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Nada restou da vegetação Canastra em 30 mil hectares |
O fogo (que pode ter origem criminosa) começou na madrugada de quinta-feira (26) ainda não foi inteiramente controlado, mas ao contrário do que está informando hoje o site G1 (da Globo Minas Gerais), o contato direto que fizemos agora (13h30 desta 2ª feira) indica que parte do incêndio foi debelado: as chamas atacavam a Serra da Canastra, no interior e fora também dos limites do Parque Nacional, em duas frentes, em torno da nascente do Rio São Francisco e nas proximidades do Portão, na direção da cidade de Sacramento (MG). Desde domingo, com um número maior de brigadistas, dirigidos por Darlan Alcântara de Pádua e ligados ao ICMBio (Instituto Chico Mendes) estes heróis da natureza conseguiram finalmente controlar o incêndio na região da nascente do São Francisco. Uma das preocupações dos brigadistas e voluntários é a nascente do Rio São Francisco. “Ele é um rio genuinamente brasileiro e a vegetação no entorno levou anos para chegar ao que é hoje”, destacara o chefe da reserva, Darlan Alcântara de Pádua à Globo Minas. Agora há pouco contatamos Sílvia Aparecida Andrade Faria, assessora de Darlan, dando cobertura por rádiocomunicador aos brigadistas e voluntários no trabalho em campo: "Graças a Deus e ao trabalho destes heróis aí, na nascente o fogo tá controlado. Na saída prá Sacramento é uma região de um acesso mais difícil, continua queimando, acredito que como agora o esforço está todo lá concentrado, até amanhã vai estar tudo mais ou menos controlado".
Ela não pôde precisar em números a quantidade do incêndio controlado mas deu esta boa noítica, "parte do incêndio já está controlado e até amanhã ou depois, vai acabar".
As chamas chegaram a parecer incontroláveis no sábado e no domingo, Sílvia Faria se emociona ao falar do trabalho de pouco mais de 100 brigadistas e voluntários que ela chama de heróis. Além dos 39 brigadistas que ficam direto em São Roque de Minas, no próprio Parque Nacional, há outros de Brasília, de empresas como Minas Serviços Gerais e Sparta, alguns integrantes de guarnições do Corpo de Bombeiros de cidades como Passos e Uberaba (acionados por uma iniciativa vinda de Cássia), além de mais alguns outros ligados também ao ICMBio (Instituto Chico Mendes), alguns voluntários ecologistas da região. No combate estão 7 veículos do ICMBio, 1 moto de apoio, 1 helicóptero da Polícia Civil (o do ICMBio está agora em reparo), 2 caminhões-pipa (um de Sacramento e outro de Vargem Bonita), além de uma camionete de uma ONG, com um voluntário ao volante. Os 2 aviões AT (do tipo agrícola) no momento do contato estavam sem combustível, que estava sendo providenciado.
Silvia Aparecida Andrade Faria se emociona um pouco mais quando fala de quatro mulheres brigadistas: "Tem umas fazendo almoço prá todos junto com pessoal do ICMBio, mas quatro mulheres estão ido à luta como brigadistas mesmo, apagando fogo".
A emoção aumenta quando ela fala que nesta segunda por volta das 3 da tarde está prevista a chegada de um reforço a mais, uma brigada de Caparaó, da região de Belo Horizonte.
Bombeiros calcularam que a área total queimada pode chegar a 80 mil hectares. No Parque Nacional, teriam sido inteiramente destruídos pelo fogo cerca de 30 mil hectares (área comparável à da cidade de Belo Horizonte, capital mineira. A fumaça dos incêndios chegam até Brasília e Cuiabá.
De acordo com a assessoria dos Bombeiros, ainda não havia nenhum plano estratégico para combater este incêndio considerado de grande porte. Não se sabe como o fogo começou, mas há suspeitas de origem criminosa. Agentes da Polícia Federal (PF) e do Instituto Federal Chico Mendes estiveram na área para investigar como e onde o fogo começou. Ainda não há conclusão destas investigações. Não se tem levantamento de eventuais vítimas. A fauna e a flora valiosíssimas, a biodiverdade...
A frente fria que chegou hoje já enfraquecida ao litoral do Sudeste não chegou a umidificar a região da Serra da Canastra. Não chove há 2 meses, em alguns pontos, há mais de 100 dias. Em duas ou três cidades da região, povo e ecologistas oram, pedindo chuva a Deus.
No caminho de Sacramento, chamas chegam a invadir estradas, conforme a direção dos ventos. A Serra com cerca de 1.200 metros de atitude nos pontos mais altos venta bastante, ainda mais agora em agosto.
A seca e os ventos ajudam as chamas e dificultam mais ainda o trabalho dos brigadistas. Os heróis de nossa natureza aqui do interior continuam indo à luta. (Padinha)
Fontes: http://g1.globo.com/minas gerais
http://folhaverdenews.blogspot.com/


Esperamos que os brigadistas estejam certos na previsão de controlar o restante do incêndio nas próximas 24 ou 30 horas. É urgente um apoio extra do Ibama ou do Governo Federal nesta reta final do combate, ele é mais difícil na direção de Sacramento, chapadões de difícil acesso.
ResponderExcluirE que Deus nos abençoe com chuvas e recuperação da vida na Canastra.