Situação de tragédia ambiental depende de chuva
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| Povo luta contra as queimadas como dá |
Institutos de meteorologia estão prevendo que a entrada de uma frente fria, vinda do sul do país, poderá trazer chuvas de leve intensidade ao sudeste, podendo eventualmente atingir a divisa entre os estados de São Paulo e Minas Gerais entre domingo e o feriado de 7 de Setembro. Esta macrorregião, que inclui o nordeste paulista e o sudoeste mineiro têm sofrido muito com queimadas, provenientes de queimas de cana, preparação de pastos ou outras causas, também queimadas urbanas: outro problema de grande gravidade estão sendo os incêndios, como o que em cerca de 10 dias, destruiu 40 mil dos 70 mil hectares do Parque Nacional da Serra da Canastra. Também foram destruídas pelo fogo pastagens, plantações e matas nativas em dezenas de fazendas no Triângulo Mineiro nestes dias. A seca que dura proximadamente 100 dias somada aos ventos de intensidade ajudam a propagar as chamas, algumas, acidentais, outras, de origem criminosa, como já concluiu a perícia do Instituto Chico Mendes (ICMBio), do Ibama e da Polícia Florestal. O vento, a fumaça, a poeira em suspensão propagam também uma onda de doenças respiratórias e até uma virose, fatos que fazem lotar os hospitais e prontos-socorros, com a já conhecida falta de estrutura da Sáude Pública para atender a população. Brigadistas do Instituto Chico Mendes, Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil de algumas cidades da macrorregião relativamente preparadas para o enfrentamento têm combatido as queimadas e os incêndios, que continuam em proporção maior do que o normal. A situação de emergência ambiental só será realmente suavizada com a chegada das primeiras chuvas da Primavera.
Aqui no Folha Verde você pode ler um texto de Fábio Feldmann, com muita informação sobre o problema, que já virou um drama no nordeste paulista, no sudoeste mineiro, assim como em todo o centro do país.
Seca, fogo e chuva
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| Incêndios de grande porte na macrorregião |
Ouvimos por telefone o diretor do ICMBio, que dirige o Parque Nacional da Serra da canastra, onde o megaincêndio - conforme noticiamos aqui em primeira mão - foi controlado desde anteontem com um trabalho heróico de brigadistas, bombeiros, voluntários e ecologistas da região. 10 dias de combate, numa guerra pela natureza. Não foram queimados apenas 30 mil dos 70 mil hectares da Canastra, o fogo atingiu até mesmo o entorno e a vegetação junto à nascente do Rio São Francisco. Também os outros 130 mil hectares, que devem ser agregados ao Parque Nacional, foram afetados em cerca de 35% pelo incêndio:
"Por enquanto não houve reignição, o incêndio está debelado, continuamos o processo de investigação para chegar ao autor ou autores deste crime ambiental, já temos dados suficientes para saber que ele foi provocado intencionalmente, após a perícia do instituto e as investigações das polícias Federal e Civil".
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| Em plena seca, Ipê Branco floresce em Franca... |
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| ... e abriga pássaros fugindo dos incêndios |
No sábado, dia 18 de setembro, em Franca, a partir das 117h com saída diante do Hospital do Coração haverá uma
caminhada ecológica, organizada pelo líder dos produtores de alimentos orgânicos, José Alexandre Ribeiro, candidato a federal pelo PV: na pauta deste evento, as queimadas, os incêndios florestais, a falta de estrutura para prevenção e socorro das cidades e das fazendas da região. "Vamos também pedir chuva a Deus, como estão fazendo os ecologistas de Sacramento, do lado lá de Minas", comentou Zé. Ele sabe que só as chuvas poderão atenuar esta situação dramática para a natureza e para a saúde da população. Nas cidades andam aparecendo pássaros e outros animais selvagens, nativos, fugindo das queimadas e dos incêndios, que infernizam o dia a dia da vida de todos por aqui. SOS chuvas da primavera...
SOS sistema de prevenção e controle das queimadas e dos incêndios, muito deles, criminosos...A Defesa Civil das cidades do nordeste paulista e sudoeste mineiro precisam melhor estrutura. Para exemplificar, neste contetxto de 3 milhões de habitantes, há somente meia dúzia de unidades do Corpo de Bombeiros...Isso além da falta de consciência ecológica de alguns e do "interesse" em derrubar áreas florestais de outros.
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