração. Segundo a pesquisa, os moradores apontam a falta de água nas nascentes, o aumento dos casos de câncer na população, de tumores nos animais e a desvalorização da terra como principais conseqüências da exploração do urânio. Já os trabalhadores consideram o treinamento em radioproteção insuficiente e apontam a ameaça de contaminação por radiação, como principal motivo de insegurança. Para eles, o maior risco sofrido no meio ambiente do trabalho ocorreu em maio deste ano, num episódio que ficou conhecido nacionalmente, quando uma revolta popular tentou impedir a entrada em Caetité de uma carga de material radioativo. O concentrado de urânio estava em tambores lacrados há 30 anos na Marinha, em São Paulo.
Os trabalhadores da INB foram obrigados a trocar o produto para novos tambores, de forma improvisada e precária, sem a segurança necessária para quem trabalha com material radioativo. Eles consideram esta exposição à radiação como o maior risco de contaminação que sofreram, pois não foram treinados para a função. Nos três eventos agora recentemente trabalhadores e moradores vizinhos da mina criticaram a incompetência e irresponsabilidade dos dirigentes da INB. Em depoimentos contundentes, a presidenta da Associação da Comunidade de Riacho da Vaca Elenilde Cardoso, o Padre Osvaldino Barbosa, e o diretor do Sindmine, Francelino Cabeleiro, ressaltaram os problemas que enfrentam, exigindo urgente intervenção dos poderes públicos, em especial das áreas de saúde e trabalho. Declararam medo da água contaminada e do aumento de mortes por câncer. Revelaram que a água, controlada e consumida em grande quantidade pela INB, secou os poços na região, prejudicando aqueles que praticavam a agropecuária, e que vivem hoje de aposentadorias e benefícios sociais, porque sua vida econômica praticamente acabou. Afirmaram que enfrentam fatores de alto risco, desde respirar poeira radioativa, gás radônio, até tomar água contaminada, e que, apesar da empresa não dialogar com a sociedade, vão continuar buscando esclarecimentos e exigindo respeito aos seus direitos. As duas pesquisas trazem recomendações importantes para os órgãos competentes buscarem resolver os problemas que afligem populações de Caetité, Lagoa Real e Livramento. Entre as principais recomendações da Dhesca Brasil estão: a) análise das águas por dois laboratórios (um credenciado pela CNEN e outro, independente, do exterior), a fim de comparar os resultados e tirar a dúvida sobre a contaminação; b) que os Ministérios da Ciência e Tecnologia, da Saúde e do Trabalho formem, de imediato, um grupo de especialistas de órgãos públicos, universidades federais e centros de pesquisa para elaborar um Plano de Monitoramento, Vigilância e Atenção à Saúde dos Trabalhadores e dos Moradores do entorno da mina e c) que seja feita uma auditoria independente e multidisciplinar para averiguar todos os aspectos referentes ao funcionamento da INB em Caetité.
(Zoraide Vilasboas, jornalista, da Coordenação de Comunicação, da ASSOCIAÇÃO MOVIMENTO PAULO JACKSON-Ética,Justiça,Cidadania)

Fontes: www.ecodebate.com.br
              http://folhaverdenews.blogspot.com

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

ALGUNS DOS MELHORES E MAIS POLÊMICOS LIVROS DE AGORA

Uma alternativa de presente e lazer cultural na virada de 2011 para 2012

Além de livros, albuns de fotografias de arte ou de filmes e designers estão em alta
 "O SENHOR DO LADO ESQUERDO": "O que define uma cidade é a história de seus crimes", diz o narrador-investigador logo no início do sexto livro do carioca Alberto Mussa, publicado pela Record. A frase é a chave para as muitas leituras possíveis do romance, que parte de uma trama policial (um assassinato num bordel de luxo do Rio de Janeiro do início do século XX) para uma investigação mais ampla sobre a história e as mitologias da cidade, a sexualidade humana, a imaginação e a busca pela verdade.
 "POESIA COMPLETA": Mais lembrado  por romances como "Crônica da casa assassinada" (1959) e "Maleita" (1937), o mineiro Lúcio Cardoso (1912-1968) tem sua faceta de poeta revelada nesta antologia, organizada pelo escritor e pesquisador Ésio Macedo Ribeiro e publicada pela Edusp. Com 1.112 páginas, incluindo notas críticas e fac-símiles, o livro oferece uma interpretação nova da obra de Cardoso - cujo centenário de nascimento será comemorado em 2012 -, sugerindo que a poesia foi sua primeira forma de expressão literária.
"MUSEU DO ROMANCE DA ETERNA": Mentor literário de Jorge Luis Borges, o argentino Macedonio Fernández (1874-1952) passou a vida anunciando - em prólogos, trechos avulsos, cartas abertas a críticos e leitores - um livro que nunca chegou a concluir. Publicado 15 anos após sua morte e só lançado em 2011 no Brasil (pela Cosac Naify, em tradução de Gênese Andrade), "Museu do romance da eterna" é uma obra-prima feita de fragmentos e digressões, que faz da inconclusão um procedimento estético radical.
"O REMORSO DE BALTAZAR SERAPIÃO" e "A MÁQUINA DE FAZER ESPANHÓIS": O português Valter Hugo desembarcou no país em julho, para a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), como um autor praticamente desconhecido entre nós. Saiu do evento consagrado, depois de uma apresentação divertida e comovente (na qual levou a plateia às lágrimas ao falar de sua relação com o Brasil) e de uma sessão de autógrafos que durou horas. O sucesso de público foi ancorado no lançamento de dois romances: "O remorso de baltazar serapião" (Editora 34), estudo da opressão ambientado na Idade Média, e "A máquina de fazer espanhóis" (Cosac Naify), uma reflexão sobre a velhice. Ambos exibem a prosa inventiva que Saramago definiu como "um novo parto da língua portuguesa".
"DIÁRIO DA QUEDA": No quinto romance do gaúcho Michel Laub, publicado pela Companhia das Letras, o narrador tenta compreender e se libertar da influência do avô, um sobrevivente de Auschwitz que cria uma versão idealizada da própria vida, e do pai, um homem obcecado pelo antissemitismo e convencido da "inviabilidade da experiência humana". Ao mesmo tempo tributário e crítico da tradição da "literatura do Holocausto", o livro discute a natureza da memória, a formação de identidades individuais e coletivas e a transmissão de experiências entre gerações.

