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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Paz no Iraque, no Afeganistão nem tanto

Obama disse que o foco no Iraque passa a ser diplomacia
mas ao mesmo tempo aumentou as tropas no Afeganistão





O presidente americano, Barack Obama, confirmou nesta segunda-feira que, até o fim deste mês, os Estados Unidos vão retirar todas as suas tropas de combate do Iraque, conforme ele próprio havia prometido no início de seu governo, inspirado também por ideais pacifistas.

Dos atuais 65 mil soldados no Iraque, 50 mil permanecerão até o fim de 2011 para auxiliar as forças iraquianas e proteger os interesses dos Estados Unidos no país.
"Pouco depois de assumir o cargo, anunciei a nova estratégia para o Iraque, a transição para responsabilidade total iraquiana e deixei claro que até 31 de agosto, a missão americana no Iraque acabaria", disse Obama em um discurso hoje no Estado da Geórgia. "E é exatamente o que estamos fazendo, como prometido e dentro do prazo."
Obama enfatizou seu compromisso com as tropas em serviço nas guerras do Iraque e do Afeganistão e também com os veteranos de guerra norteamericanos.
"Nosso compromisso com o Iraque está mudando de um esforço militar liderado por nossas tropas para um esforço civil liderado por nossos diplomatas", disse ele.
Enquanto retira suas tropas do Iraque, o presidente Obama eleva a presença militar dos Estados Unidos no Afeganistão, para onde serão enviados mais 30 mil soldados americanos.
Obama evitou explicar esta contradição.

100 mil vítimas civis





O anúncio do governo americano foi feito no momento em que Washington e Bagdá se desentendem em relação ao número de mortos no conflito iraquiano.
No fim de semana, o governo iraquiano afirmou que 535 pessoas morreram em ataques em julho – o nível mais alto de violência em mais de dois anos no país. Por sua vez, o governo americano afirma que o número de mortos foi 222. Entretanto, nenhuma razão foi oferecida para explicar por que os números provenientes de ambas as fontes sejam tão diferentes.
Depois que o governo iraquiano divulgou suas estatísticas, analistas interpretaram o aumento da violência no país à incerteza criada pelo vácuo político desde as eleições de março deste ano.
Os grupos vencedores ainda não chegaram a um acordo sobre quem deverá ser o primeiro-ministro do país.
O pleito, no dia 7 de março, terminou com a vitória da coalizão liderada pelo ex-premiê Iyad Allawi, que conquistou 91 cadeiras no Parlamento. Já o bloco do atual primeiro-ministro iraquiano, Nouri Al-Maliki, conquistou duas cadeiras a menos. Ambos os grupos ficaram bastante aquém dos 163 parlamentares necessários para formar um governo.


Segundo a site independente www.iraqbodycount.org, cerca de 100 mil civis morreram no país de mortes violentas desde a invasão do país por forças lideradas pelos Estados Unidos, em 2003. Em pleno Século 21, usar a força e não a inteligência, a luta cultural, foi um erro trágico dos Estados Unidos, que começam a resgatar a história, finalmente agora, apesar das limitações e dos interesses que envolvem os USA, agora e só mesmo com Barak Obama. Que Deus perdoe a América.
Fonte: BBC

2 comentários:

  1. Pois é, paz e violência empatam em 0 a 0 nos Estados Unidos. Este foi o comentário do ecologista Valdivino Franco, feito por telefone, ao nosso editor Padinha.

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  2. Na sua filiação ao PV em São paulo em 2009 Marina Silva disse que o ser humano precisa lutar para atingir o nível de seus ideais. Este comentário cabe nesta situação.

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