quinta-feira, 31 de março de 2011

Usinas nucleares no Brasil causam polêmica, audiências e temor

Greenpeace defende paralisação do programa nuclear brasileiro, autoridades de Angra dos Reis dizem que município não suportará eventuais acidentes ou vazamentos, em audiência pública é criticado o esbanjamento de dinheiro governamental nas usinas, mas mesmo com todos estes problemas há ainda os que defendem a energia nuclear no Brasil, que possui alternativas mais econômicas e mais ecológicas para resolver a questão energética do país: confira as matérias


O Greenpeace, entidade ambientalista que milita na defesa do meio ambiente aqui e em todo o planeta, reafirmou que é contra as usinas nucleares brasileiras: o coordenador da campanha de energias renováveis da ONG, Ricardo Baitelo, disse à Agência Brasil que, após a tragédia no Japão, “mais do que nunca é o momento certo para rever todos os padrões de segurança das usinas ao redor do mundo”. Ele participou de audiência na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) sobre segurança no complexo nuclear de Angra dos Reis. “Nós precisamos paralisar o programa nuclear brasileiro. Acreditamos não só na paralisação momentânea, mas também que a construção de Angra 3 não é necessária para a matriz energética brasileira”. Enfatizou que o país possui opções mais baratas, mais limpas e mais seguras de geração de energia, que podem ser construídas mais rapidamente, para atender à demanda crescente.



No paraiso de Angra o inferno dos riscos nucleares

No Japão se teme por explosões que levarão o desastre à uma maior tragédia ainda
Ricardo Baitelo reconheceu que, tecnologicamente, há diferenças entre as usinas nucleares brasileiras e as de Fukushima, no Japão, atingidas pelo violento terremoto seguido de tsunami no último dia 11. “No caso de Angra, a gente não tem um risco tão grande de tsunami e terremoto, mas a usina está sobre uma falha geológica e você não pode dizer que aquilo nunca vai acontecer. O Brasil já teve um terremoto de 5,2 graus [na escala Richter, em São Paulo, em 1980] tanto assim que as usinas de Angra foram projetadas para suportar tremores até 6,5 graus”, advertiu o ambientalista.
Segundo Baitelo, o problema mais grave em Angra dos Reis diz respeito à  instabilidade do terreno onde as usinas estão assentadas, sujeito a deslizamentos após chuvas fortes, como sucedeu na região há um ano, bloqueando a única estrada por onde a população poderia ser evacuada em caso de acidente nuclear, que é a Rio-Santos (BR-101).
Autoridades se contradizem na audiência pública
A repórter Alana Gandra esclarece ainda que as usinas nucleares brasileiras (Angra 1 e Angra 2, em operação, e Angra 3 em fase de construção) estão instaladas em Angra dos Reis, município do litoral sul fluminense, com uma população de 180 mil pessoas e que duplica no verão com a presença de turistas. Na audiência pública, promovida em conjunto pelas Comissões de Defesa do Meio Ambiente e de Minas e Energia da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro(Alerj), foi feita para discutir a segurança das usinas atômicas da região. O prefeito Tuca Jordão disse que Angra dos Reis não está preparada para enfrentar um acidente como um vazamento nuclear. Para ele, a experiência do Japão deve servir de grande reflexão para que acidente semelhante não ocorra no Brasil. “A gente sabe, dito pelos técnicos, que o funcionamento das usinas Angra 1 e 2 é diferente de Fukushima mas, a gente não é entendido no assunto. A gente está muito preocupado e focado na logística e na infraestrutura que a cidade de Angra dos Reis tem”. Disse que as pessoas já estão tão condicionadas ao treinamento periódico, que nem escutam a sirene.
O prefeito sugeriu que a geração nuclear, bem como o funcionamento das usinas atômicas e o plano de evacuação façam parte da grade curricular já a partir de 2012. “Para que as nossas crianças e jovens entendam o que é uma usina nuclear, entendam o que é preciso em um plano de evacuação, aonde eles precisam ir, qual é o ponto de encontro. Isso é muito vago”.
Tuca Jordão é a favor da energia nuclear, mas ressaltou a necessidade de revisão dos procedimentos de segurança, diante do que ocorreu em Fukushima. Ele é contrário a qualquer proposta pela diminuição das atividades da usina. “O que o [Brasil] já gastou desde a ditadura militar até hoje nas usinas Angra 1 e 2 e com os equipamentos parados [para Angra 3] custando US$ 20 milhões por ano para manutenção, é jogar muito dinheiro público fora”.
A segurança da população, no caso de um acidente radioativo, preocupa o prefeito que defende mais investimentos em infraestrutura na região. “Enquanto a gente não tiver uma estrada decente, um centro de abrigo fora dos raios de 3 e 5 quilômetros das usinas, um hospital, não para tratar de radiação, mas para dar tranquilidade às pessoas e com capacidade para absorver toda essa demanda, [a situação preocupa]”. Tuca Jordão também defende a transformação do aeródromo de Angra dos Reis em um aeroporto. “Por que não aumentar?”, questionou. Segundo ele, essas iniciativas não podem ser de responsabilidade da prefeitura. “As usinas são do país”. Lembrou que em 1972, por ocasião do início de construção do complexo nuclear, a população não foi consultada sobre o projeto. “Ela [usina] existe, é uma realidade. Então, a gente tem que ter a preocupação de que o plano de emergência, de evacuação, tem que ser todo revisto”. Observou que em função da tragédia no Japão, todo o mundo está revendo os seus projetos. “E aqui no Brasil, em Angra dos Reis, não pode ser diferente”.
O vice-presidente da Câmara de Vereadores de Angra dos Reis, Antonio Cordeiro, defendeu a energia nuclear como saída para enfrentar o aquecimento global. Ele representou, na audiência, o Movimento Sim Para Angra 3, em prol da construção da terceira usina nuclear brasileira no município. Mesmo favorável ao programa nuclear, Cordeiro disse que diante da tragédia no Japão, os procedimentos de segurança nas usinas de Angra têm que ser revistos. “Tem que ser revistos alguns procedimentos e, principalmente, a questão do plano de emergência”.
"Se precisa de plano de emergência e oprevenção de segurança, como afirmar que as usinas nucleares são seguras?", questionou o ecologista Benedito Arruda de um movimento de moradores que, assim como o Greenpeace, quer a desativação das usinas e outras opções mais racionais de energia.
Nesta quinta-feira, uma nova audiência pública na Câmara de Vereadores para tratar da segurança das usinas nucleares e até da eventual desativiação do sistema em Angre dos Reis.  Ele considerou normal que, toda vez que ocorre um acidente com uma usina atômica em qualquer parte do planeta, os procedimentos e projetos orecisam ser revistos, “para melhorar a qualidade deles". E também, claro, para cuidar do interesse da população e do país em termos de matriz energética. Pós-Fukushima, é hora de rever todo o universo de temas ou problemas e preocupações que envolvem a geração de energia no Brasil e em toda Terra.

Fontes: Agência Brasil
             Ambiente Brasil
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quarta-feira, 30 de março de 2011

MARINA SILVA VENCE O SHORTY AWARDS NO BRASIL

Verde vence Oscar do Twitter e é a melhor tuiteira do país


O Twitter @silva_marina foi o vencedor na categoria “Políticos” da terceira edição anual do Shorty Awards, considerado o Oscar dos Twitters pelo jornal “The New York Times”. O Shorty Awards é o reconhecimento das pessoas e organizações que produzem o melhor conteúdo em 140 caracteres na mídia social de tempo real. As indicações para o prêmio são feitas pelos internautas. Posteriormente, os seis mais mencionados tornam-se finalistas, para então serem apreciados pelo voto popular e pelos integrantes da Real-Time Academy of Short Form Arts & Sciences. O microblog de Marina Silva surgiu durante a pré-campanha eleitoral de 2010, quando a então senadora se lançou à disputa pela Presidência da República. Marina tem hoje exatos 418.781 seguidores. Com a ferramenta, bem como com seu blog e site, ganharam projeção entre parcela significativa da opinião pública brasileira as mensagens que promovem o debate sobre um novo modelo de desenvolvimento que integre ecologia e economia e sobre a necessidade de se encontrar um novo jeito de fazer política para aprofundar a experiência democrática. A atuação de Marina Silva nas mídias sociais teve também contribuição relevante para ajudar a sua candidatura pelo PV a conquistar 19,6 milhões de votos.

Cada vez mais ligada, cada vez mais ligados

Ela divide prêmio com Verdes e cidadania
Ao saber da premiação, a ex-presidenciável tomou a iniciativa de agradecer a todos os internautas que votaram no @silva_marina. “Esse gesto é estímulo para ficarmos cada vez mais ligados entre nós”. Marina também fez questão de ressaltar que o conteúdo do microblog é “fruto de ação coletiva e não de um indivíduo”. “O Shorty Awards é o reconhecimento desse trabalho coletivo, que envolve a militância socioambiental, os profissionais de suporte e todos os que aportam o seu saber e suas reflexões para a formulação do conteúdo político”, afirmou a ex-senadora, ecologista, talvez a maior liderança atual no país da cidadania e líder do Partido Verde, buscando uma série de avanço, para avançar tamém o Brasil. Esta premiação é mais um estímulo para esta luta também.  Ainda hoje, aqui a gente falava do crescimento da Internet como mídia no Brasil aqui na Folha Verde News e agora vem esta notícia de muito valor para Marina e para toda a nossa luta verde para mudar a realidade do país, avançar o ecodesenvolvimento e criar o futuro da nossa vida.


Fontes: http://www.movmarina.com.br
             http://folhaverdenews.blogspot.com/
             http://www.redepv.ning.com/

Brasil está se tornando uma potência científica?...

Relatório na Inglaterra detecta avanços em áreas específicas da ciência em alguns países, como a de biocombustíveis no Brasil

Um relatório divulgado na Grã-Bretanha indica que o Brasil e outros países emergentes, liderados pela China, estão despontando como grandes potências na área de produção de estudos científicos, capazes de rivalizar com países que têm tradição nessa área, como os Estados Unidos, nações da Europa Ocidental e o Japão. De acordo com o estudo feito pela Royal Society, a academia nacional de ciência britânica, São Paulo subiu para do 38º para o 17º lugar na lista de cidades com mais publicações científicas no mundo, o que “reflete o rápido crescimento da atividade científica brasileira”.
A representatividade dos estudos brasileiros teve leve aumento: entre 1999 e 2003, eles equivaliam a 1,3% do total de pesquisas científicas globais. Entre 2004 e 2008, essa porcentagem subiu para 1,6.
Mas “as reduções significativas no orçamento de ciência em 2011 levantam preocupações”, diz o relatório. Em meio aos cortes de R$ 50 bilhões anunciados pelo governo no orçamento federal, o Ministério de Ciência e Tecnologia deve perder R$ 1,7 bilhão.