"GEOGRAFIA HISTÓRICA DO RIO DE JANEIRO": Morto em junho, aos 62 anos, o geógrafo carioca Mauricio de Almeida Abreu se dedicou por 15 anos a pesquisar, em arquivos de Brasil, Portugal, França e Vaticano, as feições do Rio de Janeiro entre 1502 e 1700. O resultado está no estudo monumental publicado no início do ano pela editora Andrea Jakobsson com a prefeitura do Rio. Em 912 páginas fartamente ilustradas, o livro oferece um painel inédito em seus detalhes e abrangência da infância da cidade e seu entorno, examinando seu desenvolvimento, divisão de terras, economia e articulação com as rotas comerciais da época.
"O MAL RONDA A TERRA": Com o subtítulo "Um tratado sobre as insatisfações do presente", o último livro publicado em vida pelo britânico Tony Judt, morto em 2010, é o testamento intelectual de um historiador que jamais abriu mão de intervir nos grandes debates contemporâneos. No livro, publicado no Brasil pela Objetiva, Judt discute os efeitos da crescente desigualdade nas sociedades desenvolvidas e faz uma defesa candente da social-democracia e do papel dos homens de letras na vida pública.
"POEMAS": Vencedora do Prêmio Nobel em 1996, a polonesa Wislawa Szymborska, de 88 anos, teve um livro publicado no Brasil pela primeira vez neste ano, em edição bilíngue, pela Companhia das Letras. A coletânea de 44 poemas, com organização e tradução de Regina Przybycien, traz uma amostra significativa de cinco décadas de obra. Em versos irônicos e filosóficos, Szymborska fala de vidas divididas entre o cotidiano e o devaneio, e do tipo muito particular de utopia (ora sublime, ora risível) oferecida pela poesia.
"LITERATURA E AFRODESCENDÊNCIA NO BRASIL": Reunindo dezenas de pesquisadores de universidades brasileiras e estrangeiras, a antologia crítica organizada por Eduardo de Assis Duarte, professor da UFMG, é uma contribuição significativa para a formulação de um conceito de "literatura afrobrasileira". Os quatro volumes, publicados pela editora da UFMG, propõem um percurso histórico pela obra de cem autores, de clássicos a contemporâneos, passando por nomes importantes esquecidos.
"MANO, A NOITE ESTÁ VELHA": Publicado postumamente pela editora Planeta, um ano depois do brutal assassinato de seu autor, o romance é um marco na obra do paranaense Wilson Bueno (1949-2010), conhecido pelo experimentalismo de livros como "Mar paraguayo" (1992), que mesclava o português e o guarani. Numa narrativa de fortes tintas autobiográficas, mas também carregada de referências intertextuais a escritores como Hilda Hilst e Roberto Bolaño, o livro é construído como um diálogo imaginário entre o protagonista e seu irmão morto, com reflexões pungentes sobre a solidão, a violência e as relações familiares.
 "O EFEITO MARINA": escrito pelo ecologista e deputado federal carioca, um dos fundadores do PV, Alfredo Sirkis, o relato da aventura eleitoral de Marina Silva, que o autor considera um fenômeno positivo do Brasil de agora, é um sucesso editorial. Ao ler “Marineiros em primeira viagem”, um relato pessoal de Sirkis sobre o processo eleitoral de 2010, pude reviver cada momento de um magnífico processo que vivenciamos juntamente com milhares de militantes verdes, colaboradores, simpatizantes e ecologistas de todo o país. Foi uma experiência fantástica, enriquecedora, mas nem por isso fácil. Enfrentamos máquinas político-partidárias poderosas que há tempos estavam anunciadas como as únicas na disputa, ao mesmo tempo em que nos deparávamos com as anomalias da legislação eleitoral brasileira. Foi um desafio complexo. Mas a despeito das diferenças abissais entre a minha campanha e de meus principais concorrentes, pude receber a ousadia do povo brasileiro, que me honrou com um terceiro lugar, com quase 20 milhões de votos, o que levou o Brasil a um avanço em busca do Desenvolvimento Sustentável", comentou assim a própria Marina Silva.

"PRIVATARIA TUCANA": O ex-governador  José Serra (PSDB-SP) chamou de “lixo” o livro “Privataria Tucana” do jornalista Amaury Ribeiro Júnior. Na publicação, o repórter fala de um suposto esquema de corrupção no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que envolveria Serra, que ocupou a pasta do Planejamento. Amaury Ribeiro Júnior foi acusado no ano passado durante a campanha eleitoral de ter encomendado a quebra de sigilo fiscal de pessoas ligadas ao PSDB. Tiveram o sigilo violado o vice-presidente do partido, Eduardo Jorge Caldas Pereira, a filha de Serra, Verônica, entre outros. O jornalista negociou participação na pré-campanha da presidente Dilma Rousseff. Amaury afirmou na época que estava buscando informações para seu livro, negou a prática de ilegalidade e agora confirma tudo com o lançamento neste final de ano desta reportagem sobre desvios graves na onda de privatizações no Brasil.

O livro de Alfredo Sirkis sobre o Efeito Marina é o preferido entre os ecologistas


Livros, um lazer cult para avançar o cérebro e as emoções
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fontes: www.yahoo.com.br
              www.folha.com
              www.estadao.com.br
              http://folhaverdenews.blogspot.com

