quinta-feira, 30 de junho de 2011

CINZA DO BAGAÇO DE CANA NO CONCRETO: UM AVANÇO SUSTENTÁVEL


 
Jovem engenheiro de Franca apresenta solução para resíduos de cana no Congresso Internacional de Fortaleza: eles podem ser mixados ao concreto na construção civil

Fernando do Couto Rosa Almeida, que faz pós-graduação em Construção Civil na Universidade de São Carlos (SP), participou do 7º Cinpar (Congresso Internacional sobre Patologia e Reabilitação de Estruturas) em Fortaleza, no Ceará: o título técnico da pesquisa, Avaliação de concreto com adição de cinza do bagaço de cana-de-açúcar por meio da profundidade. Ele se integrou a toda uma equipe, que contava também com Sofia Araújo Lima, Juliana Petermann Moretti, todos também da Federal de São Carlos, como o professor Almir Sales, orientador do trabalho, que obteve sucesso nesta sua primeira avaliação técnica.
Em resumo, o Brasil é o maior produtor mundial de cana-de-açúcar e o principal exportador de seus derivados (açúcar e álcool). Um dos principais resíduos gerados no processo industrial do setor sucroalcooleiro é a cinza do bagaço da cana-de-açúcar (CBC), derivada da queima do bagaço da cana nas caldeiras para a produção de energia elétrica (co-geração). Esse material é geralmente descartado no solo como adubo nas lavouras de cana-de-açúcar, mesmo sendo pobre em nutrientes. Esse artigo se insere no contexto de uma alternativa para aplicação da CBC em matrizes cimentícias de concretos como agregado miúdo. O objetivo principal deste trabalho foi avaliar, de forma qualitativa, a profundidade de carbonatação de concretos que utilizaram CBC em substituição à areia natural, comparando este valor aos obtidos para um concreto referência. As amostras de cinzas foram coletadas em uma usina do Estado de São Paulo, Brasil, e submetidas à caracterização química e física. Foram produzidos concretos utilizando cimentos CP V, CP III e CP II (com teores de
0%, 30% e 50% de CBC em substituição à areia). Primeiramente, foram avaliados a
resistência à compressão e o teor de ar incorporado e, em seguida, a profundidade de
carbonatação natural em idades de 60 e 120 dias, pelo método colorimétrico. Constatou-se uma pequena variação no índice de vazios e na profundidade de carbonatação entre os concretos com e sem CBC, o que pode indicar que a adição deste tipo de cinzas em substituição à areia não causa influência significativa na durabilidade de concretos contendo CBC.

O jovem engenheiro francano Fernando Almeida, ligado à UFSCAR, na apresentação do projeto em Fortaleza

Importante para o meio ambiente e a economia da construção

Dentre os principais resíduos gerados no processo de industrialização da cana-de- çúcar destacam-se a torta de filtro, a vinhaça e o bagaço, sendo a quantidade correspondente deste último de 25% do peso total da cana moída (JENDIROBA, 2006). Apesar de não ser o mais volumoso, o bagaço da cana é um dos mais atrativos devido ao seu poder calorífico, fazendo dele o principal combustível de todo o processamento (CORDEIRO, 2006; SOUZA et al., 2007). Durante a queima do bagaço nas caldeiras das usinas, para co-geração de energia elétrica, gera-se outro resíduo, a cinza do bagaço da cana-de-açúcar. A cada 250 kg de bagaço queimado gera-se cerca de 6 kg de cinza residual (FIESP/CIESP, 2001). O principal destino dessas cinzas é a adubação das próprias lavouras de cana, juntamente com as tortas de filtro e a palha, apesar de ser um material pobre em nutrientes minerais e de difícil degradação. Além de serem aproveitadas no campo como adubação, as cinzas residuais também são, comumente, descartadas na natureza sem um manejo eficiente (FIESP/CIESP, 2001; MANHÃES, 1999).
Sabendo disso, muitos pesquisadores vêm desenvolvendo alternativas para uma disposição mais sustentável deste material, que não seja no ambiente, e também uma maneira de agregar valor ao subproduto (MARTINS & ZANELLA, 2009). A indústria da Construção Civil se mostra com grande potencial para mitigação de resíduos dessa natureza, pois permite a incorporação e encapsulamento destes resíduos em matrizes cimentícias. Em princípio, qualquer cinza, de origem industrial ou vegetal, predominantemente
siliciosa, que possa ser produzida no estado amorfo e com finura adequada, pode ser utilizada como adição mineral (JOHN et al., 2003).
A utilização das cinzas como material pozolânico ou hidráulico requer procedimentos específicos de moagem e queima do bagaço que podem levar à inviabilidade econômica, devido a pouca reatividade da maior parte delas. A homogeneidade na produção das cinzas não pode ser exigida do processo industrial, que raramente possui controle operacional da temperatura de combustão dos resíduos e do tipo de resfriamento das cinzas. Realizados dessa forma, sem controle, esses procedimentos tendem a produzir cinzas sem reatividade hidráulica. Mas isso não inviabiliza, há alternativas de solução e portanto, não é descartado o emprego desse resíduo em matrizes cimentícias,
pois elas podem ser aproveitadas como material não-reativo. Essas cinzas podem ser utilizadas como material de carga e/ou inerte, em substituição aos agregados. A crescente elevação do custo da areia natural abre espaço para a entrada de outros materiais, como os resíduos, sendo esses de custo bem inferior. A cinza do bagaço da cana-de-açúcar tem se mostrado um subproduto viável para aplicação em materiais de construção, desde que sejam observadas suas características intrínsecas, como alto teor de sílica em forma de quartzo, um dos principais elementos presentes na areia natural (CORDEIRO et al., 2008). A presença de matéria orgânica na forma de carbono livre proveniente da combustão incompleta das cinzas requer uma atenção na absorção de água. Por ser um material extremamente fino, a sua aplicação ocasiona um aumento na demanda de água (CORDEIRO, 2006; MACEDO, 2009). Resultados preliminares demonstraram que a substituição parcial de areia por CBC aumentou a resistência à compressão de argamassas, aos 28 dias, para teores entre 20% e 30% (LIMA et al., 2009). Em outro trabalho, a substituição de areia por CBC não alterou as propriedades mecânicas.