China

O relatório, chamado Conhecimento, Redes e Nações: A Colaboração Científica no Século 21, analisa a publicação de trabalhos científicos por país no período entre 1996 e 2008. Segundo o levantamento, o desempenho da China é ''particularmente notável'' - a publicação de documentos científicos do país superou as do Japão e da Europa nos últimos anos.
O país asiático só é ultrapassado pelos Estados Unidos, mas deve superá-los antes de 2020, se a atual tendência continuar. Em 1996, os Estados Unidos tinham produção científica dez vezes maior que a chinesa; hoje, sua produção, com crescimento menor, não chega a ser o dobro da do país asiático.
No entanto, o relatório diz que ''ainda demorará algum tempo para que a produção dessas nações emergentes esteja à altura de ser uma referência para a comunidade científica internacional'', ressalta a pesquisa.
A energia solar esta entre as prioridades do Brasil?...

Qual é o perfil do pesquisador brasileiro?...




Áreas específicas: Brasil na parada
O estudo diz que há avanços em áreas específicas da ciência em alguns países, entre eles o Brasil. ''Existe diversificação de alguns países demonstrando lideranças em setores específicos, como a China em nanotecnolgia, e o Brasil em biocombustíveis, mas as nações avançadas do ponto de vista científico continuam a dominar a contagem de citações.''
A pesquisa também identificou nações emergentes no campo da ciência que não costumam ser associadas a uma base científica forte, como o Irã, a Tunísia e a Turquia.
As projeções feitas pelo relatório “sugerem que o sistema científico global está se desvencilhando de seu padrão anterior”.
“China e Coreia do Sul cumprem com suas ambiciosas metas de investimento em pesquisa e desenvolvimento, enquanto economias como Brasil e Rússia também prometem recursos substancialmente maiores para pesquisas".
Com isso, é possível que nações emergentes – Brasil incluído – superem os investimentos de países como Japão e França no setor. Será possível? É o que perguntam centenas ou milhares de pesquisadores em nosso país, buscando recursos para os seus projetos.

Tema relacionado: Brasil é o 6º país na Terra em energias limpas

Os investimentos mundiais em energia limpa alcançaram o valor recorde de US$ 243 bilhões em 2010, com alta de 30% ante 2009, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira (29) pelo The Pew Charitable Trusts. O Brasil ficou em sexto lugar no ranking, com US$ 7,6 bilhões em investimentos ante US$ 7,7 bilhões em 2009. Nas primeiras posições ficaram a China (US$ 54,4 bilhões), a Alemanha (US$ 41,2 bilhões) e os Estados Unidos (US$ 34 bilhões).
“O setor de energia limpa está emergindo como um dos mais dinâmicos e competitivos do mundo, testemunhando 630% de crescimento em financiamentos e investimentos desde 2004″, disse Phyllis Cuttino, diretor do programa de energia limpa do Pew.
A energia eólica continuou a ser a tecnologia favorita para os investidores, com US$ 95 bilhões. Entretanto, o setor solar experimentou crescimento significativo em 2010, com investimentos aumentando 53%, chegando ao recorde de US$ 79 bilhões e mais de 17 gigawatts de novas capacidades de produção global.
A Alemanha respondeu por 45% dos investimentos mundiais em energia solar.
Os investimentos nos países do G20 (grupo formado pelas economias ricas e as principais emergentes) contabilizaram mais de 90% do total mundial.


Fontes: BBC
              IG
              Ambiente Brasil

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terça-feira, 29 de março de 2011

INTERNET É A PRINCIPAL FONTE DE NOTÍCIAS PARA EXECUTIVOS

Segundo pesquisa da agência CDN, 95% dos executivos obtêm informações pela rede; para 43%, a Internet é primeira fonte de conteúdo; aumenta a credibilidade da web como fonte de informação


Marina Gazzoni e Claudia Facchini, iG São Paulo, fizeram esta reportagem, que está bombando entre todos os que se dedicam à comunicação ou buscam as melhores alternativas para se informar: a Internet conquistou o primeiro lugar como fonte de informação entre os executivos em 2010. A quarta edição da pesquisa de Credibilidade da Mídia, realizada pela agência de comunicação CDN no fim do ano passado, constatou que 43% deles procuram antes a internet para se informar e que 95% acessam portais e sites de jornais ou blogs de notícias. Essa foi a primeira vez que a pesquisa, realizada quatro vezes desde 2003, trouxe a Internet como veículo prioritário na busca de conteúdos pelos executivos.
A imagem de agora

No lançamento da Transição Democrática, o empresário Mino Shoye, ligado à  Sansung, destacava o valor da Internet na atualidade, em contato com Verdes

Marina Silva destaca a web pela liberdade da informação
 “A agilidade é o diferencial da internet”, afirma a diretora da CDN Estudos e Pesquisas, Cristina Panella. A disseminação de plataformas de conteúdo móveis, como os tablets e os smartphones, também favorece o acesso a conteúdos online. “Na próxima edição da pesquisa, teremos de separar os acessos a mídias digitais por plataformas, como computador, celular e iPad. Falar em acesso a Internet ficou muito amplo”, diz Cistina Panella, CDN.



Acessos à internet por banda larga fixa e móvel crescem 52%


Comércio eletrônico deve crescer 30% e faturar R$ 20 bi em 2011

O crescimento da Internet como primeiro canal de consulta a informações entre os executivos foi de 19% - em 2008, os canais online foram citados por 36% deles. Os jornais, que detinham a preferência dos executivos naquele ano, com 40% das respostas, caíram para a terceira posição na pesquisa de 2010, com 28%. Em segundo lugar está a televisão, com 34% das indicações. A maioria dos executivos procura informações nos portais de notícias (59%), seguidos dos sites de jornais e revistas (41%) e das redes sociais (11%), como Orkut e Facebook. Além do acesso direto às páginas, eles também utilizam ferramentas de agrupamentos de sites, blogs, notícias ou posts para receber conteúdos filtrados de acordo com suas áreas de interesse. As mais populares são o Google Reader (51%), o Twitter (12%) e as newsletters (10%).
As reportagens sobre empresas e finanças são os temas que mais interessam aos executivos no noticiário de economia, citados por 70% e 32% dos 432 entrevistados pela pesquisa no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Credibilidade e cidadania

Apesar de ter conquistado a preferência nos acessos, os canais digitais melhoraram sua posição entre os que têm mais credibilidade entre os executivos. Antes em quinto lugar entre os veículos considerados confiáveis ou muito confiáveis, a Internet alcançou terceiro lugar, com 35% de indicações, atrás da televisão (58%) e dos jornais (49%). "As mídias online devem se firmar em marcas para garantir a sua credibilidade", afirma a responsável pela pesquisa. Já o conteúdo de cidadania é uma consequência da própria estrutura da web.

Fontes: IG
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segunda-feira, 28 de março de 2011

Movimento quer convenção nacional em julho e antes reciclagem do PV

Aqui, íntegra do documento extraído das manifestações das lideranças do PV de todo o país