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

SHOW DE BOLA DOS ARTISTAS DO FUTEBOL ARTE

No jogo-festa Amigos de Zico três gerações de boleiros homenageiam Sócrates


Fellipe Lucena e Marcelo Belpiede, pela Gazeta Esportiva, cobriram ao vivo a festa da arte da bola no Morumbi, que foi beneficente (várias entidades sociais serão beneficiadas com a arrecadação de alimentos) no último jogo do ano, assistido por mais de 35 mil pessoas e transmitido ao vivo para todo o Brasil e para alguns países do exterior: foi feita uma homenagem a recém-falecido Dr. Sócrates Vieira de Sousa, o Magrão, um dos maiores craques do país do futebol. Quem recebeu a placa de homenagem das mãos de Zico foi o seu irmão, Raí, também ex-jogador de sucesso, campeão do mundo em 94, tendo ali a presença e participação de vários atletas e ex-atletas do time de corção do Doutor, como Ralf, Vampeta, Biro Biro, Dinei, Vladimir, Juninho, Emerson Sheik e Marcelinho Carioca, tendo sido sentida a ausência de outros, como Neto, que está viajando para o exterior. O jogo? Ah, sim foi um show do futebol-arte, de 3 gerações, a geração de Zico, Zinho, Zeti, Rincon, do grande Ronaldo Fenômeno, Djalminha, também de jogadores em plena atividade como Gabriel (filho de Vladimir), um dos destaques da partida, numa posição carente no futebol brasileiro da atualidade, lateral e ala direito. Lucas e Neymar buscaram dar espetáculo, marcaram gols e fizeram firulas, especialmente o garoto da Vila: as meninas gritavam toda vez que ele pegava na bola, ele fez a jogada bonita que resultou no último gol do jogo-festa, 7 X 5 para o time de Zico contra o de Vampeta, que tinha como centroavante o velho Careca, ex-companheiro de Sócrates e de Maradona. O placar pouco importa num jogo como este em que Raí mostrou que como segundo volante ainda está jogando muito, em nível de competição, fez um golaço e foi digno da memória bonita do seu irmão Sócrates, um dos maiores artistas do futebol do Brasil. Pena que no dia a dia dos campeonatos, não rolem espetáculos como o da noite das estrelas. (Padinha)
 
A justa homenagem a Dr. Sócrates, um gênio do futebol-arte

Ele ficará na história do futebol e na memória dos torcedores

Neymar fez as suas graças...

Fontes:  GE.Net
               Sportv
               http://folhaverdenews.blogspot.com

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

MAIS UMA PROVA DO AUMENTO DO DESMATAMENTO NO BRASIL

Ibama embarga mais uma área de desmatamento ilegal em Mato Grosso

Uma operação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Mato Grosso resultou na aplicação de mais de R$ 3,5 milhões em multas e no embargo de 700 hectares de áreas desmatadas ilegalmente, o equivalente a 700 campos de futebol. Deflagrada no começo de dezembro, a Operação Custódia Juína concentrou suas ações no noroeste do estado, onde os satélites registraram um aumento significativo de desmatamento este ano.

Mais um desmatamento ilegal na região noroeste do Mato Grosso, uma das regiões com o problema

Greenpeace, WWF, lideranças socioambientais e sites de ecologia vem alertando faz tempo

Em 2011, Mato Grosso desmatou 1.126 quilômetros quadrados de floresta, aumento de 20% em relação a 2010, de acordo com os dados mais recentes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A operação do Ibama atuou principalmente nos municípios de Colniza e de Juara, próximos à região conhecida como Três Fronteiras, na divisa entre Mato Grosso, Amazonas e Tocantins, onde, segundo o instituto, o desmatamento está ligado à exploração ilegal de madeira. A operação teve apoio de agentes do Ibama de Minas Gerais, do Tocantins e Rio Grande do Norte.
Lideranças ambientalistas vinham alertando sobre um maior desmatamento, não só a noroeste do Mato Grosso, desde maio, quando foi aprovado em primeira instância, na Câmara, o novo Código Florestal, de inspiração ruralista, tendência que se agravou mais recentemente quando o Senado também aprovou esta legislação, que tem alguns pontos onde há claramente retrocessos na lei ambiental", comentou o ecologista Antônio de Pádua, o editor do blog Folha Verde News, que vem fazendo uma campanha sobre este problema há cerca de um ano e meio. Padinha afirmou ainda que "diante de fatos como este e da tendência de votação no Congresso, influenciado por lobbies e grandes interesses, que não são o do zelo com a natureza, o equilíbrio ambiental e o Desenvolvimento Sustentável, em todo o Brasil cresce no movimento socioambiental o pedido para que Dilma Rousseff vete estes pontos mais retrógrados do novo Código Florestal no momento em que for sancioná-lo". Estas lideranças lembraram várias vezes na mídia que na campanha presidencial a atual Presidente do Brasil se comprometeu publicamente e por escrito com este veto, caso o Congresso não atendesse o interesse nacional e somente da minoria ruralista. Esta discussão invadirá 2012.

Crítica aos parlamentares em Brasília na questão do Código Florestal

Fontes: Uol
             Agência Brasil
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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

PENTÁGONO LIBERADO NOS USA PARA A GUERRA NA INTERNET

Net War dispara a cultura da violência na web

Os parlamentares norte-americanos autorizaram oficialmente seu exército a se dedicarem às chamadas "ações militares cinéticas", nada mais do que um eufemismo triste para não dizer literalmente "guerra": uma nova dimensão para a violência 

Ilustração de artistas norteamericanos sobre a nova forma de guerra
Enquanto Julian Assange se notabilizou por usar as webferramentas em busca da cidadania e da liberdade de informação no site WikiLeaks, estas mesmas armas, mas com objetivo de predomínio de um país sobre outro, de uma cultura sobre outra, estão preparadas para a Net War: como sempre nestes casos, o anúncio não veio com alarde, mas discretamente, em um pequeno parágrafo que integra o orçamento militar até 2012, o orçamento militar, aprovado com a classificação da lei, declara o seguinte: “O Congresso afirma que o departamento de defesa tem potencial e, sob a orientação específica, pode realizar operações ofensivas no ciberespaço para defender nossa nação, parceiros e outros interesses, de acordo com os princípios e sistemas legais que o Departamento define para o potencial cinético, incluisve dentro de conflitos armados e diante da resolução depoderes de guerra”.
Propositadamente obscuro, o texto acima reconhece como “capacidades cinéticas” e “princípios e sistemas legais”, se alguém não se recorda, a intervenção do exército norte-americano na Líbia, na guerra que iniciou a derrocada de Kadafi,k e que não foi uma “guerra”, mas uma “ação cinética militar”. E por que chamar de ação cinética e não de guerra? Porque para o presidente dos Estados Unidos declarar uma guerra ele tem que pedir permisssão ao Congresso e ser por esse autorizado. Isso não ocorreu no que se refere à Líbia. Mas com a autorização nas entrelinhas do documento acima, o presidente dos Estados Unidos e seu comandante-chefe de Exército agora têm caminho livre para declarar, também, a guerra na Internet quando tiverem vontade, sem a necessidade de seguir os princípios e sistemas legais” que exigem permissão do Congresso. Também há outros termos obscuros, como, por exemplo, o que eles consideram uma “ação ofensiva”? Embora não especificado, a Estratégia do Pentágono para a Segurança na Internet, outro bonito eufemismo, já se ocupou de definir o teor dessa tal ofensiva há meses. Vale explicar que as “ações ofensivas” podem incluir o lançamento de virus de todo tipo, a destruição de serviços e a possibilidade de invadir os sistemas de controle de energia em outros países, desabilitando suas redes elétricas e gerando apagões completos. Frisamos o fato de que as ações “podem incluir” porque não há precedentes em relação a uma net war ou guerra cibernética, e essas ações podem receber como respostas verdadeiros ataques bélicos, tendo-se em vista tudo o que foi apontado como ofensivas neste texto. Essa ameaça bélica é ipatrocinada pela ciber-paranoia, que profetiza toda sorte de ciber-apocalipse e outras ciber-engodos para promover o medo. Não há registro de nenhum ataque de hackers que tenha colocado em real perigo, nem sequer em risco, as “infraestruturas altamente dependentes da Internet”.