Conclusão: um avanço

Observando todos os processos deste trabalho, a gente aqui do blog Folha Verde News pode concluir que estamos diante de um avanço. Há uma vasta bibliografia embasando as conclusões deste trabalho que apresenta uma alternativa mais sustentável, o CBC é mais econômico do que a areia e além do mais, os resíduos de cinza não se adaptam a uma utilização como adubo, passando a ser utilizados no concreto da construção civil ganham também uma importância ambiental. O Brasil ocupa a posição de liderança mundial na produção de cana-de-açúcar e seus derivados (PRÓ-ÁLCOOL, 2009). Segundo dados do CONAB (2011), a safra nacional de cana-de-açúcar no ano de 2010 atingiu o recorde de 624,99 milhões de toneladas, o setor cresce mais ainda agora em 2011,  neste contexto pode-se entender que este tipo de alternativa tem viabilidade total, bom para a economia e para a ecologia, podendo vir a ser a cinza do resíduo do bagaço de cana um conteúdo muito positivo deste agronegócio, ao invés de ser um problema, como ainda é hoje.
(Padinha)

Fonte: http://folhaverdfenews.blogspot.com

ONU PRESSIONA BRASIL PARA ABRIR INFORMAÇÕES SOBRE TORTURA

Organização das Nações Unidas investiga tortura na Ditadura

Representante das Organizações das Nações Unidas está enviando carta ao governo brasileiro exigindo informações sobre casos de censura e de tortura

Jamil Chade fez a reportagem para o jornal O Estado de São Paulo, desde Genebra: a ONU reforçou, agora de forma mais contundente, os pedidos para que o Brasil inicie investigações imediatas sobre a tortura nos anos da ditadura. A organização pede ao País para abandonar sua posição em relação à lei de anistia e também para abrir os arquivos militares. A nova declaração foi feita por Navi Pillay, número 1 da ONU para Direitos Humanos.Em um encontro com a imprensa internacional nesta quinta-feira, 30, a ex-juíza sul-africana e atual alta comissária da ONU para Direitos Humanos, insistiu que o governo tem a obrigação de garantir o "direito à verdade à população". Pillay também confirmou que enviará nos próximos dias uma carta ao governo brasileiro, pedindo a mudança de posição. "Vamos ser rigorosos nisso", afirmou.
A ONU vem fazendo pedidos insistentes ao Brasil para investigação de crimes contra direitos humanos durante a ditadura. Há duas semanas, alegou que a devolução das caixas com informações sobre a existência de pelo menos 242 centros de tortura no Brasil pelo Conselho Mundial de Igreja deve ser aproveitada para rever a posição do Brasil em relação a como lidar com o seu passado. Neste universo, poderá também haver mais informações sobre o processo de censura e os vários casos no país, no mesmo governo ditatorial, que está datado entre 1964 e 1986, em busca da verdade histórica e o resgate da justiça. Isso pode alertar as novas gerações de cidadãos e cidadãs além de estimular a liberdade, o humanitarismo e a criação do futuro de nossa Nação, no passado está também a semente do futuro brasileiro.

O jornalista Vlado Herzog/TV Cultura, um dos casos mais conhecidos de censura, tortura e morte na época

Houve milhares casos de censura e de tortura: sendo esclarecidos diminuem a força desta violência no Brasil


Fontes: www.estadao.com.br
             http://folhaverdenews.blogspot.com


quarta-feira, 29 de junho de 2011

JA EXISTE UM ROTEIRO PARA A SAÍDA OU AFASTAMENTO DE MARINA DO PV


Ela se ausentará da vida do Partido Verde por cerca de dois anos
Resumo da matéria da Agência Estado: - Em reunião com militantes do Movimento Marina Silva, ontem à tarde, em São Paulo, a ex-senadora Marina Silva começou a comunicar a apoiadores e simpatizantes que deve deixar mesmo o PV na semana que vem. Ela ficará à margem de siglas partidárias até 2013, quando será articulada uma nova legenda - destinada a dar sustentação à sua provável candidatura presidencial em 2014. O rompimento teria efeito político e ajudaria a preservar o patrimônio político da ex-senadora, que saiu da eleição presidencial de 2010 em terceiro lugar, com quase 20 milhões de votos. Na prática, porém, não causa danos imediato à atual estrutura do PV: já está acertado que todos os parlamentares eleitos que apoiam Marina devem permanecer ligados à sigla pelo menos até as eleições de 2012. Aqueles que tiverem cacife para disputar cargos de prefeito ou de vereador terão o apoio dela. Até a articulação do novo partido, em 2013, Marina ficará sob o guarda-chuva de um movimento que deverá se chamar Verdes e Cidadania. Ele também abrigará a maior parte do grupo que se filiou com ela ao PV em agosto de 2009. Dele fazem parte os empresários Guilherme Leal, que concorreu ao cargo de vice-presidente, e Ricardo Young. Este último, mesmo disputando um cargo político pela primeira vez, saiu do pleito para o Senado em São Paulo com 4,1 milhões de votos, ficando na quarta posição. Marina viajou para a Alemanha, onde manterá contatos com representantes de partidos verdes europeus. A volta está programada para quarta-feira da semana que vem. A data do evento público no qual será anunciada a saída ou suspensão temporária de atividades no PV deve acontecer na quinta ou sexta-feira da próxima semana.
Um dos líderes do Movimento Marina Silva, Eduardo Van dern Bosch

Marina numa posição alternativa


Resumo da FolhaPress: - De saída ou suspensa temporariamente e por vontade própria do PV, a ex-senadora Marina Silva liberou seus aliados a buscar abrigo até em outras legendasse for o caso. Marina liberou as filiações após ser pressionada por aliados que temiam sair do PV e ficar sem legenda para disputar cargos de prefeito ou vereador no ano que vem. Outros seguidores foram autorizados a permanecer no PV numa espécie de afastamento branco, sem rasgar a carteirinha partidária.
"A orientação é que cada pré-candidato busque abrigo no partido que lhe assegurar espaço na eleição", disse Maurício Brusadin, ex-presidente do PV em São Paulo.
Ontem, Marina se reuniu com integrantes do Movimento Marina Silva, que apoiou sua campanha à Presidência, e prometeu respeitar os acordos que forem fechados em cada Estado. A tendência é que os "marineiros" se dispersem em várias legendas, sem distinção ideológica. Em São Paulo, já houve convite do PPS, que faz oposição ao governo federal. Em Pernambuco, o grupo é ligado ao PSB, que integra a coalizão de Dilma. Marina pretende subir no palanque de prefeitáveis ligados à causa ecológica ou que defendam o Desenvolvimento  Sustentável, a luta que marca a sua trajetória política.
Fonte: http://folhaverdenews.blogspot.com

terça-feira, 28 de junho de 2011

SEGUNDO A VEJA MARINA E OUTROS VERDES VÃO SE DESFILIAR


 Marina e aliados vão mesmo se desfiliar do PV segundo a Veja

 