Caros colegas do Partido Verde




Desde a criação do Partido Verde e da divulgação de seu primeiro manifesto, em janeiro de 1986, no Teatro Clara Nunes no Rio de Janeiro, milhões de mãos contribuíram para a construção coletiva do Partido Verde, mantendo a coerência programática e ideológica que forma nosso partido hoje. Atravessamos períodos de descrédito, quando poucos e valorosos militantes levaram corajosamente adiante esse ideal. Superamos a cláusula de barreira e nos firmamos no cenário político, muitas vezes às custas da maior abertura do partido à sociedade, em nome da coerência e da viabilidade eleitoral.
Nessas últimas eleições, decidimos ter candidatura própria e tivemos a coragem de lançar Marina Silva como candidata à Presidência, um quadro recém chegado ao PV mas que sempre representou a causa ambiental. Foi um grande esforço de todos nós, com o lançamento de 11 candidaturas a Governos Estaduais e 12 ao Senado, somados às nossas candidaturas a deputados federal e estadual. Como resultado desse esforço, quase 20 milhões de eleitores escolheram as propostas do Partido Verde para a Presidência da República e elegemos 14 Deputados Federais e 37 Estaduais.
Quebramos a lógica nefasta da eleição plebiscitária, onde a sociedade não escolhe a proposta que melhor representa seu desejo, mas faz uma opção entre os dois projetos disponíveis. As eleições mostraram que há um forte desejo de participação, principalmente dos jovens que acompanharam ativimente esse processo eleitoral e votaram nos candidatos do PV. A sociedade quer ter a oportunidade de se reencontrar com a política, tão desgastada pelos métodos pragmáticos do vale tudo eleitoral que ainda domina a maior parte dos partidos políticos brasileiros.
Como dissemos no nosso Manifesto de fundação, o PV “considera que o povo brasileiro está descontente com a chamada "classe política" e almeja um tipo de representação e ação mais eficiente, desinteressada e moderna. O povo brasileiro está cansado de uma elite fisiológica, que vê na política não uma forma de representação das aspirações dos cidadãos, mas uma carreira profissional, um caminho de enriquecimento e poder individual”.
O PV pode desempenhar esse papel renovador na política brasileira, mas precisamos, em primeiro lugar, apresentar para a sociedade um projeto acolhedor, democrático e que busque a sustentabilidade ambiental, econômica, social e ética. Nós, signatários deste documento, queremos convidar todos os filiados e simpatizantes do partido - jovens, empresários, trabalhadores, intelectuais, artistas, ambientalistas – a construirmos juntos este projeto, aqui apresentado em suas premissas básicas.
Temos grandes desafios pela frente. A temática do desenvolvimento sustentável não é mais uma preocupação de minorias esclarecidas, nem uma agenda para um futuro que nunca chega. Pelo contrário, trata-se de um tema urgente, necessário e oportuno, um imperativo da contemporaneidade, e precisamos preparar o partido para representar essas novas aspirações da sociedade. Queremos criar as condições necessárias para colocar o PV como protagonista na cena política com um projeto de qualidade.
O Partido Verde precisa consolidar suas estruturas organizacionais, com processos democráticos para escolha dos Conselhos e das Comissões Executivas permanentes em todos os níveis. Não podemos mais conviver com a fragilidade de estruturas provisórias, alteradas a qualquer tempo, que geram insegurança para todos os dirigentes e filiados e dificultam a construção de ideais coletivos.
Propomos um projeto que abra espaços de atuação para os milhares de filiados e simpatizantes que vêem no PV uma alternativa real de interlocução. A insegurança gerada pelas estruturas provisórias faz com que nossas instâncias partidárias fechem-se para milhares de filiados e simpatizantes que querem arregaçar as mangas para serem parte ativa do processo político. O PV tem condições de canalizar essa energia contida na sociedade que não vê mais na política partidária uma forma de expressão de seus desejos.
Podemos praticar uma nova forma de fazer política que se constitua em alternativa real de poder. Espalhamos, nas eleições, milhões de sementes na sociedade. Não podemos deixar essas sementes morrerem no solo árido da política tradicional dos grandes partidos. Queremos, com esse projeto, criar um ambiente institucional aberto, arejado e fecundo para que o Partido Verde e a sociedade brasileira colham os frutos cultivados a milhões de mãos.
Nesta perspectiva, os signatários deste documento, filiados ao PV, se colocam publicamente como um “movimento de opinião” em defesa das seguintes posições políticas sobre a forma de condução do processo de revisão programática e estatutária e de renovação da direção nacional:
1. Defendemos a realização dos Seminários Estaduais e Nacional aprovados pela Executiva Nacional, do Congresso, para a atualização do Programa, e da Convenção Nacional, para revisão estatutária e eleição da direção nacional do PV, até julho de 2011, de forma coerente com a decisão da Executiva Nacional, que prorrogou o mandato da atual Executiva Nacional por até um ano.
2. Defendemos a formação de uma Comissão de Organização para conduzir o processo de transição democrática no partido e de eleição da nova Comissão Executiva Nacional e do grupo de tese para elaboração da nova Carta partidária (estatuto e programa).
3. Defendemos que o Congresso e a Convenção Nacional sejam realizados com a participação de delegados eleitos em Encontros Estaduais abertos à participação de todos os filiados.
4. Defendemos a realização de uma ampla campanha de filiação e recadastramento dos filiados e a criação de espaços institucionais de efetiva participação dos filiados na vida cotidiana do partido.
5. Defendemos a instituição de Ouvidoria prevista no artigo 67 do Estatuto com a prioridade inicial de zelar para que a campanha de filiação transcorra dentro da normalidade e garantir a filiação a todos as pessoas que assim desejarem, respeitadas as normas legais.
6. Sobre a revisão estatutária, defendemos a realização de processos eleitorais abertos a todos os filiados e para todas as instâncias de direção partidária, com composição proporcional à votação obtida pelas chapas que tenham participado dos processos eleitorais, de modo a preservar a representação das minorias.
7. Defendemos a instituição de mandatos de dois anos, sem reeleição, para as presidências das Comissões Executivas Municipais, Estaduais e Nacional.
Por fim, defendemos um PV que assuma uma clara posição de protagonismo político em favor de um modelo de desenvolvimento includente e sustentável, recusando o papel de coadjuvante de outros projetos políticos que não guardam coerência com seus propósitos.
Acreditamos que a adoção destas posições contribuirá para organizar e motivar a militância e dotar o partido de uma orientação estratégica que o torne capaz de aproveitar o legado deixado pela campanha de Marina Silva à Presidência. O PV não pode se tornar obstáculo ao aproveitamento e à impulsão de toda essa energia mobilizadora que tem sido revelada nos mais diferentes setores da sociedade, em favor de uma nova utopia política, por um desenvolvimento includente e sustentável.
Desejamos construir um partido aberto, democrático e de luta, à altura das exigências da atual conjuntura política, capaz de responder ao desafio de mudar o destino do Brasil e do planeta. A tarefa não é trivial e exige de todos nós e do PV que atuemos com grandeza de propósitos. É o que esperamos e pelo que lutaremos.

(São Paulo, Brasil,  março de 2011, Partido Verde, movimento Transição Democrática)

Fontes: www.pvsp.org.br
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Plantações de cana, agrotóxicos e lixo ameaçam o Aquífero Guarani

Canavial oferece risco ao Aquífero Guarani, confirma IPT


Técnicos do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) concluíram o primeiro estudo sobre as áreas de risco para o Aquífero Guarani no Estado de São Paulo. Hoje o maior vilão do aquífero são lixões desativados, segundo o responsável pelo estudo, José Luiz Albuquerque, pesquisador do departamento de hidrografia e avaliação socioambiental do IPT. Apesar da rigidez atual com os aterros, o total de lixões antigos é desconhecido. O estudo também aponta que os canaviais são maioria entre as chamadas zonas de potencial de risco na região, devido ao uso de agrotóxicos e ao tipo de manejo.
O mapeamento, que traz uma série de recomendações para a ocupação sustentável do manancial, embasará um futuro projeto de lei. O estudo dividiu em três categorias o solo dos 143 mil km2 do Aquífero. O mapa se divide em áreas de restrição à ocupação (172,9 km2 de áreas de preservação permanente e reservas legais), de ocupação dirigida (25,9 mil km2 considerados vulneráveis à contaminação) e de recuperação ambiental (degradadas por erosões, lixões ou favelas).
Para as áreas de restrição, o IPT indica, entre outros, promover o manejo sustentável e projetos ambientais.
Já para as áreas de ocupação dirigida, as diretrizes do estudo indicam, por exemplo, a necessidade de barrar indústrias de alto risco ambiental, culturas agrícolas que usem agrotóxicos de grande mobilidade e até mesmo a ocupação onde há supressão de florestas.
Já nas áreas degradadas, as regras são peculiares e definidas caso a caso.
Segundo Albuquerque, o estudo será levado para discussão de comitês de bacias hidrográficas e, depois, deverá se tornar um projeto que proteja o Aquífero Guarani, uma das maiores reserva de água do planeta.
Apesar de ter sido mapeado nos anos 70, até hoje o manancial não tem leis específicas que o protejam, de acordo com o pesquisador. Conforme ele disse, foram avaliados os graus de vulnerabilidade de acordo com a  proximidade do solo com o manancial, a presença de mata nativa para protegê-lo e o tipo de atividade econômica.

Pelo estudo feito no IPT o problema dos canaviais....

...vai além das queimadas e poluição, agrotóxicos e manejo

Há uma grande minoria que mantém canaviais sustentáveis
Para o diretor do Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica) Carlos Alencastre, o estudo é importante porque propõe uma série de ações para coibir empreendimentos que causem contaminação ao Aquífero e áreas de proteção permanente.
“Ainda tem muita discussão, porque o estudo esbarra em interesses particulares”, afirmou Alencastre.
O promotor Marcelo Pedroso Goulart, conhecido na região canavieira de Ribeirão Preto, como um membro do MP que realmente tenta defender a ecologia, acredita que o processo será lento por depender do crivo da Assembleia Legislativa, isto é, da velha política e dos grandes interesses.

Fontes: Ambiente Brasil
             folha.com
             http://folhaverdenews.blogspot.com/

domingo, 27 de março de 2011

Sugestão para Código Florestal: incentivo aos que não desmatarem

Indústria papeleira faz contraposta ao Código Florestal


A repórter Sabine Righetti, da Folha, está publicando esta matéria, informação que cabe a nós discutir e avançar, se for o caso: o duelo entre cientistas e ruralistas na discussão sobre o novo Código Florestal tem mais um participante: o setor produtivo do papel.
Acompanhada de ONGs ambientalistas, a indústria papeleira apresentou  uma contraproposta ao projeto do novo código, cujo relator foi o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP). O documento, assinado por 30 empresas --incluindo as gigantes Suzano, Klabin e outras--, segue a linha do que estão propondo os cientistas para o novo código.

Preservar o Código Florestal e nossa ecologia
A ideia central é manter as chamadas APPs (áreas de preservação permanente), como no código que está em vigor, que é de 1965.
Isso significa não desmatar as margens de rios e córregos (até cinco metros de largura) e nem os topos de montanhas.
As APPs seriam reduzidas se a proposta de Rebelo for aprovada na Câmara.
De acordo com José Luciano Penido, da Bracelpa (Associação Brasileira de Celulose e Papel), as definições sobre APPs não afetam o setor de papel, que, hoje, trabalha exclusivamente com áreas de reflorestamento: "O novo código não impactaria nosso setor. Mas, se for aprovado, haverá um impacto ambiental", diz.
"Essa discussão é puramente ambiental. De onde vem os polinizadores?", completa Beto Mesquita, diretor do IBio (Instituto BioAtlântica), signatário do documento apresentado.
Mas, além da preocupação ambiental, o setor produtivo trouxe algo que poderia adoçar um pouco a discussão: a indústria quer incentivos econômicos aos imóveis rurais que não desmatarem.
Essa é a principal mudança em relação à proposta apresentada pelos cientistas.
O documento será agora encaminhado a parlamentares e integrantes da discussão do novo código na Câmara dos Deputados. A ideia é que mais empresas, também de outros setores, participem desta iniciativa e/ou façam propostas antes que se neutralize a ação do Código Florestal e se desequilibre de vez o meio ambiente no Brasil.

Fontes: folha.com
             http://folhaverdenews.blogspot.com

MOVIMENTO TRANSIÇÃO DEMOCRÁTICA AVANÇA O PV E O PAÍS

Aqui, a mensagem canal para você participar desta iniciativa de avanço dos Verdes e da Nação neste momento da maior importância política no Brasil: juntos nós podemos mudar a realidade





A rede social dos filiados do PV / Versão: BETA http://www.redepv.ning.com/

Maurício Brusadin convidou você também para participar de Transicao Democrática em RedePV

Faça como a Marina, Feldmann e Gabeira venha para o Movimento Transição Democrática

Apenas Democracia entre http://www.transicaodemocratica.com.br/

12 membros entraram em menos de 3 horas de abertura deste grupo de reflexão e de ação: participe já(Criado por Brusadin, este movimento de reciclagem do Partido Verde, em busca de mais cidadania, ética e democracia em sua estrutura de organização e de ação, reuniu quase 300 Verdes de todas as regiões brasileiras em sua primeira promoção, na Vila Madalena, em São Paulo, na quinta-feira 24/3, noite histórica para o PV, que pode vir a se aperfeiçoar como instrumento político e jurídico para o ecodesenvolvimento do Brasil).