Um novo espaço para a guerra e para a cultura da violência

Poder governamental vs. liberdade e direitos do cidadão

Mais um canal para ampliar a cultura da violência da atualidade


Fontes: WikiLeaks
              www.vermelho.com.br
              http://folhaverdenews.blogspot.com

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

ALÉM DE ECOLÓGICA A ENERGIA SOLAR É MAIS ECONÔMICA


Projeto da sede da Apple: localizada em Cupertino, Califórnia, tem formato de disco voador e telhado recoberto de painéis solares
O repórter Eduardo Pegurier no site O Eco revela que pesquisadores da Queens’s University, no Canadá, avaliam que o custo da energia produzida por células fotovoltaicas tem sido exagerado. Segundo eles, a tecnologia alternativa está prestes a ultrapassar o limiar em que poderá ser amplamente adotada, pois terá preço semelhante a fontes mais comuns, como usinas hidrelétricas, termoelétricas, nucleares. Joshua Pearce, professor adjunto do Departamento de Engenharia Mecânica e de Materiais, aponta que os cálculos para energia solar não tem levado em consideração a redução de custo dos painéis fotovoltaicos de 70% nos últimos dois anos. Outro fator que tem sido exagerado é a perda de eficiência das células fotovoltaicas ao longo do tempo. Enquanto a maioria dos estudos considera que essa decadência é de 1% ao ano, na verdade os painéis perdem apenas entre 0,1 e 0,2%. Pearce defende, junto com mais dois autores, seus números em artigo sobre o assunto que pode ser baixado aqui. O grupo também criou uma calculadora -- bastante técnica -- para fazer esse cálculo. Ela pode ser baixada em formato Excel aqui (repare o link no lado direito da página de web). Estas informações formam uma tendência de Desenvolvimento Sustentável e  está levando empresas de vanguarda a construírem sedes com enormes áreas cobertas por painéis solares. A Apple é uma delas. Pouco antes de falecer, Steve Jobs anunciou a nova sede da empresa, em Cupertino, Califórnia, que tem forma de disco voador, toda a cobertura da estrutura, cerca de 46 mil metros quadrados, será recoberta de painéis solares capazes de produzir 5 MW. A nova instalação da Apple terá uma capacidade de produção de energia 3 vezes maior do que a da sede da Google e será a a maior nos EUA até que um novo prédio da ToysRus fique pronto e produza, de acordo com os planos, 5,4 MW. O futuro telhado solar da nova sede da Apple – desde que o Sol esteja brilhando -- poderá suprir o consumo de algo como 7 mil residências típicas californianas. Mesmo assim, não será suficiente para cobrir todo o consumo da empresa. Para complementar o total necessário e ser o mais verde possível, a Apple terá sua própria usina de energia, possivelmente baseada em gás natural. A rede pública de energia só será usada como alternativa em momentos de necessidade ou por conta de uma pane no sistema.
Diante destas informações e desta tendência crescente de uso da Energia Solar, a comparação com a realidade energética no Brasil fica mais crítica, ainda mais que nosso país é um dos mais privilegiados do planeta em termos de Sol e de variados recursos da natureza, como também os ventos, que produzem a Energia Solar, também avançando muito, especialmente na Europa. Neste sentido crítico, confir a seguir esta opinião, manifestada por Fábio Olmos, em forma de comentário: "Um grande problema é o viés stalinista da nossa política energética, focada em grandes produtores sob tutela do big brother governamental escravo de empreiteiras e outros grupos de interesse. Falta ao Brasil uma política que aceite milhares de pequenos produtores domésticos de energia conectados à rede comum que possam vender seu excedente, como ocorre em outros países. Isso, com uma política fiscal progressista, incentivaria que mais gente colocasse painéis solares no próprio telhado. Mas, obviamente, o governo prefere que o BNEDS financie Belo Monte"...
Aumenta a possibilidade de energias mais limpas como a Solar e como a Eólica

Isso aumenta o movimento contra loucuras como megausinas na Amazônia
             www.worldpress.com