Repórteres Cristiane Agostine e Lula Marques estão informando que desfiliação deve acontecer na próxima semana com a criação de um movimento chamado "Verdes e Cidadania" (e Fábio  Feldmann já se afastou da política partidária)

 

Acompanhe a seguir a matéria: a causa, como já é conhecida, é a dissidência em relação ao Presidente e parte da Executiva Nacional do PV, os "rebeldes" querem mais democracia, mais ética e cidadania, convenção nacional já. "A ex-senadora Marina Silva e seus aliados devem deixar o PV na próxima semana e se agruparão em um movimento político denominado "Verdes e Cidadania". A desfiliação está prevista para ser anunciada em uma plenária na quarta-feira, dia 06. O grupo ligado à ex-candidata presidencial do partido planeja criar um novo partido só em 2013. A causa, como já é conhecida, é a dissidência em relação ao Presidente e parte da Executiva Nacional do PV, os "rebeldes" querem mais democracia, mais ética e cidadania, convenção nacional já. Na plenária, Marina deve registrar seu desligamento do partido ao lado do grupo que migrou junto com ela para o PV, como os empresários Ricardo Young e Guilherme Leal, o ambientalista João Paulo Capobianco e o ex-deputado Luciano Zica. Também devem deixar a legenda outros militantes de peso como Maurício Brusadin e Fábio Feldman. O deputado federal Alfredo Sirkis (RJ), vice-presidente do PV, disse que pretende deixar a legenda, mas estuda formas jurídicas de não perder seu mandato. Fernando Gabeira, um dos fundadores do PV, pode adiar sua saída para poder disputar a eleição para a Prefeitura do Rio de Janeiro em 2012. "Um grupo sairá junto com Marina. Outro pretende se afastar, mas ainda estuda mecanismos de proteção jurídica para não ser prejudicado e não perder o mandato. Há ainda os que vão disputar 2012 e não podem deixar o partido neste momento", reforçou o deputado Sirkis. "Sou absolutamente solidário com Marina e vou acompanhá-la", disse isso, embora ainda busque uma forma de reestruturar o PV para que ela e seu grupo não precisem se afastar do Partido Verde.
O grupo liderado por Marina marcou uma série de conversas e reuniões até a próxima semana, para preparar o desligamento. A ex-senadora viajou para a Alemanha e deve conversar com o PV internacional sobre os problemas enfrentados em seu partido. Serão consultados intelectuais e integrantes do "Movimento Marina Silva", que apoiou a então candidata presidencial em 2010, até o dia da plenária. "Queremos caracterizar de quem é a responsabilidade por sairmos", disse Sirkis. "Depois, é bola para frente".
O Movimento dos Verdes e Cidadania - nome provisório- tentará se articular nacionalmente e ganhar capilaridade antes de ser transformado em um partido. Segundo Sirkis, entre 20 e 30 deputados, de diferentes partidos, já manifestaram desejo de ingressar na nova legenda a ser criada pelos aliados de Marina, depois das eleições municipais de 2012. "Não haveria tempo hábil para criar o partido para a próxima eleição", comentou o atual dirigente do PV.
O ex-presidente do diretório paulista
, destituído do cargo por ação de Penna, Maurício Brusadin disse que a situação é insustentável. "Penna expurgou todo mundo que era a favor da Marina. Fez isso no Ceará, no Mato Grosso, no Pará e em São Paulo. Ele rodou o Brasil falando que Marina não ajudou o PV nas eleições, que ela não fez com que a bancada na Câmara aumentasse", reclamou Brusadin. "Ele [Penna] transformou o partido em um condomínio pemedebista e quer estar presente em todos os governos. O PV, que sempre esteve na vanguarda, agora está na vanguarda do atraso", atacou.
Procurado, Penna não quis se manifestar. Informou, via assessoria, não ter sido comunicado oficialmente da intenção do grupo de Marina de deixar o PV".

(Cá entre nós, todos estes personagens e mais você também que está lendo agora esta matéria, todos deveríamos participar da reunião online da RedePV como última chance de mudanças e aguardar o resultado deste evento que pode até ter a força de um plebiscito e de um encontro nacional, influindo nas decisões finais de cada um e de todos nós, uima chance a mais para a vida do PV, Padinha, Folha Verde News)

Marina ainda não deu ela mesmo explicitamente sua posição

Maurício Brusadin abriu guerra com Penna

José Luiz Penna poderá mudar seu posicionamento?

Feldmann está optando por uma atuação suprapartidária


Alfredo Sirkis ainda busca consenso PV com Marina
Fernando Gabeira ainda pondera sobre a situação do PV


Fontes: Veja
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 Feldmann se afasta da política partidária e segue como ambientalista