Veja Transicao Deocratica SP em RedePV:
http://redepv.ning.com/group/transicaodeocraticasp?xg_source=msg_we...

Outra alternativa para se integrar a este movimento de mudanças e de nova união do PV
http://redepv.ning.com/group/transicaodeocraticasp?xgi=57MtpokmwvGK...









 




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Juntos, fundadores e novas lideranças, gente de todas as regiões do país, nós podemos sim criar uma nova estrutura organizacional com maior democracia, valorizando mais a cidadania e a ética na política: nós podemos sim melhor estruturados ajudar o avanço do Brasil. Os desafios estão aí: energia nuclear, megausinas hidrelétricas na Amazônia, poluição do ar nas grandes cidades, risco de neutralização do Código Florestal, perigo de novos focos de desastres ambientais, urgência de ampliação da vida cultural e da educação, Internet livre para maior liberdade de informação, melhor qualidade de vida para o povo, a começar do saneamento básico (tratamento do esgoto, reciclagem do lixo, preservação da água), enfim, os problemas são muito grandes, exigem nossa reflexão e nossa ação já. Vamos crescer mais para encarar e vencer estes desafios lado a lado com os cidadãos e as cidadãs do Brasil. Pensando grande e agindo com grandeza, o PV revolucionará esta realidade.

Primeiro passo do caminho: Fábio Feldmann está convocando uma manifestação em Angra dos Reis, contra as Usinas Nucleares (pós-Fukushima) e a favor das energias mais limpas e mais seguras, como a eólica e a solar: vamos juntos criar o nosso futuro já. Sim, nós podemos juntos com você.
Comentário de Antônio de Pádua Padinha agora mesmo Vamos juntos ajudar Fábio Feldmann nesta nova iniciativa do nosso movimento de avanço do PV: manifestação em Angra dos Reis contra usinas nucleares (veja Japão, Fukushima) e a favor das energias mais limpas, mais seguras, mais ecológicas, alternativa de ecodesenvolvimento do Brasil.

Fontes: http://folhaverdenews.blogspot.com/
             http://www.movmarina.com.br/
             http://www.redepv.ning.com/

sábado, 26 de março de 2011

COMEÇA A AUMENTAR MOVIMENTO POR ENERGIAS ECOLÓGICAS

Quase 200 mil pessoas saem à rua na Alemanha pedindo o fim das Usinas Nucleares

Aqui no Brasil, ainda naquinta-feira à noite em São Paulo, encerrando as manifestações de Verdes e de lideranças de cidadania na Vila Madaelna, Fábio Feldmann pediu um plebiscito sobre Angra dos Reis no Brasil e a mesma coisa, internacionalmente, levando em conta os risos da energia nuclear, ainda mais agora pós-Fukushima. A seguir, matéria deste sábado no site Terra.
"Desativar todas as usinas nucleares". Esse foi o grito de manifestantes por toda a Alemanha na tarde deste sábado, quando milhares de pessoas saíram às ruas para protestar contra as usinas nucleares do país. Milhares de pessoas se reuniram em demonstrações simultâneas em diversas cidades do país, como Munique, Hamburgo, Berlim e Colônia. Cartazes espalhados em Munique, com os dizeres "Fukushima adverte: desativar todas as usinas nucleares" convocavam a população para a maior manifestação já realizada no país contra as usinas nucleares.

Um dos manifestantes mostra a cara do horror do perigo nuclear
Segundo Alexander Burger, um dos organizadores da demonstração em Berlim, em toda a Alemanha mais de 150 mil pessoas saíram às ruas. Em Munique chegaram caravanas provenientes dos Estados da Baviera, de Baden-Wuttenberg e da Áustria, que se reuniram em Odeonplatz, centro da cidade. Colônia centralizou manifestantes provenientes de cinco Estados federais da região; o mesmo ocorreu em Berlim e Hamburgo.
Nas quatro cidades discursaram diferentes personalidades de diferentes partidos políticos, como o Partido Verde Alemão e o Linke, assim como ativistas do Greenpeace, representantes da igreja católica e o presidente da Federação Alemã de Sindicatos. Na Alemanha funcionam atualmente 17 usinas nucleares, além de 11 reatores de menor porte para pesquisa e aprendizagem. Outras 20 usinas estão desativadas.
Até as 11h deste sábado (horário de Brasília), a polícia alemã não havia registrado nenhum distúrbio em Munique. De acordo com a polícia, houve apenas pequenos atendimentos médicos no local. Os pacifistas protestam contra as usinas nucleares e a favor de energias mais limpas, em paz.

Fonte: Terra
            http://folhaverdenews.blogspot.com/

Marina fala que o PV não é dela nem do Gabeira nem de nínguém e sim do Brasil

Brasil pode ter no PV instrumento para avançar, desde que o PV também evolua

Roldão Arruda, repórter do jornal O Estado de S.Paulo realizou uma entrevista com Marina Silva, pós-evento na Vila Mariana, em Sampa, quando se lançou o movimento Transição Democrática, para avançar a estrutura de funcionamento, a ética, a cidadania e o conteúdo programático do Partido Verde. Em síntese, a ecologista Marina diz que o PV é dos Verdes, podendo vir a ser o instrumento jurídico e político do desenvolvimento sustentável do país. Confira a matéria feita no day-after, um dia depois de Vedes de todas as regiões brasileiras lançarem na Vila Madalena a Transição Democrática, como um caminho para o futuro.

Marina está ecologizando a política com a visão da ética e da cidadania

Este foi seu enfoque também no evento em Sampa

A Reforma Política, Belo Monte e as megausinas, as energias mais limpas, a questão nuclear, os desastres ambientais, a discussão sobre o Código Florestal: o PV tenta se reciclar para ajudar a resolver os problemas brasileiros mais urgentes

A ex-senadora Marina Silva (PV), terceira colocada na eleição presidencial do ano passado, passou ontem o dia dando entrevistas e participando de articulações políticas em São Paulo. Desde a campanha não encarava um período tão agitado. Ao contrário daquele momento, porém, ela não enfrenta um adversário fora do partido, mas no coração dele. Ao lado de militantes históricos e de recém-desembarcados no PV, reunidos no movimento chamado Transição Democrática, ela cobra a democratização do partido. Quer a realização de convenção e eleições para a escolha de nova diretoria ainda neste ano. Do lado de lá, o atual presidente, deputado José Luiz Penna, articula para continuar no cargo que ocupa desde 1999.

Na avaliação do presidente do PV, José Luiz Penna, há muita estridência nesse debate. Para ele, todos querem mudar o PV, havendo apenas divergência em torno do prazo.
"Não se deve reduzir o rico processo de revitalização do partido a uma questão de prazo, embora seja muito importante. Afinal, há uma enorme diferença entre fazer a mudança nos próximos seis meses, como propomos, e em 12 meses. Se vencer a segunda hipótese, o processo será levado para 2012, um ano eleitoral, quando você trabalha a candidatura de prefeitos e vereadores ou fica discutindo questões internas. Mas o debate é mais abrangente do que isso. Trata-se do resgate de compromissos com os quais o PV já trabalhava quando me fez o convite para ingressar no partido, envolvendo a revisão programática, a reestruturação democrática e o lançamento de uma candidatura própria. A decisão da candidatura própria se cumpriu com sucesso. Em relação à revisão programática, também avançamos. A agenda que ficou para o período pós-eleitoral é a reestruturação do partido. O PV não pode continuar sendo um partido fechado.".
Por que fechado? A direção diz que as filiações estão abertas.
"Não é assim. Se alguém fizer uma pesquisa, verá que, entre todos os pedidos espontâneos de filiação, pouquíssimos estão sendo encaminhados. Quanto aos que conseguem se filiar, não encontram nenhuma dinâmica partidária, nenhum canal de discussão".


A senhora parece estar propondo a reforma do partido.
"Não estou propondo. Estou me aliando ao pensamento de Fernando Gabeira, Alfredo Sirkis, Aspasia Camargo, Sérgio Xavier, Fábio Feldman, Eduardo Jorge, milhares de filiados e simpatizantes, você viu as lideranças que estiveram na quinta na Vila Madalena. A mudança é uma demanda viva. O partido, depois do processo grandioso da eleição presidencial, precisa se reelaborar, montar estruturas com plasticidade para receber novas contribuições. Outros partidos estão se reelaborando a partir do que viram".

O que viram?
"Como é que uma candidatura que não tinha aliança, não tinha tempo na TV, não tinha estrutura, não tinha o discurso do poder pelo poder consegue quase 20 milhões de votos? Todo mundo está avaliando isso. Espero que o PV também o faça".

Não acha complicado demais mudar uma estrutura cristalizada em mais de duas décadas?

"Se alguém tivesse me dito que, após 25 anos de existência, deve se manter uma estrutura na qual as comissões estaduais são nomeadas por um poder central, e que quem discorda dele pode sofrer ameaça, intervenção e até ser destituído, não teria me filiado".

Esse debate pode ter algum reflexo na eleição de 2014?
"Não penso nisso. Para mim, seria mais cômodo ficar como rainha da Inglaterra, dizendo que somos todos irmãos, fazendo discurso de conveniência. Precisamos avançar".

Se o debate não funcionar, a senhora pode deixar o PV?
"Não se inicia um processo trabalhando com a hipótese da derrota. Estou vivendo com sinceridade o processo. Não podemos ficar nos enganando e dizendo que o partido está bem. Olha o que acontece em Manaus, onde o Amazonino Mendes (prefeito, filiado ao PTB), com todo o respeito pela sua pessoa e com toda divergência política, é tratado como amigo e o Marcos Barros (integrante do Movimento Marina Silva), como inimigo. Algo está errado. Em Mato Grosso, fazem alianças com inimigos históricos do Código Florestal. Esse PV não é o PV do Gabeira, nem do Fábio Feldman. Esse PV não é o PV da Marina, é sim dos Verdes, do país".

Não acha que os dois lados podem sair perdendo no caso de uma dissidência?
"Não. O PV ganha. Ele só não ganha com a fossilização das ideias e das estruturas".