domingo, 25 de dezembro de 2011

CIENTISTAS E ECOLOGISTAS ALERTAM SOBRE O AQUÍFERO GUARANI

Aqüífero Guarani poderá disparar a maior tragédia ambiental do país e do planeta
 
O mais precioso bem da humanidade encontrou nos subterrâneos do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai o seu maior reservatório, o Aqüífero Guarani é a principal reserva subterrânea de água doce da América do Sul e um dos maiores sistemas aqüíferos do mundo, ocupando uma área total de 1,2 milhões de quilômetros quadrados. Oitocentos e quarenta mil quilômetros quadrados do reservatório estendem-se pelo Brasil (840.000 Km²), 58.500 Km² estão no Paraguai, 58.500 Km² no Uruguai e 255.000 Km² na Argentina, A maior ocorrência do Aqüífero Guarani se dá portanto em território brasileiro (2/3 da área total) abrangendo os Estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, como vimos acima. A sua denominação foi dada pelo geólogo uruguaio Danilo Anton em memória do povo indígena da região, tem uma área de recarga de 150.000 Km², sendo constituído pelos sedimentos arenosos da Formação Pirambóia na Base (Formação Buena Vista na Argentina e Uruguai) e arenitos Botucatu no topo (Missiones no Paraguai,Tacuarembó no Uruguai e na Argentina). Constitui-se em uma importante reserva estratégica para o abastecimento da população, para o desenvolvimento das atividades econômicas e do lazer. Sua recarga natural anual (principalmente pelas chuvas) é de 160 Km³/ano, sendo que desta, 40 Km³/ano constitui o potencial explotável sem riscos para o sistema aqüífero. As águas em geral são de boa qualidade para o abastecimento público e outros usos, sendo que em sua porção confinada, os poços têm cerca de 1.500 m de profundidade e podem produzir vazões superiores a 700 m³/h. No Estado de São Paulo, o Aqüífero Guarani é explorado por mais de 1000 poços e ocorre numa faixa no sentido sudoeste-nordeste. Sua área de recarga ocupa cerca de 17.000 Km² onde se encontra a maior parte dos poços. Esta área em especial em torno da região de Ribeirão Preto (como mostramos na matéria de ontem sobre a poluição por herbicidas das plantações de cana de açúcar) é a mais vulnerável e deve ser objeto de programas de planejamento e gestão ambiental permanentes para se evitar a contaminação da água subterrânea e sobrexplotação do Aqüífero Guarani com o conseqüente rebaixamento do lençol freático e o impacto nos corpos d'água superficiais.


Uma das maiores reservas de água do país e do planeta ameaçadas no Brasil

Só o Desenvolvimento Sustentável no Brasil e na América do Sul resolvem o problema

Cientistas especializados alertam sobre clima e aquíferos


Aumento da demanda, contaminação e redução da recarga são alguns dos problemas que as mudanças climáticas podem trazer aos aquíferos subterrâneos nas próximas décadas, o que afetaria diretamente cerca de 150 milhões de pessoas. Quando se trata de mudanças climáticas, sabemos que uma das consequências do fenômeno é a alteração da precipitação de chuvas e o aumento ou diminuição do fluxo dos rios. Mas quase nunca paramos para pensar que os aquíferos subterrâneos, algumas das principais fontes de abastecimento hídrico, também poderão ser fortemente impactados pelas mudanças climáticas.
Durante o I Congresso Internacional “O futuro da água no Mercosul”, que aconteceu há 30 dias em Florianópolis, especialistas em recursos hídricos se reuniram para debater os efeitos das mudanças climáticas nos mananciais de água da América do Sul, sobretudo nas reservas subterrâneas como o Aquífero Guarani. Segundo o geólogo Ricardo Hirata, professor do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (USP) atualmente dois bilhões de pessoas no mundo dependem de águas subterrâneas, das quais os aquíferos são a principal fonte. E caso os efeitos das mudanças climáticas continuem atingindo estes aquíferos, até o final do século entre 60 e 150 milhões de pessoas serão afetadas diretamente pela falta de recursos hídricos subterrâneos, explicou Luis Filipe Tavares Ribeiro, professor do Instituto Superior Técnico de Lisboa. Na América do Sul, as consequências das mudanças climáticas já estão sendo sentidas na prática. Para se ter uma ideia, o Peru, em oito anos, perdeu 21% das suas reservas de gelo dos Andes, que abastecem boa parte dos rios e lagos do país. No Brasil, as enchentes e cheias cada vez mais severas mostram que nosso país também não está imune ao fenômeno. Aqui, o índice de pessoas que dependem de águas subterrâneas no país fica entre 40% e 60%, sendo que destas, 13% dependem parcialmente destes aquíferos e 39% dependem totalmente destes recursos. Entre os impactos diretos e indiretos das mudanças climáticas também no Aqüífero Guarani estão o aumento da demanda – pois haverá redução da oferta de águas superficiais; a contaminação dos mananciais – haverá menos água para diluir a poluição, a sobre-exploração,  a invasão de águas salgadas em reservas hídricas doces e  a redução da recarga dos aquíferos por causa da diminuição de chuvas entre outros problemas que já podem ser dimensionados.  No Brasil,  os maiores impactos das mudanças climáticas serão na Amazônia e do Nordeste, justamente as regiões que são as mais afetadas atualmente. Nestas regiões, estima-se que a reserva hídrica dos aquíferos diminua 30% no Norte e 70% no Nordeste. Já no sul, centro e sudeste do país, calcula-se que a precipitação de chuvas irá aumentar, mas paradoxalmente, este aumento poderá levar à falta de água potável, pois a capacidade dos rios poderá ser excedida, levando ao transbordamento dos leitos e a enchentes. Não se trata de alguma profecia de um ecologista mais radical e sim, previsão dos cientistas especializados em recursos hídricos, o que aumenta ainda mais a gravidade deste alerta.




Fontes: Instituto CarbonoBrasil

 

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sábado, 24 de dezembro de 2011

POETA E ARTISTA PLÁSTICO KELLNER FALA DE NATAL SEM PAPAI-NOEL



NATAL



 


Numa
gruta pastoril,
 bem distante da
cidade, uma Virgem
se  prepara  para  a  sua
Maternidade. Não existe
lugar nas estalagens de Belém
pra  Maria  dar  à  luz o seu  pobre
 neném…(É sempre assim: com injustiça
 e  desamor o Mundo nega nascença a Jesus,
o   Salvador…) Pensativo, São José, tendo então
contado os dias, espera que um milagre dê sentido
às profecias…Então ecoa pelos ares um convite sagrado:
vinde,  pobres  pastores,  atendei  ao  chamado!   Querubins
jubilosos ensaiam hosanas atrás da mata: brilhando surge no céu,
 uma estrela  toda  de prata! Ovelhas ali de fora; lá dentro,  o burrico
e o bovino: é o mundo animal aguardando a chegada do Menino! Pára
sobre o presépio, de repente, a Estrela-Guia e muita paz a toda  Gente, um
  Anjo   louro   anuncia… E aí,  nesse ambiente de Luz, apesar de maltrapilho,
Pela força de Deus Pai  a Virgem  ganha seu Filho.  Na  manjedoura despojada,
 Sem  nenhum Papai-Noel,   ela   põe o  Deus-Criança,  presente  vindo  do  Céu!  E
a Coorte Celeste desce, cada um cantando um fado:  vêm  adorar na Terra,  o  Filho de
Deus Encarnado…
E Jesus,
tão
 revestido
da miséria corporal,
sorridente, inaugura nosso primeiro Natal…


(poema de oscar kellner neto para o Menino Jesus)

AQUIFERO GUARANI CONTAMINADO POR AGROTÓXICOS?

