Para o bem da saúde das pessoas e do trânsito nas cidades
Muito ao contrário do que acontece em Franca, São Paulo, Salvador, Belo Horizonte, ou qualquer outra pequena ou grande cidade brasileira, ao lado de cidades como Paris e Barcelona, Londres entrou hoje na lista dos lugares que oferecem o aluguel de bicicleta como meio de transporte público. O uso por meia hora é gratuito. Foram colocadas à disposição da população 5.000 bicicletas em 315 pontos de retirada no centro da cidade, e deve chegar a 6.000 em 400 locais, segundo a prefeitura. Em Paris, onde o sistema já funciona há mais tempo, são oferecidas 22 mil bicicletas. No Brasil, o Rio de Janeiro também tem o serviço, com 190 bicicletas em 19 locais.
A expectativa de Londres é que, a cada cinco viagens na capital inglesa, as bicicletas representem uma opção de meio de transporte. Elas podem ser locadas a qualquer hora do dia, durante toda a semana, e não precisam ser devolvidas no mesmo local de onde foram retiradas. Para liberar a bicicleta do suporte no qual fica travada, é preciso usar uma chave eletrônica recebida após o registro no site do programa (www.tfl.gov.uk/barclayscyclehire). O custo da chave é de 3 libras (pouco mais de R$ 8).
O usuário tem a opção de pagar a locação por dia (ao custo uma libra ou R$ 2,80), por semana (5 libras, o que dá R$ 13,80), ou por ano (45 libras ou R$ 125) e pegar uma bicicleta quantas vezes quiser no período.
Até o final do mês, o serviço também vai estar disponível para quem estiver registrado, mas não tiver nenhum plano. Nesses casos, a cobrança será feita na hora da devolução.
Alternativa
A novidade parece ter caído no gosto da população. Em vários pontos de retirada no centro da cidade, havia apenas algumas bicicletas - as outras já tinham sido alugadas. Até as 15h30 (11h30 no horário de Brasília), já haviam sido feitas 3.419 viagens e 16 mil pessoas tinham feito o registro no site.
Para a conservadora de arte londrina Heather Ravenberg, 40, já era tempo de Londres oferecer essa alternativa de transporte. "Eu costumo ir e voltar do trabalho de bicicleta, mas não conseguia fazer isso no dia em que emendava com uma happy hour. Agora, vai ficar mais fácil, porque só vou alugar para a vinda", diz.
Tom Payne, 26, que costuma andar com a sua própria bicicleta pela cidade, concorda. "É bem melhor com a bicicleta alugada. Hoje, por exemplo, só aluguei para ir ao trabalho e depois não vou precisar mais", diz ele, que não dispensa o capacete e as luvas, apesar de a prefeitura não exigir o uso deles para alugar as bicicletas. "Sofri um acidente há dois anos e depois disso passei a me preocupar mais".
As colegas de trabalho numa construtora Kedeane Keddo, 34 anos, e Yan Zhang, 30, se animaram com o programa de prefeitura. "Não vou conseguir vir da minha casa de bicicleta, porque moro longe [os pontos de retirada ficam concentrados no centro], mas vou conseguir dar umas voltas na hora do almoço no Hyde Park", diz, referindo-se ao principal parque da cidade.
Alguns moradores, no entanto, viram pontos mal resolvidos no serviço. Roderick Howie, 47, por exemplo, achou as bicicletas um pouco lentas. "Elas só têm três marchas e são pesadas para pedalar." O engenheiro Paul Rust, 49, por sua vez, tentou fazer o registro de quatro pessoas da família, mas com planos diferentes, e o sistema não permitiu. "Aparentemente, vou precisar criar contas no site separadas." Apesar disso, ele não desanimou. "Vai ser ótimo sair para passear com as minhas duas filhas e minha mulher pelas ruas de Londres."
Fontes: BBC
Uol

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