Fontes: http://www.estadao.com.br/
             http://folhaverdenews.blogspot.com/

sexta-feira, 25 de março de 2011

PV BUSCA UNIÃO E AVANÇAR ALGUNS IDEAIS VERDES

Ato público na Vila Madalena em São Paulo foi histórico e sem baixarias típicas da política no país

Não foi um evento que atingiu a perfeição, foi apenas o primeiro de uma série, no movimento autodenominado "Transição Democrática", todos os discursos apelaram por mais democracia na legenda e também por uma atualização do programa do Partido Verde, ética e cidadania na política, além da procura por definir cada vez melhor a sustentabilidade entre economia e ecologia

Na quinta-feira à noite, Verdes alertaram que a legenda não pode ter "donos" e Marina Silva disse que não pretende sair do PV que parece sair fortalecido da 1ª crise de 2011: com a bandeira de quase 20 milhões de votos, Marina reuniu perto de 200 das maiores lideranças do PV de todas as regiões do país na Vila Madalena em São Paulo, incluindo oito dos 14 deputados federais, presidentes de diretórios estaduais e candidatos a governador nas eleições do ano passado, como Fábio Feldmann, além de prefeitos, vereadores, dirigentes municipais (como Gerson de Paula do PV Franca), ecologistas, líderes de cidadania e da juventude verde (inclusive, Túlio Bonfim) e até empresários como Mino Shoye, que trouxe a Sansung para o Brasil. Fundadores co PV, como Fernando Gabeira e Alfredo Sirkis comandaram o evento, que contou também com a presença do jornalista especializado em webcomunicação, Fabiano Carnevalle, da RedePV. Enquanto o repórter Anselmo Massad procurava no recinto pelo sobrinho de Ulisses Guimarães, vindo de Rio Claro, Dimas Starnini, de Nova Odessa, apresentava a ele Luís Fernando Quílici. Já o repórter da Folha Verde News, Antônio de Pádua, o ecologista Padinha, que ajudara a fundar o Partido Verde nos anos 80 em São Paulo, em nome do movimento ecológico e da não-violência ao invés de palavras, distribuía abraços. Enfim, no entra e sai de lideranças verdes, contando-se com jornalistas, fotógrafos e correspondentes internacionais de notícias um grupo de uns 300 cidadãos e cidadãs se movimentaram na quinta à noite em Sampa, por um avanço do PV e do país, como explicou Maurício Brusadin, o jovem presidente do PV-SP (reconduzido ao cargo pela Executiva Nacional pouco antes do ato público como tentativa de união de todas as tendências). No evento Transição Democrática, todos os discursos apelaram por democracia na legenda, presidida há 12 anos pelo deputado federal José Luiz Penna (SP), um dos poucos ausentes da reunião pública e aberta, assim como Zequinha Sarney.

Marina recebeu o carinho e a solidariedade das principais lideranças verdes do país

"Que tal fazermos a reforma política, começando pelo nosso próprio partido", discursou Marina, ao dizer que trata-se de "um processo generoso e sem donos", enquanto esclarecia que não quer cargos na direção. Em artigo divulgado em seu portal antes do evento, ela havia escrito: "Não creio que o aprofundamento da democracia possa ser feito através da supressão, mesmo que temporária, da pouca democracia ainda existente." No texto, ela afirmava seu desejo "de ficar neste Partido Verde contribuindo para o seu crescimento e qualidade política". Em tom similar ao de Marina, Fernando Gabeira, ex- candidato ao governo do Rio e um dos históricos do partido, afirmou no ato que o PV "não pode ser feudo de ninguém" e disse “sentar em cima da bandeira do partido" não impedirá o seu avanço, inclusive com a chegada de novas lideranças da ecologia e da cidadania. Ainda assim, na saída, disse a jornalistas que pretende atuar como ponte entre os dois lados. "Num partido de 25 anos, no primeiro arranca-rabo vamos dizer que vamos embora?", questionou. É hora de uma costura interna e um esforço pela união: “Somo poucos e nossa luta é grande, cada vez maior, não podemos perder ninguém”. Um dos mais incisivos do grupo, o deputado Alfredo Sirkis (PV-RJ) acusou a direção de exercer um "clima de truculência e intimidação generalizada". O grupo tem pressa. Tendo em vista a eleição municipal do ano que vem, pretende realizar uma convenção no máximo em agosto. Para isso, luta contra a aprovação pela direção nacional, neste mês, da prorrogação do mandato de Penna por mais um ano, entre outras medidas de que tanto veteranos como jovens verdes discordam. O movimento Transição Democrática realizará ainda uma campanha de filiação e um recadastramento dos atuais filiados e defende também eleição interna para diretórios estaduais. Marina Silva destacou a necessidade de uma atualização do programa de ação, diante da variedade de problemas e dificuldades ambientais do momento no país e no planeta. Outras líderes femininas verdes se manifestaram, como Fernanda Bandeira de Mello, as deputadas estaduais Regina Gonçalves (SP) e Aspásia Carmargo (RJ), bem como dezenas de mulheres ambientalistas de várias regiões brasileiras. O ato foi realizado em uma casa temática na Vila Madalena, região oeste de São Paulo, que possuía numa ambiente com clima de natureza uma piscina ou arraia e espelho d’água logo atrás dos sofás e cadeiras onde se acomodavam os verdes, em círculos, sem formação de mesa, como organizou Bazileu Neto, assessor de Marina Silva na proposta de simbolizar a “igualdade entre todas as lideranças aqui presentes” , como explicou. Em meio aos discursos, Fábio Feldmann perdeu o equilíbrio e caiu na água, foi socorrido no ato por Gerson de Paula. Aí, ele deixou o local por meia hora e depois retornou com roupa trocada, emprestada por um outro verde, que viera com mala e cuia do interior. "Foi o batismo da democracia", gritou Sirkis. Um incidente inesperado, “os verdes são mesmo diferentes”, comentou uma estudante, Cátia Messima, tomando café com mel.
Marina lidera Verdes

Ela fala para lideranças, Padinha passa ao vivo para webrádios

Fernando Gabeira falou para lideranças de ponta do PV

Fábio Feldmann recebeu um "batismo verde" no evento....
















Fontes: Rede Brasil Atual
            Gazeta do Povo
            Reuters
            Terra
            http://folhaverdenews.blogspot.com/
            http://www.redepv.ning.com/
            http://www.movmarina.com.br/

Mais algumas manchetes em outros jornais e sites sobre este evento em São Paulo

Marina Silva lidera movimento por troca de enfoque...
Após deixar o PT e concorrer às eleições presidenciais pelo Partido Verde, ex- senadora Marina Silva lidera um movimento para renovar a direção do PV. Na noite desta quinta-feira (24), ela alertou que a legenda precisa avançar um novo programa de ação mais atualizado diante dos desafios que não existiam nos anos 80 e 90.
WSCOM - O Jornal Eletrônico do Nordeste -
Marina divulga carta com críticas à direção do partido
A ex-senadora e candidata derrotada à Presidência da República Marina Silva divulgou nesta quinta-feira (24) uma carta com críticas à direção de seu partido, o PV. Acusa-a de não honrar compromissos de democratização interna...
Portal Jornal de Jundiaí -
Lideranças do PV atacam direção, mas prometem buscar unidade
São Paulo - Lideranças do Partido Verde de todo o país reuniram-se na noite desta quinta-feira (24) para criticar a atual direção da legenda e pedir democracia interna. Com ânimos mais ou menos acirrados, os expoentes...
Rede Brasil Atual -
Em reunião de descontentes do PV, Feldmann cai na piscina
O candidato derrotado ao governo do Estado de São Paulo pelo Partido Verde (PV) na última eleição, Fábio Feldmann, caiu na piscina de uma casa localizada na Vila Madalena, zona oeste da capital, na noite desta quinta-feira....
Terra Noticias -
PV não pode ser feudo de dirigentes, diz Gabeira
E, ato comandado pela ex-presidenciável Marina Silva (PV-AC), o ex-deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) afirmou ontem, quinta-feira (24), que o PV não pode ser um feudo de seus dirigentes. Ele defendeu uma troca de comando na...
Antônio Viana - jornal Estado de São Paulo
Marina Silva nega interesse em assumir a direção do PV
A agência internacional de notícias Reuters....

Partido Verde reúne principais lideranças do Brasil em São Paulo
Verdes se solidarizam com Marina e com Brusadin mas tentam achar equilíbrio entre veteranos e jovens ou entre as críticas a dirigentes nacionais e as alternativas de nova união do PV, como resumiu ainda na noite do evento em São Paulo um boletim do blog Folha Verde News em rede de webradios.

quinta-feira, 24 de março de 2011

HOJE A REFUNDAÇÃO DO PARTIDO VERDE EM SÃO PAULO

Lideranças da ecologia, da cidadania e do PV de várias regiões do país hoje em São Paulo

Veja nas duas outras matérias nesta mesma página sobre este assunto, nesta quinta-feira, na Vila Madalena em São Paulo, acontece hoje um encontro de solidariedade a Verdes como Marina Silva e Maurício Brusadin, entre outros que foram desprestigiados por um equívoco da direção nacional: a pauta do encontro é a redação e a divulgação de um manifesto, propondo mudanças na estrutura partidária da política no país, a partir do próprio PV, que busca uma atualização no seu programa de ação pelo desenvolvimento sustentável para o Brasil, dentro das características de cada região. Será feito também um calendário de ações, o objetivo não é fundar outro partido, mas refundar o Partido Verde, carecendo como todos os partidos brasileiros de uma nova estrutura de funcionamento, explicou o nosso editor Padinha, indo ao encontro nacional ao lado de Gerson Antônio de Paula, que preside o PV Franca e de outros amigos e amigas que atuam na região (Bacia 21).

De lá, com exclusividade, Folha Verde News estará informando sobre o evento e a sequência do que acontecerá, inclusive, talvez, com data para a vinda à região de Marina Silva, para um curso popular sobre ecodesenvolvimento.