A contaminação vem do defensivo usado nos canaviais para a produção de açúcar e álcool

O Aquífero Guarani, manancial subterrâneo de onde sai 100% da água que abastece Ribeirão Preto, cidade do nordeste paulista localizada a 313 quilômetros da capital paulista e a 100km de Franca, está ameaçado por herbicidas. A conclusão vem de um estudo realizado a partir de um monitoramento do Departamento de Água e Esgotos de Ribeirão Preto (Daerp) em parceria com um grupo de pesquisadores, que encontrou duas amostras de água de um poço artesiano na zona leste da cidade com traços de diurom e haxazinona, componentes de defensivo utilizado na cultura da cana-de-açúcar. No período, foram investigados cem poços do Daerp com amostras colhidas a cada 15 dias. As concentrações do produto encontradas no local foram de 0,2 picograma por litro – ou um trilionésimo de grama. O índice fica muito abaixo do considerado perigoso para o consumo humano na Europa, que é de 0,5 miligrama (milésimo de grama) por litro, mas, ainda assim, preocupa os pesquisadores, que analisam como indicadora de possível contaminação ainda maior. No Brasil, não há níveis considerados inseguros para as substâncias. Ainda assim, a presença do herbicida na zona leste – onde o aquífero é menos profundo – acende a luz amarela para especialistas. Segundo Cristina Paschoalato, professora da Unaerp que coordenou a pesquisa, o resultado deve servir de alerta. “Não significa que a água está contaminada, mas é preciso evitar a aplicação de herbicidas e pesticidas em áreas de recarga do aquífero”, disse ela. "Neste momento em que o etanol irá ganhar o meercado norteamericano, com o fim de sobretaxas a partir de 2012, o setor será fortalecido em sua economia e então esta é a hora de investir na proteção da ecologia, o Aquífero Guarani é votal para o equilíbrio ambiental e a chance de futuro na vida de todo o interior do Brasil", comentou por sua vez Antônio de Pádua, o repórter e ecologista Padinha, que edita este blog, Folha Verde News. O monitoramento também encontrou sinais dos mesmos produtos no Rio Pardo, considerado como alternativa para captação de água para a região no longo prazo. “Isso mostra que, se a situação não for resolvida e a prevenção feita de forma adequada, Ribeirão Preto pode sofrer perversamente, já que a opção de abastecimento também será inviável se houver a contaminação”.  O Sistema Aquífero Guarani, que faz parte da Bacia Geológica Sedimentar do Paraná, cobre uma superfície de 1,2 milhão de quilômetros quadrados, sendo 839, 8 mil no Brasil, 225,5 mil quilômetros na Argentina, 71,7 mil no Paraguai e 58,5 mil no Uruguai. Com uma reserva de água estimada em 46 mil quilômetros quadrados, a população atual em sua área de ocorrência está em quase 30 milhões de habitantes, dos quais 600 mil só em Ribeirão Preto. Outro problema que pode colocar em risco o abastecimento de água de Ribeirão no médio prazo é a extração exagerada de água do manancial subterrâneo. Se o mesmo ritmo de extração for mantido, o uso da água do Aquífero Guarani pode se tornar inviável nos próximos 50 anos em Ribeirão Preto.
Abrangendo países como Brasil, Paraguai, Uruguai, o Aquífero Guarani é uma das maiores reservas mundiais de água


É urgente uma gestão sustentável para preservar o Aquífero Guarani, riqueza hidromineral do Brasil e da América do Sul

Veios e rios de água subterrânea podem garantir água e chance de vida para o nosso futuro
 

Na edição de amanhã aqui no blog Folha Verde News mais informações sobre o Aquífero Guarani, inclusive conclusões científicas sobre danos a esta extraordinária reserva de água no interior do país e do continente, danos também causados pela crise climática. SOS Aquífero Guarani, chance de vida para o futuro do Brasil e da América do Sul. Inclusive ecologistas do interior encaminharam à audiência pública governamental preparatória para a Rio+20 (conferência mundial da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável no Rio de Janeiro em junho de 2012) sua preocupação sobre esta situação.
Fontes: Instituto CarbonoBrasil
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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

EM LARGA ESCALA GIGANTE DA WEB INVESTE EM ENERGIA SOLAR

 
Google investirá US$ 94 mi em Energia Solar

Investimento ajudará empresa americana a implantar projetos de energia limpa, informam Guilherme Abati e Henrique César Ulbrich, para a agência de notícias Reuters: a  Google anunciou em seu blog que investirá uma cifra que quase chega a nove algarismos em quatro projetos de Energia Solar. A gigante americana tirará 94 milhões de seus cofres para ajudar na construção de projetos da empresa californiana Recurrent Energy. Enquanto isso, um país com extraordinários recursos solares como o Brasil, os investimentos nesta energia limpa são mínimos, o que compromete em termos de Desenvolvimento Sustentável a criação do futuro.


A informação sobre este investimento energético foi passada por Axel Martinez, tesoureiro-assistente da empresa internáutica. Segundo ele, em 2011 a Google já havia financiado a instalação de painéis solares em dez mil residências norte-americanas. O investimento anunciado agora é o primeiro em larga escala – a primeira realmente grande aposta da Google em energia solar nos EUA. Além disso, as ações até então eram para a instalação de geradores autônomos, nos telhados das pessoas, para que elas pudessem não depender da rede pública de energia elétrica. O aporte anunciado será, pelo contrário, para grandes “fazendas de geração” que fornecerão energia para a própria rede pública. O investimento acumulado no ano em energias limpas chega a mais de US$ 915 milhões em todo o mundo e a empresa tem planos de investir ainda mais nos próximos anos. Dos quatro projetos contemplados pela empresa, três estão previstos para serem concluídos em breve, no começo de 2012. O quarto estará finalizado perto do fim do próximo ano.
Os quatro projetos somados têm capacidade para gerar 88 megawatts/hora de energia – o suficiente para suprir uma cidade com mais de 40 mil habitantes, ou aproximadamente 13 mil casas. E parece que o poder público gostou mesmo dessa iniciativa: a prefeitura de Sacramento, na Califórnia, contratou os serviços do consórcio – formado pela Google, pela empresa de investimentos KKR e pela Recurrente Energy, que fornecerá a tecnologia – por 20 anos. Um investimento na ecologia e no futuro da economia...