“Hoje, depois de 24 anos de militância exercida também no PSDB, desfilio-me do meu último reduto partidário, o PV; atuarei suprapartidariamente
Cheguei ao Congresso Nacional em 1987, como deputado constituinte pelo PMDB, aos 31 anos. Hoje, após 24 anos de militância exercida também no PSDB, desfilio-me do meu último reduto partidário, o Partido Verde, que imaginei pudesse vir a ser o endereço da inovação e da coragem de mudar a política brasileira para alinhá-la com o futuro, com a luta por um desenvolvimento justo e sustentável. Não posso deixar de reconhecer no presente a energia social e política vivida durante a elaboração da Constituição de 88, quando o país reencontrou-se com a democracia por meio de um novo pacto político.
Foi um marco insuperável, porque dava enorme esperança -talvez um tanto irrealista- de que a política, a partir dali, disporia de seus recém-conquistados instrumentos para ser o lócus da construção de um país aberto ao clamor por valorização da diversidade, combate aos preconceitos e desigualdades, participação social no processo de tomada de decisões e concretização de propostas econômicas, políticas e sociais que então emergiam do novo conhecimento sobre as consequências da degradação ambiental no planeta.
A sociedade brasileira compreendeu progressivamente a transição histórica que já se anunciava naquela época. Mas o sistema político, não. Demos passos importantes:
estabilidade econômica e política, liberdade de manifestação, ampliação dos direitos sociais e reconhecimento de novos direitos, entre os quais o de um meio ambiente sadio para as presentes e as futuras gerações.
Estive na linha de frente da elaboração de parte da legislação brasileira: artigo 225 da Constituição Federal, Lei da Mata Atlântica, Política Nacional de Educação Ambiental, Política Nacional de Recursos Hídricos, Lei de Acesso à Informação, Lei de Defesa da Concorrência, Política Nacional de Resíduos Sólidos. Participei de um período em que a política partidária estava associada a conteúdo e a causas tangíveis nas suas propostas.
Mesmo sem mandato legislativo, continuei a atuar em instâncias públicas importantes, como o Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, a Rio+10, o Fórum Paulista de Mudanças Climáticas Globais e de Biodiversidade, e na elaboração de diversas legislações, como a Política Estadual de Mudanças Climáticas.
Ao mesmo tempo, assisti ao gradual descolamento do sistema partidário da sociedade, transformando-se em espaço prioritário de conquista e manutenção de poder, de administração de butins eleitorais, ao largo das demandas, dos sonhos e da criatividade que vêm da sociedade. Ou seja, os partidos estão parados, fechados e deslocados dos temas que hoje entendo como os mais importantes para a sociedade.
Sempre procurei ser uma ponte para a intervenção da sociedade civil com os governos e Parlamentos, por acreditar que qualquer coisa que se faça à revelia dela não é consistente nem legítima. É por onde pretendo prosseguir.
Colaborar para desobstruir o caminho de uma agenda para o século 21, que liberte o país das visões ultrapassadas pelos fatos e pelas novas configurações sociais. Não desisti da política.
Quero atuar suprapartidariamente com os novos movimentos, que buscam cidadania planetária e discussão mais profunda sobre as alternativas do Brasil e do planeta.
Continuo na estrada, mas desço definitivamente do ônibus do sistema partidário. Que, aliás, está parado à beira do caminho, quebrado, vazando óleo, com os pneus carecas, poluindo o ar. E seus dirigentes não percebem que, cada vez mais, os passageiros descem e se juntam numa caminhada, à sua revelia".

Fábio Feldmann, 56, é ambientalista, foi deputado federal por três mandatos e candidato a governador do Estado de São Paulo pelo PV, foi também o redator do Capítulo do Meio Ambiente da Constituição Brasileira (1988), sendo um pacifista, crítico de primeira hora da Usina Nuclear de Angra dos Reis


Fontes: folha.com
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segunda-feira, 27 de junho de 2011

PV FARÁ ESPÉCIE DE ENCONTRO NACIONAL ONLINE

1ª Reunião Online para discutir crise no Partido Verde e buscar solução

'Transição Democrática: 1ª Reunião Online para discutir a crise no Partido Verde'

Reuniões online para debater a crise no Partido Verde e novas formas de Representação Social  
   Nesta quarta-feira, 29 de junho a partir de 20h
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Uma reciclagem estrutural para avançar o PV avançará também as lutas verdes no Congresso a bem da Nação
 
 
Eu estarei nessa, assim como - espero - centenas e milhares de Verdes de todas as regiões do país, aqui em rede. Superimportante realizarmos este diálogo nacional , creio terá a força de um Plebiscito para uma decisão coletiva sobre o PV diante desta situação com Marina Silva e da democratização da estrutura. Creio que um Plebiscito via online como esta iniciativa da Transição Democrática/RedePV ainda que virtual será como se realizado com hora, local e dia marcados com antecedência de uma semana, para mobilizar Verdes de todas as regiões brasileiras. Enfim, esta reunião verde online pode vir a ser na prática um encontro nacional, com força até de uma convenção ou pelo menos, pré-convenção. Poderá legitimar mudanças no PV, mostrar de vez para a executiva nacional a tendência do coletivo verde, reiniciar o processo, assim como se faz com um computador, quando cai o sinal. Temos que reiniciar. Diálogo aberto, público, ao vivo ou online (mais rápido) é plebiscitário e resultará num encontro nacional espontâneo, para todas as tendências, iniciando uma reciclagem no PV, para que ele avance: temos que fazer com que o PV comece a se tornar a partir deste evento on line, de fato e de direito, um instrumento político para juntos com o movimento socioambiental e com outros setores da população, que sintonizam esta luta, avançarmos a Nação via o desenvolvimento sustentável e todas as lutas verdes que estão em pauta no momento nacional e precisam mais do que sempre dos Verdes de verdade. Depois deste encontro on line espero que em toda a mídia possa sair uma manchete tipo PV com Marina em busca de um avanço nacional

Goleada do Timão, Marta e companhia na Alemanha, Brasil de Mano

Corinthians goleia São Paulo e exalta Mundial sub17 vencido pela garotada na Espanha

Até a Fifa destacou a vitória por 5 a 0 do Corinthians sobre o São Paulo em um resumo da sexta rodada do Campeonato Brasileiro publicado em seu site oficial. Com o título "goleada, olé e festa no Pacaembu", a entidade lembrou que o time tricolor havia feito história com cinco vitórias seguidas e apenas um gol sofrido no torneio até então, mas não foi capaz de segurar um bem organizado e muito inspirado rival. Os torcedores sãopaulinos, vítimas de gozação também por causa da comparação da equipe com a Parada Gay que aconteceu também no domingo na capital paulista, a desculpa foram os desfalques - Lucas, Casemiro, Rhodolfo e Rodrigo Souto, entre outros -, além da a expulsão de Carlinhos Paraíba no final do primeiro tempo. Com um a mais, o Corinthians "deslanchou" na etapa final com os cinco gols e, aos gritos de olé da torcida alvinegra, provocou o arquirrival, que havia feito a maior festa no Paulistão (1 x 0, centésimo gol de Rogério Ceni, que ontem, para maior tristeza dos tricolores, levou ainda um frango em churte venenoso de Jorge Henrique).Do lado corinthiano, muitos elogios para o comando tático de Tite, as excelentes atuaçõesde Danilo e de Liedson, bem como o equilíbrio ou o entrosamento do atual Timão, que está em segundo no Brasileirão, mas a apenas 2 pontos do líder e com um jogo a menos que a maioria dos times. A mídia fala mais das falhas de Capergiani (que deixou Rivaldo outra vez no banco) do que dos méritos do Corinthians, inegáveis, show de bola, aquecendo o frio do domingo no Pacaembu lotado e com imprensa de todo o país.

O experiente Danilo comandou o Timão na goleada contra seu ex-time

Liedson voltou a marcar 3 gols num jogo mas divide méritos com equipe

Gabriela teria sido injustiçada na Seleção Feminina?...