Fontes: http://www.redepv.ning.com/
             http://folhaverdenews.blogspot.com/

quarta-feira, 23 de março de 2011

Fugindo de especulações, Verdes lançam movimento para avançar o PV

Inspirado em Marina Silva amanhã é o Dia D para avançar o PV a bem da Nação

Alguns líderes do PV de várias regiões do país, entre eles a ex-senadora Marina Silva, decidiram botar na rua um movimento destinado a mobilizar as bases verdes para cobrar a democratização do partido. Eles querem a realização de uma convenção nacional, no prazo de seis meses, e a convocação de eleições diretas para a escolha de novos dirigentes. Na opinião do jornal O Estado de São Paulo, se a ação não funcionar, não se descarta a hipótese de o movimento, denominado Transição Democrática, desaguar no surgimento até de um novo partido, levando à frente as propostas fundamentais do PV. Mas este comentário do Estadão está em geral sendo visto como uma especulação, não está na pauta do movimento, que tem como principal objetivo reciclar o programa partidário verde e democratizar a sua estrutura.
- "Há pessoas ou setores, dentro ou fora do PV, que pretendem se aproveitar da situação ou enfraquecer este movimento em torno dos ideais verdes, falando em montagem de outro partido, isso está fora de propósito, nossa intenção é prestigiar Marina Silva e uma evolução estrutural do Partido Verde", falou ainda nesta manhã de quarta-feira por telefone para o blog Folha Verde News Maurício Brusadin, presidente do PV-SP, ultimando providências para o encontro desta quinta, a acontecer na Vila Madalena em São Paulo.
Momento e movimento importantes para Marina e PV

O primeiro ato político pela democratização do PV está programado para esta quinta-feira, em São Paulo, lideranças verdes paulistas e de variadas regiões brasileiras devem se reunir para a discussão de um manifesto com as teses básicas do movimento. Segundo um dos organizadores do evento, já estava confirmada a presença de sete deputados federais - o equivalente a metade da bancada verde-, bem como, de lideranças do PV como Fernando Gabeira, Alfredo Sirkis e muitos outros que em resumo querem avançar mais o partido, para mais próximo dos ideais do ecodesenvolvimento da Nação. Marina Silva, terceira colocada na eleição presidencial do ano passado com 19,6 milhões de votos, quase 20% da votação presidencial no Brasil, é aguardada na reunião, mas até ontem seus assessores diziam que ela ainda tentava resolver problemas de agenda para estar presente, o que deverá mesmo acontecer. A ex-senadora e ecologista terá um papel importante numa outra missão deste movimento, que é a organização de debates políticos com militantes verdes, simpatizantes, gente ligada ao movimento de cidadania. Os primeiros eventos talvez aconteçam nas capitais do Espírito Santo, do Rio Grande do Sul e em diferentes pontos do interior do país.

Fontes: Yahoo
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terça-feira, 22 de março de 2011

MARINA SILVA DIZ QUE FICARÁ NO PV E AJUDARÁ AVANÇO DA NAÇÃO

GRANDES INTERESSES QUEREM NEUTRALIZAR MARINA SILVA E TAMBÉM O PV

- Nunca coloquei a tese de sair do partido, tenho confiança de que o PV irá fazer jus ao seu legado nas urnas e não será preciso criar um outro endereço para este legado – afirmou Marina, ontem à noite, por telefone.
Ao lado do ex-deputado Fernando Gabeira e do deputado Alfredo Sirkis (RJ), em reunião no Rio de Janeiro, a ex-senadora afirmou que a frase postada por Sirkis em seu blog falando de “um novo começo” foi motivada pela emoção e que todos ali estão confiantes de que o PV “será capaz de protagonizar a sua renovação”:
- O PV não pode perder o vínculo e o elo com a nova forma de fazer política, o discurso de campanha, que obteve o apoio da sociedade viva. Isso implica em uma renovação interna e esse prazo não pode ser 2012, quando teremos um ano eleitoral e, como se diz, não dá para assobiar e chupar cana. É preciso fazer essa renovação antes.
Segundo Marina, o prazo de seis meses já era “bastante elástico” para a renovação da direção. Ela faz questão de lembrar que nunca disputou poder dentro do PT, assumiu cargos no comando do partido na cota das mulheres:
- Essa não é a questão. A única coisa que quero é que as ideias que acredito sejam implementadas na gestão do partido. Podem até discordar, vamos fazer o debate, mas não um embate. A renovação era uma urgência, agora é uma emergência.
Na quinta-feira passada, Penna derrotou o grupo de Marina por 29 votos a 16 na Executiva Nacional e prorrogou seu mandato de presidente por mais um ano, o 12º de sua gestão. Como o documento aprovado diz que a renovação do comando da legenda se dará “em até 1 ano”, o grupo de Marina, agora, vai partir para a mobilização – por meio de seminários, regionais e nacionais, e na preparação para o Congresso do PV, que irá discutir questões programáticas. O evento está previsto para este ano para atualizar o programa do PV, que é de 1994. O 1º round será nesta 5ª feira em São Paulo.
- Acredito que os verdes sejam capazes de honrar seus 25 anos de história – diz Marina que pretende convocar militantes e eleitores para a árdua tarefa, transformar o país a partir de um PV também transformado no instrumento político da ética, da cidadania e do ecodesenvolvimento.
Cá entre nós: tentaram fazer um bullying com Marina Silva e já estão levando uma resposta inteligente ao ato de violência. (Padinha)

Fontes: IG
               folhaverdenews.blogspot.com

Energia solar cresceu 75% em 2010... na Alemanha

Energia solar cresce 75% num país de ponta da Europa

A capacidade de produção elétrica fotovoltaica na Alemanha aumentou 75% em um ano e alcançou os 17.300 megawatts em 2010, anunciou a autoridade alemã para a regulação das redes (Bundesnetzagentur).
Apesar de contar apenas com 1.300 a 1.900 horas de sol por ano, a energia solar viveu um verdadeiro boom na Alemanha, graças ao sistema de preços garantido pelo Estado. O governo alemão garante a todo produtor de eletricidade solar, seja ele particular ou até mesmo um agricultor que tenha instalado um campo de paneis solares, vender a energia que produz a um preço muito superior ao do mercado. Este estímulo faz a diferença.
Mas há um problema neste método: a diferença de preço vai para as faturas pagas pelo consumidor, o que tem provocado muitas queixas. Agora, os Verdes da Alemanha estão para apresentar um novo projeto para viabilizar economicamente esta energia ecológica.
Enquanto isso, no Brasil, país com Sol praticamente o ano todo e em todas as regiões, não há investimentos nem projetos de energia solar nem eólica nem outra alternativa governamental neste sentido, aqui onde além da poluição oriunda dos derivados de petróleo no trânsito das grandes e médias cidades (cada vez aumentando mais e com poucas e más opções de transporte coletivo), aqui crescem cada vez mais também os apagões e a carência de energia, bem como, os megaprojetos de usinas hidrelétricas na Amazônia e no nordeste brasileiro (terra solar e de ventos diretos), há ainda termoelétricas em planejamento e até ampliação das usinas de energia nuclear em Angra dos Reis, mesmo pós-desastres no Japão. Na Alemanha, se tenta viabilizar a energia solar, que poderia vir a ser uma riqueza energética de nosso país, no Brasil, continuam os projetos como Jirau ou como Belo Monte, no Rio Xingu no Pará, apesar das desaprovações dos cientistas da SBPC, da OAB, do MP e dos ambientalistas. Falta de tecnologia de ponta não é, algumas das principais universidades brasileiras já têm desenvolvidos sistemas de utilização da energia solar e eólica em grande escala, faltando apenas o interesse governamental ou a chamada vontade política, para não dizer, falta de visão do valor do ecodesenvolvimento na atualidade.

Uma nova visão de energia é fundamental

Megausinas como Belo Monte podem aumentar riscos de tragédias ambientais

O Brasil tem potencial extraordinário para desenvolver energia solar em escala
Fontes: IG
             Ambiente Brasil e
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segunda-feira, 21 de março de 2011

Garota pode virar novo fenômeno musical dos States

'Pior música de todos os tempos' vira sensação na Internet

A música da adolescente foi considerada a pior já gravada, porém, está virando um fenômeno nos Estados Unidos: o video da canção Friday (“sexta-feira”, em inglês), interpretada por uma adolescente americana e descrita por críticos como a pior música de todos os tempos, se transformou em uma sensação na internet, com mais de 29 milhões de reproduções no site de vídeos YouTube.
O sucesso de Rebecca Black, de 13 anos, fez com que a música e a autora fossem um dos assuntos mais comentados no Twitter. O fenômeno também foi alvo de discussão em sites e revistas especializados.

Rebecca Black de repente pode virar...
A maior parte dos comentários ridiculariza a letra da canção, em que a adolescente repete versos como "ontem foi quinta-feira, quinta-feira, hoje é sexta-feira, sexta-feira", "tenho que ir para o ponto de ônibus, tenho que pegar o ônibus e ver meus amigos" e "estamos tão ansiosos, tão ansiosos". No entanto, muitas pessoas também criticaram a voz de Black - modificada digitalmente pelo Auto-Tune, programa de correção da afinação de vozes utilizado por diversos artistas pop americanos - e o videoclipe da música, que tem baixo orçamento e usa efeitos visuais simples. Você pode ter mais detalhes em http://www.bbcbrasil.com.br

Clique aqui e assista no YouTube ao clipe de Friday

                                                        http://www.youtube.com/watch?v=CD2LRROpph0

Musical escolar pode estar cobrindo lacuna cultural dos adolescentes
A música de Rebecca Black foi produzida por uma empresa de Los Angeles chamada Ark Music Factory, que se define como "selo de gravação independente". Em sua página na internet, a empresa diz que seu principal objetivo é descobrir futuros artistas e produzir "a próxima grande estrela". O perfil de Rebecca no site a descreve como "uma garota de 13 anos que adora se divertir".
"Ela adora cantar, dançar e representar e está sempre querendo tentar algo novo", diz o site, destacando também que ela conseguiu o papel principal do musical Oklahoma! em uma montagem em sua escola.
Os custos de gravação e produção das músicas na Ark Music Factory geralmente são pagos com investimentos dos pais dos adolescentes.
O repórter da rádio BBC 1, Dan Whitworth, diz que muitos pais estão dispostos a pagar o que for preciso para fazer com que pelo menos um de seus filhos se torne o novo Justin Bieber. O astro da música americano, que acaba de completar 17 anos, foi descoberto no YouTube e, em seguida, assinou contrato com o cantor e produtor Usher.
Em entrevista ao canal de TV americano ABC na última sexta-feira, Rebecca Black disse que sentiu que estava sofrendo cyberbullying e que chorou quando viu os comentários sobre sua música no YouTube.
Mas ela pode sair ganhando, apesar das críticas. Em 15 de março, pouco mais de um mês depois que o vídeo de Friday foi colocado no YouTube, ela escreveu em seu perfil no Twitter: "Minha música Friday já está disponível no iTunes!!! Obrigada por todo o apoio. Beijos!"
Nesta segunda-feira, a música chegou ao 25º lugar na lista de mais vendidas da loja da Apple. Never Say Never, a nova música de Justin Bieber, está na 29ª posição.