Fontes: Reuters
             Google
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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

UM NOVO PERIGO PARA NOSSA SAÚDE: VENENO NOS ALIMENTOS

Brasil: a segurança alimentar em risco – a uranificação das áreas agrícolas - você lê aqui o alerta de Norbert Suchanek

Ecologistas e MP precisam ficar de olho na exploração de minas de urânio e fosfato

Agora, além do agrotóxico, um novo veneno na mesa dos consumidores de alimentos

No Brasil, temos vários vilões contra o meio ambiente e seres humanos: A indústia da soja e a indústria nuclear com sua exploração de urânio estão entre os mais poderosos vilões. Este artigo mostra a conexão dessas duas indústrias e como eles ameaçam a segurança alimentar das futuras gerações do Brasil. O artigo começa com o plano dos Governos Lula da Silva e Dilma Rousseff de sextuplicar a produção de urânio e de instalar uma mina de urânio-fosfato no Sertão de Santa Quitéria, no Ceará. Por aqui na macrorregião (em Poços de Caldas, conforme constatou o blog Folha Verde News) já há a instalação de uma mina de urâneio-fosfato, mesmo sem a realização de estudos de impacto ambiental, que teria que ser prévia numa atividade e numa questão de segurança alimentar da maior gravidade. 

"Em 2008, o Conselho de Administração das Indústrias Nucleares do Brasil (INB) aprovou a proposta feita pelo Grupo Galvani para atuar como parceira na exploração da jazida de Santa Quitéria, onde o urânio se encontra consorciado ao fosfato. Galvani ganhou a disputa pelo direito de exploração de fosfato-urânio contra a Vale e a Bunge Brasil. “Objetivamente, (a Galvani) é a que dá maior retorno, maior vantagem às indústrias da INB. É uma empresa com muita experiência na área. Tecnicamente, entende todas as necessidades deste projeto, que não é só a produção de urânio, mas também de fertilizantes”, justificou o Presidente da INB, Alfredo Tranjan Filho. Segundo a INB – que detém o monopólio da mineração e beneficiamento do urânio encontrado em solo brasileiro – a reserva de Itataia tem capacidade de produção por ano de até 240.000 toneladas de fosfato e 1.600 toneladas de urânio – neste caso, o urânio é somente um subproduto da mineração de fosfato. O fato é que Santa Quitéria só é economicamente viável por causa da demanda do agrobusiness por fosfato.
O que é o fosfato?
O fosfato é um fertilizante cada vez mais utilizado na agricultura mundial e no Brasil, especialmente para manter a produção de soja não-transgênica e transgênica. Já desde 2005 – quando foi publicado um alerta na Suíça – sabemos que o uso do fosfato (de origens de rochas sedimentares e rochas ígneas) é um grande perigo para a Humanidade, porque este fosfato está sempre contaminado com urânio. E este urânio se acumula a cada ano no solo, e poderiam contaminar cada vez mais as águas e os alimentos. Com as grandes lavouras industriais por exemplo de soja e dos outros biocombustíveis, estamos na realidade uranificando o solo. Urânio no solo é um risco alto para a segurança alimentar no futuro bem próximo.
Mas por que usamos, no Brasil e no mundo, fosfato (contaminado com urânio) para fertilizar as lavouras e não fosfato biogenético de origem guano? Resposta: guano quase não existe mais, as jazidas de guano já foram esgotadas na segunda metade do Século 20.
Fosfato (puro sem contaminação) é um elemento importante para todos os seres vivos, plantas e animais ou para a Coca Cola. E todo os seres vivos expelem fosfato com os seus excrementos. Fosfato biogenético é simplesmente a acumulação de ‘cocô’ de milhares de aves durante séculos e milhares de anos. Isso é o que se chama guano. Lugares com grandes colonias de aves criaram grandes jazidas de guano, por exemplo, no Chile e na Ilha do Pacífico Nauru.
Hoje, por causa da exploração não sustentável, já por muitos anos este fertilizante “orgânico” é raro e caro! Por isso o Brasil, EUA, União Europeia, Rússia e todos os países com agricultura industrial estão usando fosfato da mineração do subsolo que sempre é contaminado com urânio. “A rocha fosfática é a única fonte de fósforo economicamente viável para a produção de fertilizantes fosfatados e fosfatos para outros fins”, explicou a empresa Bunge Fertilizantes, em 2008. “Cerca de 85% da produção mundial de fosfato vem de rochas sedimentares e o restante (15%) de rochas ígneas. No Brasil mais que 95% vem de rochas ígneas, pela vocação geológica.”
Tecnologicamente, é possível separar o urânio quase 100% do fosfato, mas esta tecnologia é muito cara. Resultado: cada ano os agricultores convencionais jogam, junto com fosfato, o urânio – um elemento pesado, radioativo e altamente tóxico – nas terras de nossas plantações, que significa um grande risco à saúde e à segurança alimentar no futuro para as próximas gerações de toda a Humanidade.
O mundo não pode continuar com este processo de uranificação dos solos
Até agora o Brasil está importando uma grande quantidade deste fosfato do Norte da África e da Rússia, provenientes de suas minerações de fosfato (urânio). No futuro  próximo, o governo brasileiro quer substituir estas importações com fosfato da mina de urânio de Santa Quitéria.
Summa-Sumarum: quem lutar contra soja e contra o uso de fosfato na agricultura convencional, luta automaticamente também contra a desastrosa mineração de urânio-fosfato em Santa Quitéria e em outros países! Importante lembrar que a agricultura tradicional não precisa de fertilizante fosfato e na agricultura orgânica o fertilizante “fosfato mineral”  é normalmente proibido!
Também existe uma outra fonte de fosfato barato e mais ecológico: fosfato extraído de nossos próprios excrementos, concretamente fosfato extraído durante o processo de tratamento de esgoto das cidades. Mas até hoje, o Brasil não está usando esta grande jazida, esta grande riqueza sustentável, este “Pré-Cocô”. Até hoje o Rio de Janeiro está jogando fora a sua riqueza, o esgoto de 11 milhões de pessoas, com emissários submarinos no mar. Então, a minha proposta para a Rio + 20 é: Economia Verde baseada no esgoto. Tratamento de esgoto correto, usar o esgoto como uma jazida de fosfato e deixar o urânio-fosfato em Santa Quitéria no chão. Questão: quem vai ganhar os royalities desta jazida de esgoto, só os cariocas?
Embora a mina em Santa Quitéria ainda não tenha a licença ambiental e o povo brasileiro ainda não ter tido a oportunidade para decidir se quer esta primeira mina de urânio-fosfato do Brasil, o projeto já está produzindo fosfato e lixo radioativo na região de Poços de Caldas, Minas Gerais, onde foi feita a primeira mineração de urânio do Brasil.
Segundo a Empresa Galvani, publicado em agosto de 2011, a planta piloto do projeto Santa Quitéria, instalada em Caldas (MG), iniciou a segunda etapa dos trabalhos de purificação do acido fosfórico por meio da retirada do urânio. “A planta está operando 8 horas por dia, com a meta de alcançar 1.500 horas. Assim, vamos poder otimizar a utilização dos equipamentos e dos solventes empregados, além de identificar e corrigir todos os possíveis problemas que o processo possa apresentar quando implantado industrialmente”, diz Michele Ruiz, engenheira de processos do Grupo Galvani.”O Consórcio Santa Quitéria, formado pela Galvani e pela INB (Indústrias Nucleares do Brasil), iniciou a primeira etapa dos testes com a planta piloto em agosto 2010.”
Até agora o Grupo Galvani está seguro que a mina vá ganhar a licença ambiental do IBAMA, quando chegar a fase de produção: “A partir de reuniões entre INB, responsável pela obtenção das licenças, a Galvani, o Governo do Ceará e o IBAMA, foi estabelecido um termo de referência usado para elaborar o EIA-RIMA, seguindo modelo que atenda aos requisitos tanto em âmbito estadual quanto federal. A previsão é que o projeto Santa Quitéria comece a operar em 2015“, informou o Grupo Galvani recentemente".