Com justiça garotos campeões do Mundial Sub17 homenageados no Pacaembu lotado

Marta, a estrela brasileira no Mundial feminino

A garotada vibra de novo com o futebol...








































...por causa do talento de toda a Geração Neymar

 
 
Outros destaques do futebol agora

A Seleção Brasileira, do técnico Mano Menezes, treina na Argentina para a Copa América e será bem ofensiva (terá Ganso, Neymar, Pato, Robinho...) mas tendo um sistema dorte de marcação, a estréia é domingo diante da Venezuela. O adversário mais perigoso será o Paraguai na segunda partida.
Brasil x Austrália será a estréia do Brasil no Mundial Feminino que está acontecendo na Alemanha: este jogo será na quarta-feira às 13h (horário brasileiro) e terá transmissão pelo Sportv. Ontem, francesas e alemãs estrearam vencendo respectivamente nigerianas e canadenses. Outro destaque na mídia, além da craque Marta, foi a dispensa da armadora Gabriela Zanotti (meia de muito talento) junto com outras quatro atletas, inclusive Andréa Rosa. A justificativa do técnico Kleiton Lima é que Gabriela teve fratura por estress na tíbia nas duas pernas em cerca de 6 meses e não está em rítmo de competição, mas há controvérsias.
No Mundial Sub17 entre seleções, o Brasil terminou a primeira fase em primeiro no seu grupo, após empatar dramaticamente em 3 x 3 com a Costa do Marfim no último minuto (novamente gol do meia Adrian, do Flamengo), mas na competição quem brilha mais é o garoto africano Souleymane Coulibay (artilheiro disparado), da mesma Costa do Marfim. Selecionado brasileiro pega já pelas oitavas de final na quarta-feira a Seleção do Equador.
Porém, campeões do Mundial Sub17, mas entre clubes, os garotos do Corinthians foram homenageados ontem no Pacaembu (dia de gala, com os 5 a 0 em cima do São Paulo): a garotada do Timão venceu o Torneio da Fifa na Espanha invicta e na final derrotou o Barcelona de virada por 2 X 1: erradamente, grande parte da grande mídia (ao contrário do nosso blog) não destacou esta conquista, mas ela já entrou para a história do futebol do Brasil, o país da bola.  (Padinha)

Fontes: Terra
             www.gazetaesportiva.net
             http://folhaverdenews.blogspot.com

domingo, 26 de junho de 2011

A MÍDIA JÁ FALA NA SAÍDA DE MARINA MAS AINDA HÁ ESPERANÇA

Uma Primavera Verde ao invés de um caos do PV?



Não é o caso de dizer que a esperança é a última que morre, porém, reafirmar que ela é verde Muitos com quem tenho tido contato nestes dias também pensam assim. Eu pessoalmente ainda acredito que todos os Verdes deveríamos agora nos unir em torno da realização de um Plebiscito sobre a estrutura do PV e para agilizar, talvez simultâneo a um encontro nacional público e aberto a todos de quaisquer tendências e opiniões: ainda dá tempo ded evitarmo a loucura de um caos. Neste encontro, poderíamos chegar a um consenso sobre o rumo de todos nós, isso teria a legitimidade e a força de uma Convenção Nacional. A Fundação Verde Herbert Daniel, por exemplo (ou uma entidade neutra tipo a OAB), poderia promover este encontro, isso pode mobilizar filiados e lideranças de todas as regiões do Brasil, um dia de decisão em São Paulo, no Rio ou em BH, onde der, é só marcar o dia, a hora e o local que os Verdes de verdade estarão lá. Algo assim interromperá o vácuo do Partido Verde neste momento decisivo da Nação com vários desafios socioambientais urgentes (Código Florestal, Belo Monte e outras megausinas, Energia Eólica e Solar, o problema cada vez mais grave dos alimentos transgênicos, Reforma Política, diminuição da violência no dia a dia do país). E mais uma pergunta: a quem interessa esta crise do PV senão aos que lutam contra a ecologia ou a favor da velha política cartorial que trava o Desenvolvimeto Sustentável brasileiro? A esperança está no silêncio de Marina e no que resta desta cor no Partido Verde. (Padinha)
 
Entre a tristeza e/ou o stress...

...muitos ainda esperam um recomeço...

...em vez do caos do PV um refortalecimento de nossas lutas
 
Daiene Cardoso, repórter do jornal O Estado de São Paulo, já dá como certa a saída de Marina Silva do PV, embora ela pessoalmente não tenha falado isso, como observou o ecologista Padinha. Adversários e assessores falam nisso, a mídia reproduz, mas há ainda os que acreditam que esta possibilidade de sair seja uma tática para mover o Partido Verde para  um avanço ao futuro da política, mas próxima da cidadania e mais longe dos poderes cartoriais. Terça-feira será a data em São Paulo da decisão deste impasse, 28 de junho, Dia D. Confira a matéria do Estadão a seguir, para esta matéria não sei que título dar):

(Tristeza, fim de ciclo, recomeço, dissidência, transição,apocalípse, loucura de um caos?)...

Dois anos após trocar o PT pelo PV, a ex-senadora Marina Silva deve anunciar na próxima terça-feira, 28, sua saída do Partido Verde. Desgastada pelas divergências com a executiva nacional do PV, ex-presidenciável deve formalizar sua decisão em São Paulo, após reunião com o Movimento Marina Silva, grupo apartidário que atuou na campanha presidencial da ex-senadora no ano passado.
Marina deve falar em nome de um grupo de aliados, entre eles o ex-presidente do diretório estadual do PV-SP, Maurício Brusadin, o ex-coordenador da campanha presidencial do PV, João Paulo Capobianco, o ex-candidato ao Senado por São Paulo, Ricardo Young, e o empresário Guilherme Leal, que foi seu vice na chapa presidencial. Os aliados da ex-senadora devem retomar o Movimento Brasil Sustentável, de onde pretendem fazer a articulação política para 2014. O objetivo não é fundar um partido para disputar as eleições em 2012 - uma vez que não há tempo hábil para disputar a eleição municipal do próximo ano -, mas fazer com que o Movimento tenha potencial para se tornar um novo partido.
Segundo aliados próximos, Marina e seu grupo tomaram a decisão nesta semana, antes de sua viagem para a Espanha, onde proferiu palestra. Nos últimos dias, a ex-senadora tem feito reuniões com seus colaboradores e pretende se reunir com todos os segmentos sociais que apoiaram sua campanha para explicar sua saída do PV. "Queremos que as pessoas entendam. Isso tem que ficar claro para todos", justificou Brusadin.
O grupo de Marina Silva tem batido de frente com o grupo do presidente da legenda, o deputado federal José Luiz Penna (SP), sobre a realização de mudanças internas, entre elas a democratização dos diretórios do PV. "Eu já estou convencido que no PV não dá mais", desabafou Brusadin, ao lado de Luciano Zica.. "Eu já tomei minha decisão. Espero sair junto com ela", afirmou. De acordo com Zica e Brusadin, as conversas dos últimos dias com os apoiadores têm sido fundamentais para a ex-senadora avaliar a dimensão política da sua decisão. "Essa semana ela completa o ciclo", avisou Maurício Brusadin.

