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O Brasil arde em chamas
Por Fabio Feldmann
Continuamos assistindo nesta semana o Brasil arder em chamas por conta das queimadas. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE (http://ow.ly/2xWdO) o Brasil acumula de janeiro a agosto deste ano mais de 47 mil focos de queimadas e o Estado de São Paulo, neste mesmo período, 617 focos. Embora estejamos num período particularmente seco, o que aumenta o risco de queimadas, é importante ter em mente que a causa se deve às ações humanas. O fogo ainda é muito utilizado para limpar o solo após o desmatamento, sendo uma das maiores pressões sobre as florestas a expansão da atividade agrícola e pecuária. Utiliza-se também o fogo para recuperação de pastagens, forçando a rebrotação de um novo capim. Trata-se de uma técnica rudimentar e mais barata, podendo ainda estar associada a atividades criminosas como extração ilegal de madeira ou uso de fogo não autorizado pelo órgão ambiental.
Ocorre que, independentemente de atividade lícita ou ilícita, frequentemente o fogo acaba se alastrando e fugindo do controle, atingindo muitas vezes áreas especialmente protegidas como unidades de conservação e áreas de preservação permanente ao longo de rios e ao redor de nascentes. A queima de unidades de conservação destrói sua fauna e flora, que por sua vez pode levar décadas para se recuperarem. O impacto também pode afetar a atividade turística (muito comum em Parques Estaduais, por exemplo) e o desenvolvimento de novos fármacos por conta da perda da biodiversidade. Em áreas de preservação permanente as queimadas podem afetar, por exemplo, a disponibilidade de recursos hídricos e propiciar o assoreamento dos rios. Podemos listar ainda outros impactos negativos da utilização do fogo: a queima da palha da cana-de-açúcar impede o aproveitamento desta biomassa como fonte de energia renovável e polui a atmosfera; já as queimadas de florestas (protegidas ou não) emitem toneladas de CO2, contribuindo para o agravamento do aquecimento global.
Como se pode notar não se trata apenas de defender a proteção das florestas por si só, mas de compreender que a sua proteção implica em possibilitar o desenvolvimento de atividades econômicas como o turismo e pesquisas para o desenvolvimento de remédios, a redução das emissões de CO2, a manutenção de importantes serviços ambientais como o fornecimento de água em quantidade adequada, o aproveitamento econômico da biomassa para geração de energia (no caso da cana-de-açúcar).
Propostas de solução
1) Formação de equipes de combate a incêndios florestais, devidamente treinadas e equipadas;
2) Elaboração de planos de prevenção;
3) Controle mais rígido das autorizações para utilização do fogo na agropecuária;
4) o fomento ao aproveitamento da biomassa da cana-de-açúcar para geração de energia;
5) o incentivo a utilização de técnicas na agricultura e pecuária que não utilizem o manejo do fogo.
Fábio Feldmann é candidato a Governador do Estado de São Paulo pelo PV, advogado, líder da OAB-SP, ex-Secretário de Meio Ambiente-SP, ex-deputadpo federal, redator do Capítulo do Meio Ambiente da Constituição Federal, antes de tudo, um dos ecologistas mais respeitados do Brasil
Fonte: http://www.pvsp.org.br/

Em nossa região (nordeste paulista) e também no sudoeste mineiro (Serra da Canastra, Triângulo Mineiro) no lado de lá da divisa SP-MG o problema das queimadas e dos incêndios florestais já é um drama nesta seca de 100 dias.
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