Fonte: BBC
         

Obama e Michele vão embora mas manifestantes contra continuam presos

Barack Obama fala em democracia mas quem criticou os Estados Unidos continuam presos

Cerca de 200 pessoas reuniram-se ainda no domingo no Largo da Glória, na zona sul do Rio, para uma manifestação contra a visita do presidente Barack Obama ao País. A Polícia Militar recolheu um carro de som que seria usado no ato e acompanha a movimentação dos militantes. No protesto, pediram pela libertação de 13 pessoas, entre eles um adolescente e uma mulher de 67, todos presos na sexta-feira em um ato público em frente ao consulado americano.

De acordo com o advogado Modesto da Silveira, os presos estão divididos entre o Presídio de Água Santa, a Penitenciária Feminina de Bangu e o Centro de Triagem para Adolescentes Infratores. Ainda conforme este advogado, os homens detidos tiveram as cabeças raspadas. Eles estão presos sob a acusação de formação de quadrilha e depredação de patrimônio público...

O simpático primeiro casal deixa para trás 13 prisioneiros na Cidade Maravilhosa...
Entre as palavras de ordem, os manifestantes em sua maior parte ligados ao Psol cantaram um rap "O pré-sal do B/ O Petróleo é nosso/ Se liga, Obama olho grande/ o Brasil não precisa de sócio". Outra palavra de ordem foi "Quem foi que disse que é normal americano roubar nosso pré-sal?".
Independentemente se os que discordam da visita do Presidente dos Estados Unidos estão ou não certos em suas críticas, pela democracia que Barack Obama tão bem defende em seus discursos e atos pessoais, os 13 prisioneiros precisam ser respeitados em seu direito de discordância e de cidadania. Nestas pequenas contradições, a realidade se revela mais claramente do que nos pronunciamentos de protocolo político? Pode ser que não, mas o simpático casal vai embora e deixa esta sequela para trás. E olha que seu sou um "obamista" de primeira hora e também me apaixonei pelo carisma de Michele Obama. É que acima destes sentimentos, eu assim como milhões de brasileiros e de seres humanos amo a liberdade e a cidadania. (Padinha)

Fontes: Yahoo
               http://folhaverdenews.blogspot.com/

domingo, 20 de março de 2011

Tsunami teria tirado do mapa mundi a Atlântida?

Cientistas encontraram a cidade perdida de Atlântida?


Uma equipe de pesquisadores norte-americanos acredita ter encontrado a cidade perdida de Atlântida. Eles acreditam que a lendária metrópole se localize no sul da Espanha e tenha sido varrida por um tsunami há milhares de anos. Os arqueólogos e geólogos chegaram à conclusão de que ela fica nos pântanos do Parque Nacional Doñana, a norte de Cádiz. Durante 2009 e 2010, eles utilizaram radares subterrâneos, mapeamento digital e tecnologia subaquática para rastrear o local. “É muito difícil imaginar que um tsunami consiga entrar 100 km terra adentro, mas é exatamente disso que estamos falando”, afirmou Richard Freund, pesquisador da Universidade de Harvard, à Reuters. A hipótese é de que os sobreviventes teriam fugido para o interior e construído novas cidades. No centro da Espanha, Freund descobriu uma série de “cidades memoriais”, feitas pelos refugiados à imagem de Atlântida, o que deu mais evidências e confiança aos pesquisadores. Eles pretendem prosseguir as escavações e os estudos na região.
“Encontramos algo que ninguém nunca tinha visto antes, o que dá um reforço de credibilidade, especialmente para a arqueologia, pois faz muito mais sentido”, acrescentou Freund. Ele lembrou ainda que há relatos de tsunamis na região por séculos, sendo o maior registrado o que atingiu Lisboa em 1755.

Há outras versões ufológicas para o desaparecimento dos Atlantes

Aqui, um projeção do que teria sido a ilha mítica
A lenda de Atlântida foi verdade?