Texto de Norbert Suchanek, Correspondente e Jornalista de Ciência e Ecologia, do EcoDebate

Fontes: www.ecodebate.com.br
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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

QUEIJO DA CANASTRA E SAPATO DE FRANCA DESTAQUES NACIONAIS

Calçados made in Franca e o queijo mineiro da Serra da Canastra destacados pelo INPI
 
Queijo Canastra agora tem endereço fixo: instituto responsável concede título de indicação geográfica para sete cidades da Serra, o primeiro passo para um selo que deve certificar a origem de um dos produtos mais famosos do país, o quejo de Minas: outro produto certificado ontem pelo Instituro Nacional de Propriedade Industrial foi o calçado de Franca, cidade que já era famosa como a capital nacional dos sapatos masculinos. A informação foi dada ao Folha Verde News pelo site do jornal Estado de Minas, através de reportagem de Pedro Rocha Franco, na edição de hoje, aqui em nosso blog em primeira mão.
 
O quejio tradicional da Serra da Canastra  reflete também a qualidade do gado e do capim dali

A tradição de qualidade dos sapatos de Franca conta agora com tecnologia atual, como na MacBoot

Certificado do INPI deve favorecer imagem mundial da macrorregião
O Café de Franca (Alta Mogiana) com certeza também será destacado pelo INPI

Produtores de São Roque de Minas e outros seis municípios destacados agora

Charuto é cubano; champanhe é originário do Nordeste da França, e chocolate, sem dúvida, da Suíça. Na rota da tradição geográfica, sete cidades de Minas Gerais acabam de conquistar um título para lá de saboroso: o de produtores exclusivos do queijo artesanal tipo Canastra. O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) concedeu nessa terça-feira o título de indicação geográfica para Piumhí, Vargem Bonita, São Roque de Minas, Medeiros, Bambuí, Tapiraí e Delfinópolis, reconhecendo assim que esses municípios são referência na fabricação do queijo artesanal tipo Canastra e, por consequência, impedindo que produtores de outros cantos se engrandeçam ao apresentar um falsário. De acordo com o INPI, o título restringe a área de produção a certos produtores ou a uma associação e impede que produtos de baixa qualidade sejam associados. O analista de Indicação Geográfica do INPI, Raul Bittencourt Pedreira, avalia que a indicação geográfica é a tradução de quando uma determinada região ganha fama por causa de um produto e o título é o reconhecimento de sua diferenciação. Ele compara o status adquirido pelo queijo Canastra ao Camembert, na França, e diz que uma etiqueta poderá mostrá-lo ao mundo. “É a valorização de um esforço criativo dos agricultores mineiros, que transformaram um produto em referência”, diz Pedreira, que acompanhou de perto o processo de titulação.
O INPI já havia concedido o título para outros 17 produtos no país, sendo originários de Minas o café do Cerrado e da Serra da Mantiqueira e, mais recentemente, as peças artesanais de estanho de São João del-Rei. Nessa terça-feira também entraram na lista os calçados fabricados em Franca, no interior paulista, nordeste do estado, divisa com sudoeste mineiro: a notícia com certeza deverá repercutir bastante na capital dos calçados, de fama nacional e internacional. Outro produto que merece esta aclassificação especial, ainda não concretizada, é o Café de Franca (Alta Mogiana), tipo exportação, da melhor qualidade entre os produzidos no Brasil, que vive uma boa fase no mercado do país e do exterior, segundo fontes da Cocapec. Este destaque do INPI é um avanço para a imagem de toda a macrorregião por aqui no interior SP/MG, uma das fronteiras da criação do futuro Brasil. (Padinha).
 
Fontes: www.em.com.br
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