Fontes: www.estadao.com.br
              http://folhaverdenews.blogspot.com

sexta-feira, 24 de junho de 2011

PONTOS DO CÓDIGO FLORESTAL QUESTIONADOS PELO PV


Os principais pontos da proposta de Aldo Rebelo aprovada na Câmara e questionada pelos ambientalistas: a discussão continua nos próximos dias no Senado, prepare o seu coração...

No artigo 3º, inciso III, foi alterada a redação estendendo o regime de pouso (descanso que se dá a uma terra cultivada, interrompendo-lhe a cultura por um ou mais anos) para todas as propriedades e não só para a pequena propriedade ou posse rural família, tal dispositivo, sem uma regra de temporalidade, amplia demasiadamente o uso da área rural consolidada, podendo permitir uso inadequado das mesmas. As áreas em franca recuperação na Mata Atlântica, por exemplo, importantes para a conservação da biodiversidade, seriam consideradas como consolidadas, e portanto disponíveis para uso agropastoril. Por sua vez, as áreas degradadas, principalmente na Amazônia, que somam milhões de hectares, mesmo as com vocação florestal, também estariam, sed oprevalecer o relatório rualista, irremediavelmente condenadas, embora possam vir a ser recuperadas a bem do ecodesenvolvimento da Nação.

A mobilização de vários setores da população também pressiona o Senado

O agronegócio pode conciliar ecologia e economia rural...

Maurício Brusadin diz que os Verdes precisamos conciliar também a luta interna e a externa do PV, ajudando assim a solução dos problemas do país

Neste mesmo artigo, tanto as veredas como os manguezais, berçário natural, não foram incluídas como Áreas de Preservação Permanente, um equívoco em termos da efetiva proteção ambiental, face à importância biológica destes ecossistemas. Assim a ocupação desordenada destes espaços será facilitada. 
No âmbito do artigo 8º, é prevista a utilização das APPs, nos casos de utilidade pública, interesse social e baixo impacto ambiental, conforme regulamento do Poder Executivo Federal. Todavia este artigo foi alterado, haja vista a aprovação da Emenda nº 164, estendendo as hipóteses de utilização das APPs, nos casos de ecoturismo, turismo rural, bem como nas atividades agrossilvipastoris, o que certamente aumentará o desmatamento e a ocupação que antes era irregular, passaria a ser regularizada.
Ao possibilitar a utilização de mangue em hipóteses antes não permitidas, incentiva a ocupação desordenada desse frágil e importante ecossistema, com vistas à sua futura regularização.
Uma vez que a Emenda não cita qual órgão dará a autorização para supressão em APP, em tese, quaisquer órgãos integrantes das três esferas do SISNAMA poderá fazê-lo, o que não é recomendável, pois que sabidamente a grande maioria dos municípios não conta com estrutura técnica e material adequada a este fim.
Por sua vez, os artigos 10 e 12 permitem as atividades de pastoreio extensivo e atividades agrossilvipastoris em topos de morros e encostas ocupadas até 2008, o que, certamente, agravará os impactos negativos oriundos da má conservação do solo, notadamente, na forma de erosões. As regenerações naturais, destas áreas, também ficarão prejudicadas, em razão do pisoteio do gado.
No seu artigo 13, temos, na prática a isenção da recuperação da reserva legal, para todos os proprietários com até 4 (quatro) módulos fiscais, independentemente da adesão aos programas de regularização ambiental. O artigo 38 e seus dispositivos flexibilizam demasiadamente as formas de compensação da Reserva Legal, permitindo que a mesma possa ocorrer em outra região, num prazo de até 20 (vinte) anos e com utilização de espécies exóticas em até 50% (cinquenta por cento) da área. Desta forma, incentivam, descaradamente, novos desmatamentos.
No âmbito do artigo 58, temos outro convite explicito a novos desmatamentos, uma vez que, o embargo das atividades lesivas ao meio ambiente, que hoje é obrigatório, passa a ser optativo.Ao se adotar a data de 22 de julho de 2008, para aferição de várias condutas ilegais ou irregulares, por parte dos proprietários ou possuidores de terras, a proposta incentiva novas infrações. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE mostram que a Amazônia perdeu 593 Km² em março e abril, antes mesmo da aprovação da Emenda 186.
 
Fontes
Assessoria de Imprensa do Partido Verde, Câmara Federal
            www.pvsp.org.br
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MARTA NO MUNDIAL DA ALEMANHA E NO DISCURSO DE DILMA


