Marina consegue avançar em sua comunicação com tepespectadores
A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, afirmou no Jornal Nacional da Rede Globo que, se eleita, os licenciamentos ambientais, necessários para o início de obras importantes na área de infraestrutura, entrarão em regime de urgência, mas sem negligenciar os cuidados com o meio ambiente. Ela respondeu assim a uma pergunta até que amena da apresentadora Fátima Bernardes. Porém, o companheiro de bancada Willian Bonner foi mais ácido. Ao contrário da postura afável que manteve com Dilma Roussef do OPT, na véspera no mesmo telejornal, Bonner tentou desestabilizar as respostas de Marina Silva, interrompendo a todo instante a fala da ecologista, reiterando insistentemente em questões que nada tem a ver com a história da ex-Ministra de Meio Ambiente e ex-senadora, como mensalão e corrupção no governo Lula: “Minha função era técnica e não me envolvia com isso, sempre em minhas palestras e contatos com a imprensa critiquei alguns petistas que entravam por estes caminhos”. Esta declaração deveria fazer morrer o assunto, mas Willian Bonner insistiu tanto nas mesmas colocações que parecia ser “cobra mandada”, ou seja, demonstrou ter algum interesse em perturbar Marina Silva ou até prejudicar a imagem dela, talvez, querendo aparecer mais que a candidata verde e se mostrar um jornalista inquisitivo, o que nunca foi seu estilo, ele que é um misto de galã com porta-voz do “grupo Globo”. Já marina mostrou que na época ela tinha mais no que pensar, o Ministério do Meio Ambiente estava desestruturado, ela tinha até que criar concursos, para poder contratar profissionais ou técnicos e possibilitar as decisões. Ela foi ministra de Lula entre janeiro e 2003 e agosto de 2009. Quando a casa ficou arrumada, o número (de licenças) aumentou significativamente, de 145, do governo anterior, para 265 licenças por ano", afirmou Marina. Ela reconheceu, no entanto, que ainda é possível aperfeiçoar o sistema de licenciamento. Vamos fazer tudo o que precisamos para o país se desenvolver, sem descuidar das coisas do meio ambiente", afirmou a candidata, já se projetando no cargo de Presidente do Brasil.
Bonner e a corrupção
O apresentador da Globo insistiu em, digamos, temas escabrosos, sensacionais ou escandalosos. Como a corrupção do Governo Lula. Marina explicou que sua saída do PT, partido do qual foi filiada por 24 anos, esteve mais relacionada à resistência da legenda a questões ambientais do que ao episódio do mensalão. Mas negou que o seu suposto silêncio no caso poderia ser interpretado como conivência com os acusados de corrupção. “Não foi conivência e também não foi silêncio. Lamentavelmente, todas as vezes que eu me pronunciava, eu não tinha ninguém para me dar audiência e potencializar a minha voz", afirmou. Ela deixou o partido em 2009 se filiar e depois para disputar a Presidência pelo PV. E olhando diretamente para a câmera, disse que a "corrupção é o pior câncer da sociedade" e que o seu combate é uma "luta constante". "Ninguém pode se vangloriar de ser honesto. Para mim, ser honesto é uma condição do indivíduo. Qualquer pessoa, onde quer que esteja, tem que ser honesta", acrescentou. Ela ainda precisou contraargumentar Willian Bonner em outro assunto, sobre o PV que está sozinho na eleição: mesmo sem o apoio explícito de nenhuma outra legenda, Marina afirmou ser ela o único nome capaz de ser o "ponto de união" entre partidos opositores. E aí aumentariam suas chances de se eleger. Argumentou ainda que seus principais rivais ao Planalto, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), são reféns dos compromissos que firmaram nas eleições. (Dilma e Serra) já estão tão comprometidos com as alianças que fizeram que eles só podem repetir mais do mesmo", declarou.
