Nos 457 anos de São Paulo, uma equipe do site Uol, formada por repórteres como Ricardo Mioto, Sabine Righetti e Giuliana Miranda, além de fotos de Alexandre Shinoda, pesquisa e procura ir em busca da verdade da história, fugindo do mito e do marketing, para ser fiel à realidade e ajudar no resgate da historia, o primeiro ponto é conhecer a sua formação, o passado, isso com certeza ajudará a criação do futuro São Paulo.
Ainda que estradas, avenidas e palácios levem seus nomes, os Bandeirantes eram mais assassinos do que heróis desbravadores...
É o que mostram os relatos sobre esses responsáveis pelo frutífero negócio de trazer índios do interior do país para a escravidão no século 17.
Segundo o relato de Jesuítas, "na longa caminhada até São Paulo, chegam a cortar braços de uns [índios] para com eles açoitarem aos outros". Mais: "matam os velhos e crianças que não conseguem caminhar, dando de comida aos cachorros".
Nomes como Raposo Tavares, Fernão Dias Paes Leme e Domingos Jorge Velho com frequência apareciam associados à violência e a assassinatos.
Não foi apenas moral a ilusão criada sobre os bandeirantes, porém. Até suas roupas são retratadas de maneira errada. Não usavam, por exemplo, botas, nem que o destino fosse muito longe: o próprio Jorge Velho foi descalço de São Paulo ao Piauí. A aparência corpulenta e a pele alva das pinturas também não são reais.
"A maioria era filho de branco com índia, com a pele mais escura", diz Manuel Pacheco, da Universidade Federal da Grande Dourados. "A alimentação era restrita. O Bandeirante gordo dos quadros é muito improvável."
Esse mito dos bandeirantes foi consolidado após décadas de "marketing", para não dizer, "outros interesses".
A imagem heroica foi incentivada com a ascensão dos cafeicultores paulistas à elite econômica do Brasil, no fim do século 19. A partir de 1903, essa orientação foi incorporada à política, e o governo estadual passou a bancar obras de arte que apoiassem essa aura mítica. O ppoder épico do dinheiro...
Com o passar dos anos, o mito foi sendo incorporado a outros grupos, que queriam se associar a essa imagem de coragem. Entram aí os constitucionalistas de 1932, o governo Vargas e até a Ditadura Militar, que vigorando entre 1964 e 1986, influencia profundamente a cultura brasileira e paulista até a atualidade.
Hora de resgatar a verdade da história
Desenho de Manuel Borba Gato![]() |
| À esquerda o mito, à direita a realidade dos Bandeirantes |
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| É ficção e "marketing" o Borba Gato na avenida Santo Amaro em São Paulo: imagem fora da realidade Fontes: Uol http://folhaverdenews.blogspot.com/ |



E para atualizar este enfoque crítico de São Paulo, podemos dizer que a maior cidade da América Latina, talvez a mais rica do Brasil, não tem saneamento básico. Não há nem tratamento mínimo de esgoto até no Palácio dos Bandeirantes, ocupado há 16 anos pelos políticos amigos de Geraldo Alckmin. A realidade não mudou tanto em 457 anos.
ResponderExcluirAssassino é teu pai, verme. Deve ser oriundo das partes de cima do mapa, para postagens tão racistas e de ódio ao Povo e História paulistas.
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