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sábado, 17 de julho de 2010

Ribeirão das Onças salvou mata de incêndio criminoso

 O fim de semana entre as cidades de Franca (SP) e Claraval (MG), entre o nordeste paulista e o sudoeste mineiro, onde sobrevivem algumas manchas de matas superimportantes para o equilíbrio ambiental da região na divisa entre os estados de São Paulo e Minas Gerais, começou com muito pó em suspensão, núvens de fumaça, umidade relativa do ar baixa, não só por causa da seca de inverno: aconteceu ali às margens da Rodovia Tancredo Neves, junto à estrada vicinal do Paiolzinho, um incêndio de grandes proporções. O Corpo de Bombeiros de Franca recebe cerca de 10 ligações por dia com queimadas deste tipo, mas esta foi considerada "a maior dos últimos tempos" pelo sargento Teixeira. Ele avaliou que foram queimados cerca de 70 hectares de campos e pastos da fazendaNossa Senhora da Conceição. E por pouco o fogo não atingiu uma das últimas matas da região do mamancial do Rio Canoas (Km 5 da via), uma reserva com váriós tipos de árvores nativas, nascentes, grande variedade de aves e fauna silvestre típica do cerrado.
Além da ação dos Bombeiros, agricultores e voluntários para apagar o fogo, o incêndio só não se alastrou, pegou e destruiu a mata graças ao córrego Ribeirão da Onça, que conteve as chamas, salvando a reserva natural.


Foi incêndio criminoso

Muita gente que esteve no local afirmou que o fogo não foi acidental. Por exemplo, Clécio de Oliveira, administrador da fazenda atingida, que na hora do incidente estava em outra área, a queima não foi acidental. “Todos os anos é a mesma coisa, alguém sempre coloca fogo aqui. Por sorte, os gados estavam no pasto do outro lado da rodovia e não foram atingidos”, disse à Rádio Imperador de Franca, ao jornal Comércio e à reportagem da TV Record.
Um dos voluntários para conter as chamas foi Cristiano Rodrigues, o ecologista Crico, cuja família tem um síto na região: "Eu procurei acionar imediatamente assim que vi as primeiras chamas o Corpo de Bombeiro, gastei o meu extintor mas o fogo se alastrava muito rapidamente, apesar do esforço das pessoas que tentavam controlar".
Crico, que é candidato a deputado estadual pelo PV de Franca, também acredita, assim como o agricultor Clécio de Oliveira, que o incêndio foi criminoso: "Não sei dizer se querem acabar com as matas daqui, mas tem gente que vem queimar lixo na beira da estrada e o fogo se propaga, é preciso maior vigilância e uma consciência ecológica do povo também", comentou.
A baixa umidade do ar, as queimadas nos canaviais que já se aproximam da região e incêndios como este desequilibram também o clima e poluem o ar das cidades como Franca e Claraval, complicando a situação das crianças, pessoas idosas ou alérgicas que sentem mais os problemas respiratórios.
Por aqui, todos torcem por uma chuva, que já chegou à Zona da Mata de Minas, ao centro e ao leste do estado de São Paulo, para oxigenar o ar. De toda forma, se não fosse o Ribeirão das Onças, mas uma das últimas matas da região teriam se transformado em cinza e carvão.  (Padinha, Folha Verde News)

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