Seleção feminina busca seu primeiro grande título




Todos esperam que Marta marque muitos gols e abrace todo o Brasil
Marta e suas companheiras têm uma missão bastante complicada na Alemanha a partir deste próximo domingo, 26 de junho. Jogando na casa de um de seus maiores rivais, a Seleção Brasileira de fut-feminino tentará conquistar o título ainda inédito da Copa do Mundo e, ao mesmo tempo, evitar que as anfitriãs cheguem ao tricampeonato da competição oficial da FIFA. Enquanto isso, no Brasil e em Brasília, algo que até já virou charge, um parlamentar na tribuna do Congresso, admirador da Presidenta Dilma Rousseff, comparou o Mundial de 2011 com a Eleição de 2014 e das duas guerreiras, falando sobre o predomínio cada vez mais crescente das mulheres no esporte e na política...
Na última participação da equipe verde-amarela no Mundial da China, em 2007, as meninas do Brasil terminaram com a medalha de prata depois de perderem por 2 a 0 para as alemãs, apesar de uma atuação quase impecável das brasileiras no jogo final, que rendeu a elas mais aplausos do que as próprias campeãs da competição. Um ano depois, a Seleção voltou ao mesmo país para disputar os Jogos Olímpicos de Pequim e se vingou da Alemanha nas semifinais, quando aplicou uma goleada por 4 a 1, de virada. No entanto, o algoz das brasileiras dessa vez foi a seleção dos Estados Unidos, que acabou derrotando a equipe verde-amarela na decisão e as meninas do Brasil, de novo, ficaram com a prata. Nos últimos sete anos, a seleção bateu na trave por três vezes nas principais competições internacionais de futebol feminino. Tudo começou com o feito histórico em 2004, quando chegaram desacreditadas à Olimpíada de Atenas e conquistaram a medalha de prata, perdendo a final para os Estados Unidos. Depois, em 2007, as brasileiras venceram as americanas na semifinal, mas não resistiram às alemãs na decisão e ficaram de novo com o vice. No ano seguinte, mais uma derrota na final, e mais uma medalha de prata. Cansadas de ficar sempre no ‘quase’, Marta e suas companheiras querem surpreender na Alemanha e conquistar o ouro inédito na casa das atuais bicampeãs, a Seleção da Alemanha. “Está mais do que na hora de conseguirmos esse título”, disse a jogadora eleita cinco vezes a melhor do mundo, à revista ESPN do mês de junho.
A maior dificuldade das brasileiras nesse período preparatório para a Copa do Mundo foi a falta de jogos contra equipes de maior expressão no futebol feminino. Desde o término da Olimpíada de Pequim, a seleção disputou três competições oficiais: duas edições do Torneio Internacional da Cidade de São Paulo (campeã em 2009 e vice em 2010) e o Campeonato Sul-Americano (campeã em 2010), que é classificatório para a Copa do Mundo.
Dessas competições oficiais disputadas nos últimos dois anos, todas elas foram diante de equipes sul-americanas – exceção feita às duas particas contra a seleção canadense na última edição do Torneio Internacional da Cidade de São Paulo. Assim, a seleção chega a Alemanha sem ter passado por grandes testes desde a decisão da Olimpíada, em 2008, contra os Estados Unidos. Além dos campeonatos, a seleção se preparou para a disputa desse Mundial fazendo dois amistosos nos últimos meses em Alagoas. Elas viajam para a Alemanha hoje, nesta sexta-feira, dia 24 e estrearão na competição no dia 29, quarta-feira, contra o selecionado da Austrália. Também em busca da afirmação definitiva do futebol feminino no Brasil, onde tem muitas garotas de talento para a arte da bola mas pouca estrutura para a profissionalização deste esporte. Esta história poderá mudar no Brasil (o país do futebol) a partir agora de julho na Alemanha. (Padinha)

Fontes: www.estadao.com.br
                ESPN.com.br
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quinta-feira, 23 de junho de 2011

E AGORA, MARINA?...E AGORA, PV?

Maurício Brusadin nos envia de São Paulo este comentário publicado na Folha de São Paulo


E agora, Marina?
 "O casamento entre Marina Silva e o PV está por um triz. No fim de semana, ela se reuniu em São Paulo com lideranças da ala "marineira" do partido. Deixou o encontro, segundo relatos, "disposta a sair". Estaria "desgastada, aborrecida e sobretudo descrente" de que as coisas lá dentro possam mudar para melhor.
Há mais de uma década o PV está sob o comando de José Luiz Penna, deputado federal por São Paulo. Apesar da marca, os verdes são um partido convencional, associado ao poder em quase todos os lugares, com todos os vícios e pecados fisiológicos da política brasileira.
Marina e seu grupo imaginaram que poderiam oxigenar o partido, aproximando-o da mensagem da candidata que recebeu quase 20 milhões de votos. Trombaram de frente com a nomenclatura verde -representada por uma Executiva Nacional balofa, onde 58 membros mantêm interesses enraizados.
Há ainda quem defenda, entre os "marineiros", que ela deve brigar dentro do PV e lá permanecer, mesmo como "dissidente", até pelo menos as eleições municipais. Não parece ser a disposição dela própria.
Marina, de qualquer forma, é uma política de combustão lenta. Pondera muito antes de tomar decisões. Saindo, deve levar junto figuras como Fernando Gabeira, João Paulo Capobianco, Alfredo Sirkis e Aspásia Camargo, entre outros.
Está descartada, de qualquer forma, a criação de um novo partido da "causa ecológica", como se cogitou. Primeiro, porque não haveria como viabilizá-lo em tempo hábil para concorrer em 2012. Segundo, porque Marina já está identificada com o ambientalismo e precisa agregar outras bandeiras à sua persona política -e não se isolar entre ongueiros e os povos da floresta.
Sem partido, Marina teria fôlego e instrumentos para "mobilizar a sociedade" em torno de ideias? Ou sumiria, moída pelas engrenagens da política profissional? É difícil discernir, no caso dela, entre utopia, ingenuidade e messianismo". (Fernando de Barros e Silva, no jornal Folha de São Paulo)
O Brasil agora está de olho no PV: ele se deixará vencer por seus limites e prejudicará lutas verdes no país?

Marina Silva olha também para o futuro do movimento socioambiental, dentro ou fora do PV

Fontes: folha.com
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Meninos da Vila ganham a Copa Libertadores de 2011 como guerreiros

Geração Neymar se consagra com a vitória sobre o Peñarol e o título da Libertadores

Menino vira guerreiro e faz o primeiro gol do título continental do Santos
De repente, os Meninos da Vila cresceram, Neymar por exemplo, que começou a jogar pelo Santos FC aos 11 anos, atinge a maioridade com  um bom futebol dentro de campo e muito marketing fora dele, Ganso é mais discreto e joga muito, Danilo carrega o piano e tem flashes de craque como no segundo gol santista na vitória por 2 X 1 diante do Peñarol do Uruguai, no Pacaembu, em São Paulo. Leo vale pela maior experiência, Arouca é um outro grande destaque mas a defesa Santos continua sempre cometendo vacilos e é o ponto mais fraco da equipe. Agora, ela vai encarar no final do ano o supercampeão Barcelona (de Messi e companhia) no torneio do Mundial interclubes e se não superar as suas deficiências de marcação não conseguirá vencer este que será o maior desafio da Geração Neymar. São jogadores bons de bola mas o time tem defeitos e Muricy Ramalho precisa enxergar em tempo. Os meninos viraram Guerreiros da Vila, tudo bem, mas foi muito negativo para o futebol brasileiro e sulamericano a briga entre jogadores e torcedores do time de Santos e de Montevidéu. Os uruguaios não souberam perder e os santistas ainda precisam evoluir e saber  vencer os seus limites para se consagrarem como atletas. Isso também vale para Neymar, para se consagrar como atleta, precisa provar que cresceu também como ser humano. (Padinha)

