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terça-feira, 3 de agosto de 2010

MARINA SILVA: MATURIDADE NA ÁREA ECONÔMICA

Marina mostra e quer maturidade econômica no país


A candidata do PV à Presidência da República, ecologista Marina Silva teme que a institucionalização da autonomia do Banco Central (BC), com a concessão de mandatos, não seja favorável ao País. A autonomia informal, existente hoje, já está funcionando de maneira positiva, afirmou a candidata, ao ser indagada se era favorável à instituição de mandato e de autonomia do BC. "O BC deve ter, sim, uma autonomia operacional sem que tenhamos que institucionalizar uma autonomia", defendeu, durante encontro de hoje com economistas do setor financeiro, promovido pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF).  Sem estender sua argumentação, Marina citou o Banco Central da Argentina como exemplo de autonomia formal que não foi bem sucedido. Para ela, a forma como trabalha o BC brasileiro está adequada."O governo tem que ter a clareza no rumo (da política econômica) e cabe ao Banco Central alcançar essa meta", disse. Ela defendeu ainda que o BC e o governo desenvolvam um trabalho harmônico, sem a necessidade de regras. Em seu discurso de 30 minutos, Marina defendeu ainda o aumento da concessão de crédito no Brasil. "Ainda estamos muito aquém do nível de intermediação financeira necessária a um país", afirmou a candidata verde a Presidente do Brasil.


Maturidade e tripé

Marina Silva, elogiou hoje a política econômica do governo Lula, baseada no tripé do regime de metas de inflação, câmbio flutuante e responsabilidade fiscal. "O Brasil atingiu um maduro consenso com base num sistema estável", disse, durante encontro promovido nesta manhã pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF), entidade que reúne sete associações do mercado financeiro, inclusive a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban). Cautelosa com as palavras, Marina optou por ler um discurso de 30 minutos, no lugar de falar de improviso como faz usualmente. "O bom momento da economia brasileira não pode ser desperdiçado", disse Marina.
No discurso, Marina reconheceu que o Brasil entrou mais tarde na crise econômica internacional de 2008 e conseguiu superá-la antes de outros países. Ela  listou quatro fatores que contribuíram para esse desempenho: ajuste das contas externas, dinamismo do mercado interno, manutenção da política econômica desde FHC (PSDB) e a rápida resposta do governo atual (PT) à crise com medidas pontuais, como redução da taxa de juros e a isenção de impostos para alguns setores. A candidata destacou também a atuação dos bancos estatais no aumento da concessão de crédito, como algo importante na vida do país.
Além de falar em maturidade na economia, ela mesmo mostrou também este equilíbrio em sua fala, num texto bem objetivo, com palavras e conteúdos do economês, mas também com uma visão de política que revela o seu lado de estadista. Como diz um ditado chinês, quem compreende os atos dos governantes, está pronto para governar...

Argumento final

"Nenhum grande banco faliu ou precisou ser socorrido. Essa é uma vantagem que precisamos cantar", afirmou Marina, numa referência aos problemas de bancos no exterior. Para ela, o desempenho brasileiro durante a crise internacional mostrou que o sistema financeiro está "imune e em ordem". No entanto, não se pode correr o "risco de complacência". Entre os desafios do próximo governo, a candidata do PV citou a necessidade da melhora da gestão dos recursos públicos e do aperfeiçoamento do ambiente de negócios. Marina Silva defendeu também a reforma tributária e mais investimentos do Estado brasileiro, principalmente em infraestrutura. "Copa do Mundo e Jogos Olímpicos apenas reforçam essa necessidade", afirmou, sem esquecer de citar saneamento básico, solução da questão do lixo e melhoria da saúde pública para avançar a qualidade de vida no Brasil.
Fonte: site Yahoo

Um comentário:

  1. Alguém que seja poeta, como Marina Silva, pode muito bem destrinchar a aridez da economia,desde que a pessoa tenha a informação correta, não é como poesia, que precisa de invenção, imaginação. Basta ter bom senso.

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