Não só o entorno de matas, até a nascente do Rio São Francisco foi queimada: o incêndio ali foi debelado com um esforço heróico de cerca de 100 brigadistas do Instituto Chico Mendes e alguns bombeiros e voluntários. Em seguida, hoje a última ponta de fogo que ainda queimava junto ao Portão 3 do Parque Nacional da Serra da Canastra foi controlada. O megaincêndio na reserva mais original de Cerrado foi finalmente debelado.
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| Restou só 20% da Canastra |
Rômulo de Mello
O presidente do ICMBio (Instituto Chico Mendes) esteve hoje participando pessoalmente do combate. Informou que foram feitas fotos de satélite que poderão dimensionar melhor a tragédia. Ele chegou a confirmar que o incêndio foi mesmo ilegal, a Polícia Federal fez uma investigação in loco, a Polícia Civil também investiga, o Instituto Chico Mendes continua a desenvolver uma perícia para determinar as causas: "Foram incendiários, isso já sabemos, mas ainda é um crime ambiental sem autoria. Vamos chegar a esta informação também".
Além do comandante Rômulo, dando um apoio extra ao Darlan de Pádua, também chegaram mais brigadistas da Serra de Caparaó para uma força na reta final do combate ao incêndio, enfim debelado. Por enquanto, debelado.
Dados da tragédia
Nem Rômulo Mello nem Darlan de Pádua quiseram detalhar números, antes das imagens por satélite e do rescaldo, mas fomos informados por um brigadista chegando do trabalho no campo que, pela sua avaliação, foram queimados 40 mil dos 70 mil hectares do Parque Nacional da Serra da Canastra: "Somente uns 20 ou no máximo 30% da Canastra foram salvos", calculou Pedro Heitor Silva, com mais de 10 anos de experiência em combater incêndios florestais. Além dos 70 mil hectares do Parque, em volta há outros 230 mil hectares em processo de tombamento. Estes também foram atingidos, talvez em cerca de 40% do total.
Há recuperação?
Pesquisador de Botânica e voluntário no combate ao fogo com abafadores, João Pereira informa que as árvores do Cerrado tem cascas grossas e dependendo da intensidade do fogo, após as chuvas da primavera poderão renascer. Isso se as chuvas forem intensas e o incêndio não tiver destruído as raízes. E as aves, os animais selvagens, conseguiram fugir?...
Pereira também estava correndo e cansado demais até prá falar. A noite chega depois de vários dias de terror com o inferno apagado. Restou só a fumaça. (Padinha, Folha Verde News)
Fonte: http://folhaverdenews.blogspot.com/
109 áreas negras por queimadas e incêndios em todo o país
(Foto enviada por internauta: mata nativa queimada na serra de Águas da Prata, interior de SP)
Cerca de 70% do país está sob risco crítico de fogo
Mato Grosso é o Estado com maior número de focos de incêndio em agosto
Tempo seco segue no país; chove no Norte e RS
Parque das Emas perde 90% da área em dois dias devido a queimadas
O Ministério do Meio Ambiente afirmou nesta terça-feira que o país tem 109 "áreas críticas" em relação a queimadas e incêndios florestais. Os Estados em situação mais grave são Mato Grosso, com 27% de focos de calor, seguido por Pará (26%), Tocantins (13%), Maranhão (6%) e Rondônia (6%). Minas e São Paulo apresentam problemas mais pontuais e localizados.
Segundo o ministério, os incêndios estão concentrados nas regiões de Cerrado, e mais de 67% do total de focos estão em áreas privadas porque "fazendeiros e índios usam o fogo como manejo e perdem o controle das queimadas provocadas", afirma nota. De acordo com levantamento do órgão, 13% dos focos estão em áreas indígenas, 8% em assentamentos da reforma agrária e 7% em unidades de conservação. Em 2010, foram investidos R$ 50 milhões no combate e prevenção de queimadas, de acordo com o ministério. Em todo o país, há cerca de 11 mil pessoas trabalhando no combate direto do problema, sendo cerca de 3289 brigadistas do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e do Instituto Chico Mendes, além dos demais oficiais pertencentes ao Corpo de Bombeiros.
Fontes: Uol
Agência Brasil
SOS BRASIL
Marina Silva se manifesta sobre queimadas e incêndios:
"Estiagem, queimadas e poluição afetam saúde do povo
evidenciando ação débil do governo no Meio Ambiente"
Os últimos dias foram extremamente críticos para a saúde de milhões de brasileiros em razão do clima seco agravado pelas queimadas e pela poluição nas grandes cidades. 70% do território nacional ficou sob risco de fogo, e São Paulo, a maior cidade do país, viveu o segundo dia mais seco de sua história.
O ar seco e com grande concentração de monóxido de carbono (devido às queimadas) ou de ozônio (causada pela poluição dos carros) faz a população sofrer com problemas respiratórios, irritação nos olhos, alergias e aumento da pressão e, além disso, intensifica o risco de enfartes e derrames. As crianças e idosos são as vítimas mais freqüentes da poluição do ar.
A candidata do PV à Presidência, criticou a falta de ações preventivas e emergenciais dos governantes. “Falta clareza dos governos para alternativas que substituam o uso do fogo, sobretudo nesses períodos de renovação das pastagens”, declarou. Em caráter emergencial, a criação ou ampliação de rodízios de automóveis nas grandes cidades poderia ajudar a aliviar a péssima qualidade do ar.
Em relação às queimadas, Marina Silva defende uma ação firme do governo para suspender a prática nessa época do ano, incluindo “sala de situação” de combate ao fogo nos lugares mais críticos, como Rondônia, onde mais de mil crianças foram internadas nestes dias por conta de transtornos respiratórios. E centenas de matas nativas sofrem com incêndios por falta de um sistema preventivo. SOS natureza e saúde no Brasil.
Fontes: CBN
http://www.minhamarina.org.br/
http://www.movmarina.com.br/
http://www.redepv.ning.com/
http://folhaverdenews.blogspot.com/



O Brasil está um inferno. Em termos ambientais e de saúde pública. Mudança rápido e vida nova, revida.
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