Desenvolvimento sustentável
Já na entrevista para o Jornal das 10 da Globo News, o clima foi bem mais jornalístico mesmo, Marina estava mais à vontade, os entrevistadores focaram melhor os assuntos de maior importância, assim, os telespectadores da TV a cabo da Globosat (menos de 10% da audiência do JN da Rede Globo) puderam conhecer algumas propostas verdes. Marina defendeu a ampliação dos investimentos em energias limpas e renováveis, como solar e eólica, para evitar, de acordo com ela, os apagões que o país tem enfrentado a cada ano.
Ela se mostrou uma autêntica ecologista com visão equilibrada da realidade. “Hoje dependemos de Belo Monte. E amanhã, vamos depender de quem?", indagou a candidata, ao referir-se à usina hidrelétrica que será construída no Rio Xingú, no Pará, cuja potência instalada será de mais de 11 mil megawatts. “Se eu for eleita, o Brasil vai sair desse apagão que ameaça todo ano", disse ela na entrevista que durou 15 minutos. Marina reafirmou ainda que, se chegar à Presidência, manterá o tripé da economia (câmbio flutuante, metas de inflação e superávit primário). Sobre o Banco Central, repetiu que não há necessidade de institucionalizá-lo. "Permanecerá autônomo como está", reafirmou. Provocada sobre o tamanho do PV e sobre a necessidade de alianças para poder governar, a candidata disse que fazer alianças não é fácil, mas que também não é impossível. Marina disse que, tanto no PT como no PSDB, assim como no PMDB, há "pessoas corretas", e citou como exemplo o senador Pedro Simon (PMDB-RS).
Fontes: Vladimir Goitia e Hugo Bachega, Yahoo e Reuters
Homenagem da comunidade judaica
A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, será homenageada em dois jantares promovidos pela comunidade judaica de São Paulo e pelo advogado Pierre Moreau, um dos sócios da Casa do Saber, famoso centro de debates extra-acadêmicos da cidade. O jantar com a comunidade judaica está marcado para a próxima segunda-feira (16), na casa do empresário Roberto Klabin. O evento foi articulado pelo candidato do PV ao Governo de São Paulo, Fábio Feldmann. Já o encontro com os "formadores de opinião" será no dia 24 e reunirá um seleto grupo de empresários e intelectuais num restaurante dos Jardins, região nobre da capital paulista. No encontro do dia 24, os "amigos da sustentabilidade" - como são chamados os doadores pela coordenação de campanha - pagarão R$ 5 mil para jantar no Antiquarius, restaurante de comida portuguesa e considerado um dos melhores da cidade. O restaurante tem capacidade para receber 110 convidados, ou seja, se houver 110 pagantes, Marina arrecadará R$ 550 mil só numa noite. O jantar será precedido de uma palestra da candidata sobre sua trajetória pessoal e profissional. O anfitrião Pierre Moreau convidou empresários, executivos do mercado financeiro e frequentadores da Casa do Saber. Pierre é um dos simpatizantes da candidatura de Marina e foi o idealizador do evento que levantará fundos para a campanha do PV. Quem falou foi Roberto Klabin, que chegou a ser cotado para ser vice na chapa de Marina Silva, organizaram o encontro. Klabin é empresário do setor de papel e celulose e presidente da Fundação SOS Mata Atlântica, também líder da comunidade judaica. A coordenação da campanha de Marina sustenta que a candidata participa destes eventos para divulgar suas propostas e que ela não está envolvida diretamente com as arrecadações. "Não é uma relação pessoal (da candidata com os doadores), é apenas a valorização (por parte dos doadores) da proposta", disse João Paulo Capobianco, procurando separar o joio do trigo, como explicou em off.
Fonte: Yahoo


A comunicabilidade de Marina Silva, a sua citação de deus, o clima de respeito, tudo isso valoriza a sua candidatura a presidente pelo PV. O comentário é do telespectador Pedrinho Viola, de Recife, em e-mail ao nosso editor.
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