Agora, todos esperam o desafio Messi x Neymar, Barcelona x  Santos pelo Mundial de clubes



Fontes: folha.com
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quarta-feira, 22 de junho de 2011

Marina Silva divulga nota da CNBB sobre o Código Florestal

  Católicos devem fazer abaixoassinados em todo o país

No último dia 17, em Brasília, o Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nota sobre o novo Código Florestal brasileiro, que está em trâmite no Senado, e sobre a crescente violência contra pequenos agricultores e assentados no norte do país.
Leia aqui a nota sobre o Código Florestal e a sobre os atos de violência na região Amazônica.
Código Florestal
“Não temos o direito de subordinar a agenda ambiental à agenda econômica”, afirmaram os bispos na nota sobre o Código Florestal.
O secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, manifestou a preocupação da Igreja com os impactos e as consequências do novo Código Florestal, que atingirão diretamente as pessoas e o meio ambiente, podendo decidir o futuro, não apenas dos brasileiros, mas da humanidade como um todo. “Sem um cuidado real com a natureza, com as florestas e com as águas nós não teremos futuro. E nós, da CNBB, estamos preocupados com essa relação”, disse o secretário.

Marina lidera um movimento socioambiental que mobiliza também pessoas de variadas religiões e tendências

Dom Leonardo destacou ainda a criação de um Fórum, organizado por entidades da sociedade civil, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Agência Brasileira de Imprensa (ABI) e a própria CNBB dentre outras entidades, para participar diretamente da reformulação do Código Florestal no Senado, levantando questionamento e debatendo alternativas.
“Todos sabem que há a intenção da sociedade civil em criar um Fórum para acompanhar a discussão no Senado. Esse Fórum está disposto a criar um abaixo-assinado para pressionar o governo a vetar pontos que especialistas em meio ambiente afirmam serem perigosos, como a flexibilização da lei que altera o regramento das Áreas de Preservação Permanente (APPs) e a anistia das multas e penalidades pelas ocupações e desmatamentos em áreas de agropecuária e de alta relevância ambiental. Como Igreja, incentivaremos os fiéis a aderirem a esse abaixo-assinado, pois o novo código florestal não pode faltar com o equilíbrio entre justiça social, economia e ecologia”, disse dom Leonardo, lembrando a atuação da Igreja em outros abaixo-assinados, como o da criação da chamada Lei da Ficha Limpa, que recolheu mais de um milhão de assinaturas em todo o Brasil.
O Conselho Permanente deliberou que a Presidência da CNBB crie uma Comissão, formada por bispos e especialistas, para acompanhar toda a discussão do Código no Senado. O secretário defendeu a participação da Igreja no debate e a necessidade de fazer pressão sobre o Senado. Dom Leonardo lembrou, ainda, que os cientistas não foram chamados ao debate.
Sobre o abaixo-assinado, o presidente, cardeal Raymundo Damasceno, explicou que “cada diocese, cada paróquia mobilizará seus fiéis, à sua maneira, para recolher as assinaturas”.
Violência no norte
Sobre a violência na região Amazônica, que nos últimos meses vitimou vários trabalhadores rurais, pequenos camponeses e lideranças de assentamentos, o presidente da CNBB disse que o governo brasileiro deve tomar todas as medidas cabíveis para evitar os confrontos que estão ocorrendo e proteger as pessoas que estão “marcas para morrer”.
“O Governo deve intervir para que essas mortes, que ocorrem principalmente na região Amazônica, cessem. Não é possível que ainda haja lista de ‘marcados para morrer’. É claro que o Governo Federal já tomou algumas iniciativas, como o envio da Força de Segurança Nacional, mas essas medidas devem ser tomadas preventivamente, antecipadas ao fato, e não após a tragédia acontecer”, destacou dom Damasceno, lembrando o assassinato do casal de ambientalistas no Pará e de agricultores em Rondônia.
Dom Damasceno ressaltou que a nota divulgada pela CNBB, sobre a violência no norte, serve para chamar a atenção do Governo e é um alerta para evitar mais mortes na região. “É uma situação dolorosa para as família, em primeiro lugar, e para a Igreja, defensora da vida, que não tem preço”.

Fontes: site da CNBB
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MAIS UM EFEITO COLATERAL DAS MEGAUSINAS HIDRELÉTRICAS

Sina de Belo Monte: desmate cresce na região

O município de Altamira, no Pará, para onde está projetada a construção da hidrelétrica de Belo Monte, foi o campeão de desmatamento na Amazônia em maio. Os dados são da ONG Imazon e podem refletir uma pressão sobre a floresta devido à expectativa de construção da usina, que recebeu licença de instalação no começo deste mês, embora haja posicionamento contrário do MPF, da OAB, do movimento socioambiental, de cientistas, dos indígenas do Xingu, do Cimi e até de setores da OEA.
O SAD, sistema de monitoramento de desmatamento via satélite desenvolvido pelo Imazon, detectou um crescimento da devastação amazônica de 72% no mês passado em relação a maio de 2010. Em toda a região foram perdidos 165 quilômetros quadrados de floresta.
Houve, porém, queda em relação a abril, quando o corte raso sofreu uma explosão de 362% e chegou a quase 300 quilômetros quadrados.
Altamira desmatou sozinha 22 quilômetros quadrados no mês. Segundo Adalberto Veríssimo, pesquisador do Imazon, a expectativa da construção de Belo Monte é o fator que melhor explica o dado.
“O desmatamento está concentrado perto da sede, e não em outras regiões do município”, afirmou. Altamira é o maior município do mundo em área.
Em segundo lugar na lista de desmatadores do mês de maio está Porto Velho, que também abriga mega-hidrelétricas (Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira).

Energias como a Solar e a Eólica não desequilibram o meio social e ambiental


O Inpe divulga nesta quarta-feira (22) as estatísticas de desmatamento do sistema Deter, que usa imagens dos mesmos satélites que o sistema do Imazon, mas um processamento diferente. Os dados podem mostrar queda no desmatamento em maio?
Segundo Veríssimo, é cedo para comparar as tendências entre os dois sistemas, porque as metodologias são diferentes e a cobertura de nuvens na Amazônia ainda está alta – foi de 47% em maio. “Mas acho que vamos terminar o ano [os dados são coletados de agosto a julho] com tendência de alta, mais perto de 8.000 quilômetros quadrados do que dos 6.000 do ano passado”, disse o pesquisado, preocupado com estes dados.

Fontes: www.ambientebrasil.com.br
             Cláudio Ângelo/ Folha.com
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