O primeiro relato sobre a existência de Atlantis, vem do filósofo grego Platão, que viveu de 427 a 347 a.C. Foi o mais famoso discípulo de Sócrates (470 a 399 a.C.), muito respeitado pelo seu sistema de idéias, bem como pela postulação da imortalidade da alma humana, que exerceu influência sobre os padres da Igreja e filósofos cristãos. Os leigos conhecem-no pelo ensinamento do amor platônico e os entendidos pelo sistema das idéias, como, sendo um dos grandes pensadores da humanidade. Platão escreveu seus pensamentos em forma de diálogos entre o sábio e o discípulo para evitar a monotonia filosófica. As informações sobre Atlântida acham-se escritas nos diálogos "Timeu" que focaliza a terra de Atlântida, ao passo que o de "Crítias" caracteriza sua civilização. "Crítias" é, no diálogo, o pseudônimo do próprio Platão, que transcreve informações que recebeu do seu "avô", que por sua vez foi informado pelo filósofo Sólon, que morreu em 559 a.C., em Atenas.
A informação revela a história de um sacerdote egípcio de Sais, sendo a seguinte: havia em épocas remotas, ou seja, cerca de 9.000 anos antes de Platão, um poderoso Império, situado numa ilha que se encontrava no Oceano Atlântico, além das Colunas de Hércules (Estreito de Gibraltar) de nome Poseidonis ou Atlantis. A ilha tinha um comprimento de 3.000 estádios de 2.000 de largura (um estádio é igual a 185 metros) o que resultaria em cerca de 200.000 quilômetros quadrados. Imaginava-se na época que a ilha era maior que a Líbia e a Ásia reunidas.
O povo que a habitava, os atlantes, era governado por reis. O primeiro parece ter sido Atlas. Seu irmão Gadir governava uma outra parte da ilha, que se situava perto das Colunas de Hércules. Houve também uma guerra entre Atlântida e Atenas. Neste instante surgiu a tragédia. Durante um dia a ilha Atlântida afundou--se no mar e desapareceu. Esta história era bem conhecida e admitida pelos filósofos gregos. Quem não acreditou nela foi Aristóteles (384 a 322 a.C.). Os filósofos cristãos da antigüidade e da Idade Média conheciam este mito. São vários os relatos de lendas parecidas com a descrita por Platão em seus diálogos. Lendas que contavam sobre uma mesma civilização avançada como a dos atlantes, mas de origens culturais, nomes, tamanhos e até localizações diferentes. As histórias foram sobrevivendo aos movimentos sócio-culturais ao passar dos séculos e até durante a Renascença, que procurou nos mitos realidades, houve várias tentativas de explicação racional desta história. Entretanto, poucos convenceram mais que o próprio mito.
Como foi dito, as principais referências para Atlântida foram os diálogos entitulados "Timeu" e "Crítias" de Platão. Um trata do âmbito geográfico e outro do social e do político.
Havia há 9000 anos, no mesmo local onde se encontra Atenas, uma grande cidade. Essa surpreendente informação foi cedida ao estadista Grego Sólon (-559 a.C) por um sábio egípcio de Sais. Essa fundação foi corroborada por documentos achados em templos há 8000 anos. Estes documentos informam também que havia um vasto Império numa ilha fora das Colunas de Hércules, maior que a Líbia e a Ásia juntas (na época, só era conhecida uma faixa costeira da África e a Ásia era uma pequena faixa da Turquia, hoje conhecida por Ásia Menor). Sendo um grande e rico Império, seu poderoso exército invadiu os povos costeiros do Mar Mediterrâneo para dominá-los, mas a coragem e a arte bélica dos gregos conseguiram rechaçar esta ofensiva por um tempo. Como numa proteção divina para a Grécia, veio uma época em que houve terríveis terremotos e inundações, vindos num dia e numa noite horríveis, onde desapareceu todo o exército atlântico. No auge de sua civilização, Atlântida fora engolida pelo Oceano.
Em seu diálogo, Platão diz: "Houve uma guerra dos "atlantes" que habitavam uma ilha fora das Colunas de Herácles, maior que a Líbia e a Ásia, contra nosso estado de Atenas que conseguimos rechaçar. Esta ilha desapareceu mais tarde por um terremoto e imergiu no oceano".  Na distribuição do Mundo pelos deuses, o deus Possêidon recebeu a ilha Atlântida. Casou-se com a princesa "Kleito". Para a segurança desta construiu em volta do castelo 3 anéis circulares de canais e um outro canal de 50 estádios de comprimento até o mar permitindo a navegação de trieras. O primeiro rei de Atlântida foi Atlas, filho de Possêidon (irmão de Zeus) e Kleito. A fortaleza real tinha um diâmetro de 5 estádios protegida por uma muralha de pedras. Dentro da fortaleza existia, além do palácio real, um templo consagrado a Possêidon cercado com um muro de ouro. Este templo tinha um estádio (185 metros) de comprimento e três pletros (92,5 metros) de largura. A altura era de tal forma escolhida visando agradar a vista. O templo era inteiramente revestido de prata, exceto as alveias que eram de ouro. A cidade (possivelmente chamada de Posseidônia) situava-se dentro de uma planície retangular de 3.000 por 2.000 estádios cercado por um canal de 10.000 estádios de comprimento e com profundidade de um pletro.  "Crítia" é maior e mais complexo do que "Timeo". Além da origem da civilização, que é descrita detalhadamente, Platão nos fornece também descrições sobre a organização social, política, sua legislação perfeita e a geografia da ilha com sua rica fauna e flora. A origem da Lenda de Atlântida é atribuída à Platão, mas existe em várias outras parte do mundo e em épocas diferentes, histórias que contam uma história muito parecida com a contada pelo filósofo grego. Cada uma, obedece à cultura e crenças de suas regiões, mas as semelhanças e coincidências são no mínimo inquietantes. Mas não somente lendas. Vários mapas, desenhos e documentos foram encontrados em tempos e lugares diferentes. Para muitos pesquisadores e esotéricos, essas "provas" ajudam a confirmar a existência de "Atlântida".  A história nos conta que a Antártica não foi descoberta até 1818, mas 305 anos antes. em 1513, um grande almirante e cartógrafo turco chamado Piri Reis desenhou vários mapas, dentre esses, um mapa do Atlântico Sul englobando a costa oeste da África e oeste da América do Sul e o norte da Antártica. O Mapa foi descoberto acidentalmente em 1929 no palácio-museu de Topkapi, em Istambul.
Em uma série de notas escritas de seu próprio punho, o almirante Piri Reis diz que não é responsável pelo mapeamento e pela cartografia original dos mapas e que esse, foi confeccionado a partir 20 mapas, desenhos e esboços, alguns de origem desconhecidas que estavam no inventário do palácio. Os mapas mostram com nitidez, centenas de pontos do globo terrestre que só seriam conhecidos, oficialmente, séculos depois com os navegadores espanhóis, portugueses, holandeses e ingleses. Eles também revelam detalhes geológicos surpreendentes. Várias ilhas e faixas de terras aparecem em vários pontos que não são visíveis hoje em dia, como por exemplo a "falta" do Estreito de Drake (entre América do Sul e a Antártica) e a ilha de Cuba ligada à península da Florida. As investigações continuam para se saber a origem de tais mapas e como foram feitos com um grau de precisão impressionante. Não há dúvida que o almirante Piri Reis obteve fontes da mais alta confiabilidade. Só nos resta agora saber "quem" fez esses mapas. Muitos estudiosos e cartógrafos, dentre eles o Dr. Arlington H. Mallery que fez todo o trabalho de medição e aferição dos mapas acreditam em que eles têm uma origem muito remota. Pelas pequenas diferenças tamanho e coordenadas, acredita-se em que os mapas tenham sido feitos há 9000, um pouco antes da última Era Glacial. Outro fator defendido por todos é que os mapas foram feitos por uma civilização com grande capacidade técnica e tecnológica. Juntando todos os fatos, coincidências e evidências, são poucos os pesquisadores que não pensam na palavra "Atlântica" nessa altura dos estudos. Não foram apenas na Grécia e na Turquia que aparecerem fatos e lendas sobre a existência de "outras civilizações" que viveram aqui há milhares de anos. Uma das mais curiosas, foi encontrada em escavações arqueológicas no Peru. Em 1960, no meio do deserto peruano de Ocucaje, perto da cidade de Ica, foram encontrados artefatos de pedra de uma antiga e perdida civilização. Esses artefatos feitos em pedra, retirados da chamada "Biblioteca de Pedra" nos mostra cenas fantásticas de uma civilização com um alto nível cultural e técnico. O artefato mais intrigante é o mapa-mundi de 10.000 anos de idade. Como uma civilização poderia ter mapeado todo o globo terrestre há milhares de anos? Pode-se ver sem o menor esforço, a América do Sul ligada à Antártica, o que mostra que o mapa foi feito durante a Era Glacial. Mas o ponto mais espetacular do mapa, é o aparecimento de um gigantesco continente, chamado MU, no meio do Pacífico. Como uma civilização tão avançada assim poderia sumir sem deixar vestígios? Para muitos estudiosos, dentre eles o Dr. Javier Cabrera Darquera que é curador do museu que existe no local, não resta dúvida que essa civilização morava no continente MU e que no fim da Era Glacial, fora completamente engolido pelos mares. Coincidência com o fato de Atlântida, segundo Platão, também ter sido engolida por uma espécie de tsunami? Diante de tantos fatos curiosos, não é normal que se pense que esse mítico continente MU seja, em outra língua, o famoso Continente Atlântico, mesmo que no oceano errado? Porque o mito de Atlântida é tão difundido? Porque um diálogo escrito por um filósofo grego há mais de 2000 anos conseguiu transpor os limites acadêmicos da filosofia, história e arqueologia e se tornou numa das lendas mais conhecidas de todos os tempos?
Essa pergunta é respondida com uma palavra: arte. Além de ter um conteúdo poético ou até utópico, Atlântida inspirou centenas de pintores, escritores e poetas em todo o mundo. Seduzidos pelo romantismo e vigor da história, não foi difícil para que a terra submersa se transformasse em musa para artistas do mundo todo. Talvez a mais famosa referência sobre o mito de Atlântida nas artes, está no livro do escritor francês Julio Verne "20.000 Léguas Submarinas". No livro, o grande Cap. Nemo comandando o magnífico submarino Nautillus encontra a mitológica Atlântida e se põe a transformá-la em seu novo lar. Essa grandiosa obra de ficção científica, escrita no século passado, influenciou muito as gerações de jovens artistas, cientistas e historiadores que vieram depois. Vários arqueólogos de renome, dentre eles o alemão Heinrich Shiliemann também se dedicou à procura de Atlântida, ajudando a popularizar o mito. Entretanto, o sucesso e a popularidade foi tão grande, que não tardou para que aquilo que só era âmbito da arqueologia e de história, fosse para o lado das pseudos-ciências. Hoje existem centenas de ceitas e ramos "científicos" que consideram os "atlantes" como seres superiores e místicos. Não são poucos que consideram a própria Atlântida um lugar sagrado e que seus habitantes vivem até hoje nas profundezas dos mares graças aos seus poderes e habilidades secretas. Outra vertente, já acredita na origem extraterrena dos "atlantes". As respostas para vários fenômenos, dentre eles conhecido como "Fenômeno UFO" e o misterioso "Triângulo das Bermudas" tenham a mesma origem do Continente Submerso. Também não é descartada a ligação entre a Civilização Atlântida e o suposto "Mundo Interior". Crenças religiosas e esotéricas a parte, é bastante comum hoje em dia, ligar novos mistérios à mistérios antigos da humanidade. Foram escritos até os nossos dias com boa aceitação quase 2.000 livros, sobre a existência de Atlântida baseados em interpretações de lendas e crônicas antigas. Quem começou a preocupar-se seriamente sobre o fundo verdadeiro da Atlântida foi Heinrich Schliemann, o pai da arqueologia moderna. Schliemann era sonhador, gênio lingüístico e comercial além de autodidata. Alemão de origem, aprendeu meia dúzia de línguas, cada uma no período de alguns meses com perfeição surpreendente. Isso aconteceu, por exemplo, no estudo da língua russa. Ele nasceu em 1822, na Província de Mecklenburg ao norte da Alemanha. Com vinte e poucos anos ele já era representante de uma casa comercial denominada Schrtider, estabelecida em Amsterdã. Em conseqüência de seus conhecimentos perfeitos da língua russa, foi nomeado representante em São Petersburgo. Pouco mais tarde fundou sua própria firma. Tornou-se, pela primeira vez milionário, pelo comércio de índigo, azeite e chá. Em 1856 aprendeu a língua grega antiga com um sacerdote grego de nome Teocletos Vimpos. Schliemann mudou alguns anos depois para a Califórnia, durante a corrida do ouro, tornando-se pela segunda vez milionário. Voltou em seguida para São Petersburgo e tornou-se, pela terceira vez, milionário como fornecedor de mantimentos ao exército russo, durante a guerra da Criméia. Nessa época casou-se, teve três filhos, mas logo se separou. Em 1869, escreveu de Nova York, onde se tornou cidadão dos Estados Unidos, ao seu antigo amigo Teocletos Vimpos, para que procurasse para ele uma grega jovem, inteligente, bonita, meiga e pobre, com vista a um segundo casamento. O amigo ofereceu a Schliemann uma série de propostas, depois de um anúncio num jornal de Atenas com descrições físicas, intelectuais e fotos. Mas Teocletos tinha em vista sua própria sobrinha "Sofia" de 18 anos (Schliemann tinha naquela ocasião 45 anos). Ela era bonita, inteligente e meiga. O casamento realizou-se rapidamente. Schliemann em breve conseguiu falar o grego moderno, clássico e arcaico e Sofia, sua esposa, resolveu com este casamento a situação financeira desastrosa de sua família. Schliemann leu e releu todas as histórias antigas dos historiadores, filósofos e escritores gregos. Logo realizou seu primeiro sonho: comprovar que a história de Ilíada de Homero não era uma mera lenda, mas uma realidade histórica. Depois de ter obtido do governo turco autorização para fazer escavações em Hissalik, na Ásia Menor, realizou sete campanhas de escavações de grande envergadura, comprovando assim a existência verdadeira de Tróia. Por isso, Schliemann é denominado o pai da arqueologia moderna e admitia-se tudo o que ele dizia sobre outras informações históricas e pré-históricas, inclusive sobre Atlântida.
As escavações em Hissalik tiveram entretanto uma interrupção abrupta, quanto Heinrich e Sofia Schliemann encontraram o chamado tesouro de Príamo. Tratava-se de uma coleção de peças de ouro maciço. Burlando a vigília turca, não resistiram à tentação de apoderarem-se daquele achado de valor incalculável e embarcaram com o roubo para a Grécia. Tornaram-se então donos particulares do que pertencia legitimamente ao governo turco. Houve intervenção diplomática séria por parte da Turquia.
Assim Tróia ficou permanentemente proibida para os Schliemanns. Schliemann doou o tesouro mais tarde para o Museu de Berlim, cujos cientistas nunca deram muita atenção ao doador pelo simples fato de que ele não tinha carreira universitária. O tesouro de Príamo ficou assim, em Berlim até o fim da Segunda Guerra Mundial, quando desapareceu definitivamente. A atividade de Schliemann concentrou-se em escavações na Grécia. Encontrou e escavou com êxito a cultura de Micenas, quis escavar Cnosos de Creta, mas o alto preço o desanimou. Cnosos foi escavada mais tarde pelo famoso arqueólogo Arthur Evans (1851-1911).
Schliemann morreu em 1890 em Nápoles, deixando, no entanto, notícias vagas sobre a existência de Atlântida, mas mudou do campo científico de comprovações reais na sua interpretação dos textos de Platão sobre Atlântida para o especulativo. Foi desta maneira que despertou um interesse fora do comum no mundo inteiro, especialmente nos meios pseudo-científicos. Assim sendo, a Lenda de Atlândida continua fascinando a humanidade há milhares de anos. Verdade? Mito? Para muitos eruditos, pesquisadores, cientistas, esotéricos e românticos isso não importa. O importante é que os segredos e mistérios que mantemos mais escondidos, façam-nos buscar o conhecimento e viajar pela maravilhosa imaginação humana. Agora porém pesquisadores norteamericanos estão afirmando terem descoberto as provas da realidade de Atlântida.

Fontes: Reuter
             Ambiente Brasil

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